CARTAS
Ensino técnico
A idéia do ensino técnico no Brasil não deixa de ser uma boa alternativa aos jovens. O que não pode ocorrer é a imposição desta modalidade aos estudantes que saem do ensino de 1º grau, pois de alguma forma antecipa em três anos a decisão de seu futuro profissional, numa idade (13/14 anos) em que a decisão ainda é por um Nike ou Reebok. Digo isto porque na década de 70 fui cobaia do chamado ensino profissionalizante. Parte da minha turma do ginasial optou por cursar Técnico em Edificações do Ipolon, pois pretendia estudar Engenharia Civil futuramente. No entanto, todos eles tiveram que se ''reforçar'' nos cursinhos pré-vestibulares. Outra parte, aqui me incluo, preferiu Laboratórios Médicos no ''Vicentão'', no segundo ano todos transferiram para Análises Clínicas pois em sua grade contemplava mais disciplinas voltadas ao vestibular, no terceiro ano foi uma bagunça só, parte foi para o Colégio Canadá e parte para o Colégio Universitário para melhor entrentar o vestibular para Medicina, Odontologia, Engenharia e outros. No meu certificado de 2º grau está escrito que me formei em Desenho Arquitetônico. Conclusão: iniciei o 2º grau na certeza que faria Medicina e terminei optando por Engenharia Civil. Acredito que o ensino técnico deva ser ministrado num quarto ano intensivo do segundo grau como uma alternativa para os estudantes que não almejam uma formação de 3º grau, o que em tese, não é conveniente para um país que necessita de mais pesquisas para a sua evolução.
PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor) - Londrina
Número pífio
Balanço divulgado mostra que foram gerados 4 mil empregros com carteira em 2005. É dificil de acreditar, mas mesmo que o número esteja correto para uma cidade do porte de Londrina é um resultado pífio. Pelo que Londrina gasta com entidades e autarquias para gerar empregos o resultado é decepcionante e demonstra que precisa ser repensado o modelo e os responsáveis pelo serviço. A administração moderna pauta-se por resultados, portanto, o modelo atual não está funcionando como deveria. Tem muita gente ''deitado em berço esplêndido'' e não fazendo juz à remuneração que recebe. Muda Londrina.
ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina
'Boi expiatório'
O coitado do boi nem se restabeleceu da cacetada e lá vem outra. Os cientistas até que podem ter absoluta razão ao admitir que os bovinos são em parte responsáveis pelo aquecimento da terra com a eliminação de um gás metano muito mais poderoso que o escapamento dos carros. Mas dar essa notícia agora? Com tanto descalabro acontecendo neste mundo, agora também vão culpar o boi como um dos responsáveis pelas doenças da pele, pelo calor excessivo que provoca o alto consumo de água e a maior evaporação dos nossos mananciais e a seca que transforma o Sul do país em caatinga? Tomara que essa coisa não tenha a repercussão no Ministério da Agricultura como teve a suposta aftosa no Paraná, pois podem pegar novamente o boi como bode expiatório e, daí, a vaca vai pro brejo.
LUIZ CARLOS NAIME (pecuarista) - Capanema
Barulho
Quero aproveitar o muito oportuno Editorial da Folha de Londrina publicado na última quinta-feira sobre o desrespeito que se pratica diariamente contra o sagrado direito de ter um sossego público. Morador de um bairro próximo ao Com-Tour, Jardim San Remo, bairro que era tranquilo até a instalação de um supermercado no referido shopping. Diariamente um carro de som atormenta a região com propaganda e ofertas do dia do supermercado num volume bem acima do tolerável gerando desconforto e atrapalhando o descanso de enfermos e idosos. Solicito do poder público uma fiscalização contra este abuso praticado por comerciantes não muito éticos.
ANTONIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Fiscalização
Considero louvável a iniciativa da Associação Comercial de São Paulo de conscientizar os contribuintes sobre os tributos pagos pelos cidadãos. Porém, creio que seria importante exigir dos parlamentares a fiscalização do uso e destinação dos recursos arrecadados, bem como a divulgação do uso desse dinheiro público de maneira clara, acessível e simplificada. Em dezembro de 2001 foi criada a CIDE (lei nº 10.336/2001), contribuição que deveria ser utilizada, entre outros objetivos, para o financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. Contudo, será que as rodovias estariam no estado precário em que se encontram hoje se este recurso estivesse sendo realmente destinado aos seus propósitos? Em situação idêntica temos a CPMF, contribuição criada para ser utilizada na manutenção e melhoria do sistema de saúde público. Se a arrecadação auferida com a CPMF está sendo utilizados no setor por que a situação do Sistema Nacional de Saúde é tão desesperadora?
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
PT e blablablá
O aumento do álcool para carros foi acima do necessário. Se o álcool polui menos que a gasolina, deveria ter incentivos nos impostos e assim atrair o consumidor. Descobri que um carro a gasolina 1.8, fabricado em 1997, paga menos IPVA do que o meu carro a álcool, 1.6, fabricado em 1995. Fui ao escritório da Receita Federal pedir explicações e o atendente disse: ''Ah, mas aqui no Brasil essa diferença de poluição nunca contou''! Toda a política eleitoral de 20 anos do PT que criticava o mal causado ao meio ambiente pelos partidos antecedentes nunca foi posta em prática pelo PT no governo. A preservação do meio ambiente foi sempre uma das poucas coisas que eu gostava dos ''companheiros'', mas queria saber se no Fórum Social em Caracas os ''companheiros'' de todo o mundo vão lá só para falar blablablá, porque se for assim começo a pensar que a queda do muro de Berlim não foi uma coisa boa não. Tenho saudade do tempo em eles ficavam de um lado e nós do outro.
AUGUSTO MOROSI (empresário) - Londrina





