Educação
Lamentavelmente, neste país de grandes dimensões geográficas, não são poucos os que são excluídos da sublime arte de aprender e ensinar, o que acarreta a exclusão de outras prerrogativas de fundamental importância para se viver bem. Muitos são excluídos do emprego, tornando-se dependentes da política assistencialista do governo. Muitos são excluídos da moradia, vendo-se, então, obrigados a morar em favelas. Muitos são excluídos da saúde. Poucos, a bem da verdade, conseguem usufruir um plano de saúde particular. Muitos são excluídos do lazer e também muitos são excluídos da prática da cidadania. Mas para que haja a concretização da cidadania é necessário liberdade. Entendo que a liberdade é fruto da educação. Infelizmente, neste país, nem todos são livres. Como ser livre sendo excluído da singela arte de aprender e ensinar? Este quadro deprimente do nosso país é fruto dos parcos recursos investidos na educação. Um país, refém de uma política neoliberal, esquece do seu povo e se preocupa em seguir regras impostas por organismos internacionais, deixando de lado investimentos nas questões sociais, como emprego, moradia, saúde, lazer e, principalmente, educação. Essa é a coluna, a célula mater para toda e qualquer valorização do ser humano, não na sua superficialidade, mas, sim, na sua essência.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) Londrina

À professora
Solidarizo-me com a professora Márcia Guimarães carta de 17/01/2006: ''Ninguém morreu!'' e faço suas as minhas palavras, com apenas uma ressalva na frase ''mortes não modificam o panorama''. Pois acredito que serão necessárias duas ou mais mortes violentas no coração da cidade, para que nossas autoridades policiais acordem, tirem o traseiro adiposo da poltrona e comecem a trabalhar em prol de um novo panorama: uma Londrina mais segura. Tornou-se insustentável para o cidadão aceitar a pífia política de segurança adotada para nossa cidade, a qual é tratada como colônia. Permitam-me ainda sugerir à professora Márcia, caso documentos pessoais e de veículos tenham sido furtados, evitar as blitze promovidas pelo 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, uma vez que a corporação, cujo dever primeiro é servir e proteger, não reconhece um simples B.O. (Boletim de Ocorrência) como prova de que seus documentos foram roubados. Nesse caso, a mestra poderá enfrentar outros mais dissabores, inclusive sendo multada e até mesmo presa.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina

Aspersor
Com indignação e uma grande sensação de impotência, presenciamos vândalos em plena tarde de domingo com muita gente presente destruírem o ''aspersor de coliformes fecais'', instalado pela prefeitura de Londrina em parceria com a Sanepar no Lago Igapó 2, denominado por eles de ''chafariz''. Esse ato nos faz refletir sobre as causas que levam seres humanos a agir como animais irracionais, certos de que o poder público nada pode e nem sequer tem interesse em resolver tais questões, como se aquilo não fosse da competência deles. Ora, se não temos capacidade ou vontade de educar nossos cidadãos, incutindo neles o mínimo de civismo, permitindo que tomem atitudes como aquela, então ao menos devemos policiá-los para que seus atos não se transformem em tragédias, como poderia ter acontecido naquela lamentável tarde. Até prestei atenção para ver se não era aquele cidadão que vivia se atirando no lago para protestar e que sumiu... Acho que desistiu...
SAMUEL OLIVEIRA (tributarista) Londrina

Nada mudou
Ao iniciar o ano, estou decepcionado. Estamos vendo que pouco mudou em relação à política. Acho o político considera o povo como ''massa de manobra''; que tem memória curta; que sempre dependerá dele, e que sempre votará neles pelos seus atos demagógicos. No caso das cassações dos deputados envolvidos em saques irregulares, cassou-se quem denunciava (Roberto Jefferson) e quem ameaçava (José Dirceu). O resto é de pouco interesse, já que o ''boi de piranha'' se foi e salvou-se o rebanho. Que vergonha, isso faz jus ao título do comentário. Dizer que o mensalão não existiu; que a compra de votos para aprovação de projetos não existe; que o saque em dinheiro (de quantias altas) na boca do caixa de bancos é normal; que desvio de dinheiro de empresas estatais e de fundos é normal; que todos os atos podem ser considerados caixa 2... É pura brincadeira de mau gosto. Ainda vem o presidente Lula dizer que fizeram acusações (as CPIs) e não têm prova de nada! Seria o mesmo que o leigo em Direito dizer que a Constituição não existe, e que este país não tem lei. E, por último, está praticamente certo, com a decisão do STF, o fim da lei de improbidade administrativa para agentes políticos. Já para o cidadão comum continua a lei sem modificação. Acho que com a mobilização da sociedade por meio do voto desde o mais simples até o mais graduado cidadão pode-se mudar o contexto da política, trazendo mais seriedade ao país.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo e diretor secretário da Coopramil de Cambará) Itambaracá

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