Tarifa
Para tudo na vida e necessário organização - no sentido de analisar resultados, verificar se os objetivos serão alcançados -, inclusive para protestar. Vamos analisar o protesto dos estudantes no terminal. Tinha alguém dentro do terminal capaz de resolver o problema da tarifa? Sabem quem estava no terminal? Trabalhadores com hora marcada para chegar ao trabalho; vendedores que precisam do ônibus para conseguir comer no final do mês; pacientes com consultas, exames e cirurgias marcadas na rede pública de saúde. Havia também motoristas e cobradores contentes porque iriam receber sem trabalhar; empresários economizando combustível. Por que os manifestantes não fecham a CMTU, não permitindo a saída do presidente e da diretoria até que eles resolvam a situação? Por que não fecham a Câmara de Vereadores, já que votamos neles para nos representar. Por que não fecham a prefeitura, não deixando o prefeito sair até que ele resolva a situação. Por que os estudantes que vêm de fora não transferem seus títulos eleitorais para a cidade? Assim votariam aqui e poderiam evitar que os políticos tomassem estas atitudes e, principalmente, teriam direito real de reclamar. Por favor, façam protestos, fechem órgãos onde existem pessoas com poder de resolver a situação. Não atrapalhem a vida dos usuários, que estão tão descontentes quando vocês.
ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (bacharel em Ciência do Esporte) Londrina

Ônibus
Presente de ano novo para os londrinenses, o alcaide Nedson Micheletti autorizou a majoração da tarifa de ônibus urbano em Londrina para 2 reais. Não tenho acesso ao emaranhado de números, cifras e índices de planilhas e não uso ônibus. Não sou especialista mas questiono os especialistas do poder público. O presidente da CMTU, ao se posicionar sobre o reajuste praticamente se confunde com o diretor de uma das concessionárias, defendendo o sistema, a planilha e o reajuste. Há muito esta tal planilha é debatida, perdão, é escondida em Londrina. Uns poderiam dizer, e eu concordaria, que falta ousadia, criatividade e vontade dos dirigentes municipais, que em vez disso, utilizam sempre de respostas prontas, um monte de argumentos cansados de falas desbotadas. A novidade neste cenário de férias escolares é o movimento dos estudantes colorindo as tardes calorentas. Enquanto isso um dirigente, em seu gabinete refrigerado, fala que não se deve atrapalhar o ir e vir dos ônibus. Ora, alto lá comandante, não estamos num canto qualquer da América Latina, dos contos do Gabriel Garcia Marquez, estamos em Londrina, portanto devagar com sua arrogância. Voltemos ao grego presente de ano novo do prefeito. E por falar em prefeito, onde está o Wally?
MARCIO LUIZ CARRERI (professor) Londrina

Lucratividade
No começo do ''Plano Real'' bateram trombetas ao dizerem que seria a salvação do povo brasileiro, mas o tempo mostrou o contrário. Nos primeiros anos de vida da nossa atual moeda corrente havia muitos produtos e serviços, cujos preços eram compatíveis com a renda do brasileiro. Com o passar do tempo, o milagre dos baixos preços foi dando lugar à possível fragilidade de nossa moeda. O argumento visa a incentivar a população e o Ministério Público a investigar o preço de R$ 2,00 da passagem de ônibus. Será que o custo de manutenção e combustível favorece tal aumento ou há abusos de lucratividade?
PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante de Jornalismo) Londrina

Descaso
Fico impressionado com o descaso em relação à saúde em Londrina. Necessitei do atendimento do PAI, por ter sofrido um acidente com um sobrinho. Atenderam, limparam e fizeram todos os procedimentos iniciais. Mas não tinham ortopedista e o clínico não soube precisar se tinha fratura ou não. Nos mandaram então para o Hospital Infantil, onde nem quiseram nos atender porque não tinha ortopedista. Nos mandaram para a Santa Casa, onde não quiseram nos atender, devido à idade do meu sobrinho: 11 anos. Fiquei indignado. Liguei para o Samu e eles fizeram a pressão para a Santa Casa nos atender, senão chamariam a polícia. Voltei para a Santa Casa e nos atenderam, mas por intermédio de um neurocirurgião, pois não havia ortopedista. O doutor nos atendeu muito bem, até marcou uma consulta no Hospital Infantil, com um ortopedista, mas adivinhem em qual horário: ao meio dia. Acham que o médico estava lá ao meio dia? Só as 14 horas. Estudantes, por favor, estudem para ortopedia, pois pobre sofre!
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) Londrina

Correções
Em relação à reportagem ''Um ingrediente importante para a formação de Londrina'' - Folha Cidades, dia 10 -, a Faculdade Integrado Inesul informa que possui atualmente 1.120 alunos e disponibiliza cursos de pós-graduação com 220 alunos. Portanto o Inesul ocupa a 4 posição no ranking.

Na reportagem ''Líderes negam interferência política'', publicada na página 8, Stanley Kennedy Garcia, foi citado como presidente da União da Juventude Socialista (UJS), ala jovem do PCdoB, conforme afirmou à reportagem. Ontem ele corrigiu a informação dizendo ser apenas filiado à sigla, ex-secretário geral da União Londrinense de Estudantes (ULES) e atualmente Conselheiro Municipal de Educação.

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