CARTAS
No Japão
Estou no Japão e recebo os informes da Folha de Londrina via e-mail. Parabenizo a todos pelas excelentes matérias, bem como pela maneira eficaz com que são abordados os assuntos de interesse geral. Enfim, um ótimo jornal.
NIVALDO BERTOCHI DE ASSIS (internauta) Nagoia/Japão
Transporte
Tarifa: R$ 2,00. Ou no Rio de Janeiro se faz milagre, ou aqui estamos sendo roubados na cara dura. Recentemente estive nas cidades de Teresópolis e Friburgo, ambas na região serrana do Rio de Janeiro. Ao chegar lá, me surpreendi quando me disseram que estudante, desde que uniformizado ou com carteira, não paga nada pela passagem. Isso sem contar que ainda há integração das linhas por meio de terminal urbano e ônibus até com ar condicionado, ao custo de R$ 1,60, valor esse que já foi reajustado no meio do ano passado, pois estava em R$ 1,45. Como pode? Aqui, estudante paga meia; e os micro-ônibus, mais econômicos no consumo do que os de grande porte, não têm cobrador e seus motoristas ganham menos, algo em torno de R$ 800,00. Fica difícil acreditar que a prefeitura não seja displicente e negligente e que simplesmente esteja interessada na forma arbritrária pela qual a empresa nos esfaqueia todos os dias.
ÁLVARO GERARD (assistente financeiro) Londrina
Aumento de 100%
Um aumento de 5% no transporte coletivo assustou muita gente, mas o que eu não esperava era o aumento de 100% do mesmo passe nessa última terça-feira. Isso mesmo, o passe pelo qual eu pagava R$ 2,00 subiu para R$ 4,00! Peguei um ônibus no centro da cidade contando com o meu direito à integração no terminal. Graças ao protesto dos estudantes, tive de descer em um lugar qualquer porque o ônibus ia voltar para o bairro de onde veio, sem passar pelo terminal. Tive de ir andando até lá para descobrir que nenhum ônibus entrava ou saía. Depois, fiz outra caminhada para chegar ao ponto mais próximo onde, teoricamente, meu ônibus passaria. O resultado? Meu direito à integração foi ignorado e tive de pagar novamente. Se meu cálculo não está ''furado'', fui obrigado a desembolsar dois passes por uma viagem em que deveria pagar um. Isso corresponde a um aumento de 100%. Se os estudantes queriam dar prejuízo financeiro às empresas com o protesto, não conseguiram. Quem teve prejuízo foi a população que, convertida em palhaça, se atrasou, foi para casa a pé ou pagou em dobro.
ANDRÉ REINALDO ACORSI (jornalista) Londrina
Protesto
Está claro que a filmagem dos manifestantes, contra o aumento da passagem em Londrina, que passou de R$1,90 para R$2,00, tem como objetivo principal intimidar os participantes do protesto. É lamentável que a Polícia Militar se preste a esse tipo de serviço intimidatório, enquanto sabemos que a carência de efetivo é real e não temos a segurança de direito que necessitamos cada dia mais.
LOURIVAL BARBOSA (aposentado) Londrina
Universidade
Há algum tempo escrevi sobre o HU e todos nós sabemos ou pelo menos deveríamos saber que o problema está, na verdade, na Universidade, que está engessada. Estamos batendo nessa tecla há muito tempo. O caso é de gestão. Assim como o país e o município, a UEL tem pseudo-gestores, e o prejudicado, também nessa conturbada situação, é o HU. Não há a devida transferência de recursos, não há uma administração desses recursos. Faz-se necessária uma mudança de comportamento não só nos níveis federal e municipal, mas também aqui, na nossa UEL. As consequências serão desastrosas, pois os problemas sempre estarão à frente dos recursos e das medidas cabíveis para tais soluções.
ANDERSON C. SACHETIM GARCIA (bacharel em Direito) Londrina
Aluguel
Mais uma bomba, mais um fato embrulhado pela corrupção chocou o país. No último domingo, o Fantástico mostrou matéria sobre o aluguel de um prédio na capital federal para o Projeto Fome Zero, a mais de R$ 120.000,00, bem diferente da avaliação feita pela Caixa Econômica, de pouco mais de 1/3 desse valor. Diante disto, o que dizer? O que pensar? Nem precisa ir longe para concluir que se trata, mais uma vez, de um esquema maldoso de corrupção, e desta vez pior, porque foi montado em cima de um programa para acabar com a fome dos brasileiros necessitados. Mas, pelo visto, está apenas engordando mais os bem alimentados, que fazem parte da cúpula federal. Tudo isto nos leva a concluir o que o sistema administrativo do país encontra-se falido, sem controle. Ficamos a imaginar quantos prédios estão alugados pelos órgãos públicos com valores acima dos padrões de mercado? É melhor nem pensar, mas é correto lembrar que, em ano de eleições, devemos nos prevenir para valorizar nosso voto, porque não dá para aceitar vergonhas como essas, em um país que tanto necessita de economia para melhorar a vida de sua gente!
JOSÉ MARIA BONI (vereador) Santa Cruz de Monte Castelo





