CARTAS
Vandalismo
Como professor do cursinho comunitário que funciona no prédio antigo do Colégio Benjamin Constant, posso afirmar que o prédio está abandonado (''Escola abandonada vira ponto de delinquentes'' - Caderno Cidades, pág. 1). Lá acontecem frequentemente atos de vandalismo e violência contra o patrimônio público e contra nossos alunos. Já houve casos de assaltos e até tentativa de estupro nas imediações do colégio. Já pedimos segurança e reformas aos órgãos públicos, mas como é tudo muito complicado e demorado ficamos sempre nas mãos destas pessoas mal-intencionadas. Estamos fazendo pequenas reformas nas salas que ocupamos, porém não podemos instalar nada de valor porque certamente será roubado, como ocorreu com a nossa cantina por três vezes. Com esta reportagem da Folha e a garantia do secretário de Meio Ambiente de que serão tomadas providências esperamos que o problema seja resolvido.
ELI JÚNIOR LOMBARDI (professor) - Londrina
Menos impostos
Nós, empresários do comércio, não estamos solicitando redução de impostos. Nosso pleito é o aumento da arrecadação, pois nas condições em que funciona o Simples federal, a cada R$ 15 mil por mês de venda o comerciante microempresário recolhe R$ 740 de impostos. Empresas de pequeno porte continuam nanicas porque vendem menos para pagar menos, na faixa de R$ 300. Consequentemente, acabam fechando seu estabelecimento e seguem um caminho: ser sacoleiro ou camelô (Londrina já tem três camelódromos!). Se reduzir para 2% o Simples, aumentando o limite de venda para R$ 50 mil mensal, passará a recolher R$ 1 mil a cada mês. O mais importante é que a curtíssimo prazo aumentará de 4 para 6 funcionários. Então, se multiplicarmos por 1.700.000 que são as empresas do Simples, geraria 3.400.000 novos empregos. Dando emprego, reduzem-se muito as despesas com policiamento, segurança e presídios (sabemos que um presidiário custa mais que 3 salários mínimos).
SINÉZIO SCUDELER (delegado da Federação do Comércio Varejista do Paraná) - Londrina
Carga tributária
Aumentou a carga tributária sobre o consumo (''Carga bruta de tributos cresce para 24,2% do PIB'', Economia, pág. 1). Gozado, este não é o governo Lula que deveria estar voltado ao social? Mais impostos sobre o consumo implica em comida, serviços e bens de primeira necessidade mais caros. Onde está o social? Se a comida está mais cara, onde está o Fome Zero? A tributação no Brasil é um absurdo e o governo Lula mostra-se com uma ganância irresponsável sobre o dinheiro dos trabalhadores. Este aumento de carga tributária, provavelmente, irriga a corrupção e o caixa 2 que continua a correr solto. Do que adianta reajustar o mínimo se o custo dos bens é onerado por impostos e tributos exorbitantes? Que aumento ridículo foi dado ao salário mínimo? E este não é o Partido dos Trabalhadores?
ADALBERTO BRANDALIZE (administrador de empresas) - Londrina
Criminalidade
Delegado novo, esperanças novas e tudo deve continuar como antes. Se isto acontecer, poderemos considerar uma grande vitória para os londrinenses, uma vez que as perspectivas são desanimadoras. É claro que não por culpa da autoridade recém-chegada à cidade, da qual não devemos ter dúvida da sua capacidade e vontade de acertar, todavia não tem ainda o dom de fazer milagres. Não vejo solução a médio prazo para o problema da criminalidade. Devemos combater as causas e isto é construído passo a passo, o que não serve para os nossos políticos que são em regra imediatistas e querem colher onde não plantaram.
LOURIVAL BARBOSA (aposentado) - Londrina
Descaso
O parque do trabalhador na Rua Manoel Valdemiro de Macedo, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), foi abandonado pelas administrações públicas municipais. O posto da guarda municipal foi desativado, os equipamentos de playground estão danificados e estragados, faltam equipamentos de lazer, a rua que dá acesso interno a esta área verde está intransitável e esburacada. É um descaso total com a população da CIC e da zona sul de Curitiba.
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba
Aumento abusivo
Nem Freud explica o ódio que o sr. prefeito tem pelos servidores municipais de Londrina. No apagar das luzes de 2005 a Câmara de Vereadores (parceira do prefeito) aprovou uma lei (a mando da prefeitura) qua chega a aumentar em mais de 100% os valores cobrados pelo plano de saúde da CAAPSML. Às vésperas do Natal os associados do plano receberam uma carta com um ultimato, dizendo que caso o novo contrato (com os novos preços) não fosse assinado até o último dia 15 o plano seria cancelado. No entanto, quando as coisas pareciam não poder piorar, pioraram. Já nos primeiros dias de 2006 a CAAPSML, numa atitude comum aos déspotas mais arrogantes, passou a condicionar a liberação de exames e consultas à assinatura do novo contrato, mesmo com os contratos antigos em plena vigência. O sr. prefeito, primeiro não nos dá um único centavo de reajuste, não paga o PCCS que ele mesmo criou, se recusa a falar conosco, dobra os preços de nosso plano de saúde e ainda não libera nossas consultas. O que fizemos para merecer isso?
ANA CRISTINA PIALARICE GIORDANO (servidora pública municipal) - Londrina





