Londrina insegura

Moro em Londrina há 64 anos. Aqui passei a minha juventude e cheguei à minha velhice! Aqui, professora normalista, exerci a minha profissão por doze anos. Muitos garotos e garotas, hoje senhores e senhoras distintos, passaram pelo Grupo Escolar Hugo Simas e também pela minha modesta escolinha. Foi também em Londrina que me casei, tive meus sete filhos, meus onze netos e um bisneto. Ao longo desses anos vivi dias tristes, mas também dias muito felizes, tranquilos, que esta Londrina que eu amo me proporcionou. Hoje, porém, a amargura bateu em mim: minha filha Márcia e minha neta Nathalia foram assaltadas e só não morreram por que o revólver do bandido falhou. Minha filha teria sido morta em frente à casa onde nasceu e cresceu. Realmente, Deus apareceu naquele momento! Constato com amargura que em Londrina vivemos dias de terror e insegurança e, por não termos a quem recorrer, ficamos nas mãos de bandidos. Como pioneira dessa cidade, gostaria que os filhos e os netos daqueles desbravadores soubessem que não era esta a cidade que sonhamos para nossos descendentes. Não deixem que o nosso sonho, o qual entregamos a vocês em forma de realidade, se perca na omissão, na corrupção e no egoísmo. Dos meus 84 anos de vida, afirmo que não importa o tempo, pois para o bem e para o bom sempre é tempo!

MERCÊDES MASSI GUIMARÃES (aposentada) - Londrina


Hora de reagir

Semana passada, em plena Av. Higienópolis, tivemos mais uma prova de que viver em Londrina está cada vez mais perigoso. Após o trágico acidente com um estudante na mesma avenida no ano passado, fomos tomados pela chama da justiça e parecia que algo iria mudar. Mas o espírito natalino, e agora as férias, fizeram com que as tragédias parecessem distantes, nada mudou. Será que precisamos esperar o Carnaval passar para nos mobilizar? Será que já não passou da hora de cobrarmos medidas urgentes das autoridades? Assim como cobram nossos impostos? Melhor pensar bem. Não podemos mais ficar de braços cruzados esperando para ver quem será a próxima vítima.

GABRIELA COSTA (empresária) - Londrina


Incoerência

O brasileiro é incoerente. Vive resmungando dos problemas político-administrativos do país e o que faz para resolvê-los? Apenas resmunga e vota em qualquer messias que, em épocas de eleição, promete o Paraíso na Terra. Vejo a revolta das pessoas em muitos lugares com toda essa roubalheira, mas reparo aquela mesma atitude sebastianista que parece acompanhar nosso povo. Em uma roda de amigos, durante um debate caloroso sobre corrupção, fiquei pasmo quando percebi que nenhum deles sabia os dias e horários de funcionamento da Câmara de Vereadores de Londrina, além de alguns não lembrarem sequer quem são os representantes do Paraná no Congresso. Mesmo assim, muitos se sentem no direito de atirar pedras contra o governo. Não sou favorável à atual Presidência, mas a culpa dessas ''pizzas'' (todas as que assistimos) é toda nossa que somos muito acomodados e incoerentes.

LUIZ HENRIQUE DE OLIVEIRA WESTPHALEN (estudante) - Londrina


Sinalização

Se na Secretaria Municipal de Saúde faltam remédios básicos, na CMTU falta tinta. É a única justificativa aceitável para a atual falta de sinalização em Londrina. Basta pegar o carro e andar pela cidade, coisa que os srs. Álvaro Grotti Jr. e Gabriel Ribeiro de Campos parecem não fazer. O Jardim Bandeirantes, por exemplo (que conta com um vereador do PT!), está desde o final de 2004 com toda a sinalização apagada. Domingo ocorreu mais um acidente entre um carro e uma moto no cruzamento das ruas Serra de Santana e Serra das Coroas, com ferimentos no motociclista. Acidente que seria evitado se a CMTU cumprisse com o seu papel não medindo esforços apenas para a instalação de ''pardais'' para alimentar a indústria da multa. A Av. Tiradentes, que ganhou recape há alguns meses, até hoje não teve as faixas repintadas, principalmente no cruzamento com a Av. Rio Branco. Até quando pessoas despreparadas continuarão ocupando o alto escalão do desgoverno do PT? A quem podemos recorrer para que essa administração cumpra seu papel?

RUBENS BARBOSA JÚNIOR (assistente de departamento pessoal) - Londrina


'Achologia'

Estamos nos aproximando das definições sobre os pleitos eleitorais. Mais uma vez a tônica desse debate é a política econômica dos governos. Sem dúvida, a economia é o ponto central das decisões governamentais, principalmente para os países onde predomina a livre concorrência de mercado. De Delfim Neto a Antônio Palocci já se vão mais de 35 anos e a cantilena é sempre a mesma: falta de recursos. Nunca se comentou tanto sobre as teorias econômicas no mundo e no Brasil como nos últimos tempos. Será que podemos chamar isso de ''Ciências Econômicas''? Que ciência é essa que na teoria é uma coisa e na prática é outra? Está mais para ''achologia'' do que para ciências, uma vez que se usa muito a expressão. Acho que vai dar certo quando se referem a determinados planos econômicos. As esquerdas combatem o neoliberalismo, que nada mais é do que a livre concorrência moderna de mercados, porém quando assumem o poder passam a pensar diferente. Vamos trabalhar com regras claras, cartas sobre a mesa, sem nenhum subterfúgio, adaptando-nos cada vez mais às boas práticas de livre mercado. Para isso, é preciso que tenhamos leis boas e uma justiça célere com total independência.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

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