CARTAS
Hospital do Câncer
Há 40 anos, a sociedade mobilizada construiu o Hospital do Câncer em Londrina. Agora, ajuda a salvá-lo. Em abril do ano passado, assumimos a direção e demos um grito de alerta: a situação beirava o caos. E a comunidade voluntários, clubes de serviço, associações de classe, lojas maçônicas, lideranças políticas, empresariais e religiosas de todos os credos, veículos de comunicação, etc. respondeu imediatamente. A comunidade cuidou do Hospital do Câncer, manteve suas portas abertas e o atendimento humanizado. Graças a essa mobilização alcançamos importantes conquistas, como o reescalonamento de dívidas com a Receita Federal, Justiça do Trabalho e INSS acordos que vêm sendo rigorosamente cumpridos. Doações possibilitaram fazer melhorias na infra-estrutura e a obtenção de recursos do governo para comprar medicamentos e reequipar o centro cirúrgico, a unidade de terapia intensiva e o setor de medicina nuclear.Infelizmente, ainda trabalhamos com déficit no custeio mensal e convivemos com o endividamento acumulado ao longo dos anos. O desafio é resolver esta situação sem prejudicar a assistência às cerca de três mil pessoas que todo mês procuram atenção ambulatorial, e aos quase dois mil pacientes em tratamento com quimioterapia, radioterapia e cirurgias. Gente que vem de toda a região. Por isso, ao mesmo tempo que agradecemos o esforço e desejamos um ótimo ano, também pedimos, em nome do Conselho Deliberativo e da Diretoria-Executiva, que a população mantenha o entusiasmo e continue apoiando o Hospital do Câncer. Juntos, certamente teremos muitas outras vitórias para comemorar em 2006.
NELSON DEQUÊCH (diretor-presidente do Hospital do Câncer) Londrina
Reino encantado
Enquanto crianças morrem afogadas por lombrigas, o lobo fala para o porquinho:''Quero 10% do valor de sua obra para não te devorar. Vamos fazer um tapa-buracos e construir casas de palha. Assim, posso receber minha comissão várias vezes.'' Parece ficção? Mas, no Brasil, uma decisão do STF, a ser anunciada até março, cancelará em todo país mais de 10 mil ações e inquéritos abertos contra gestores públicos pela prática de improbidade administrativa. Você lembra das licitações fraudulentas, doações fictícias, desvio de dinheiro da saúde e merenda, enfim todo o embusteiro feito para roubar e enriquecer às custas da miséria do país? Tudo vai acabar novamente em pizza. Parece que dinheiro público não tem dono mesmo. Quem precisa de ética e moral? Que se dane a corrupção, a violência e o estupro cultural, não temos nada a ver com isto. Nossos filhos e netos que paguem a conta da roubalheira do dinheiro público. Nossa pátria sente o rubor desta ignomínia e não precisa merecê-lo. Quanto vexame!
RODRIGO CAMPANA DE CASTRO (professor) Londrina
O Haiti é aqui
Difícil acreditar o que faz a ganância pelo poder. Lamentavelmente, o governo Lula, na busca insaciável por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, comprometeu-se com os ''países pobres'' e esqueceu o Brasil. No entanto, tudo o que poderia fazer com relação a favores e perdões de dívidas, para deles ganhar o voto, não deu em nada. A não ser ter assumido o Haiti. Para nossa tristeza, contudo, veio a morte do comandante general Bacellar, que ninguém sabe como ocorreu. Mais difícil ainda é acreditar no que vemos hoje no Brasil: a falta de segurança em todo país; o crime organizado, que sequestra, mata, incendeia ônibus. A sociedade civil está órfã. O povo sofre, principalmente nas periferias das grandes cidades. O Brasil investiu US$ 350 milhões no Haiti e R$ 85 milhões em segurança nacional e está no mesmo atoleiro que os EUA, no Iraque. Só que lá eles têm dinheiro e não saem, enquanto nós estamos tirando dinheiro do povo brasileiro para satisfazer o ego dos donos do poder. Que retornem nossos soldados para combater o crime aqui no Brasil em todas as capitais brasileiras. O povo paga e exige segurança, saúde, habitação e educação. Não farsas como a que estamos vendo e vivendo hoje.
JOSE PEDRO NAISSER (humanista) Curitiba
Pimenta é colírio
Como diz a sabedoria popular: ''Pimenta nos olhos dos outros é colírio''. Esse bate-boca prolongado sobre a questão do gado estar doente para o governo e saudável para o proprietário tem como objetivo, por parte do governo federal, punir o Paraná. Esse é um assunto para a ciência pesquisar e não ficar na mão de gestores sem experiência. O proprietário da fazenda Cachoeira tem razão e deverá contestar até as últimas instâncias esse descalabro cometido pelo governo. Deve-se consultar os técnicos da Embrapa, Iapar, e outros órgãos competentes, para tomar uma decisão com responsabilidade e com crédito suficiente para dar um fim a esse ''imbróglio'' sem pé nem cabeça. Temos de dar um fim a essa ninhada de políticos desestruturados, mal-preparados, sem cultura e sem capacidade de gestão.
DALTON PARANAGUÁ (médico e presidente de honra do PMDB de Londrina)
ANDERSON C. SACHETIM GARCIA (bacharel em Direito) Londrina





