Injustiças
Muitas fantasias, meias verdades, injustiças, são frequentemente veiculadas na mídia, principalmente por políticos demagogos e até por cidadãos comuns mal informados, atribuindo unicamente aos militares e até à instituição Forças Armadas, a responsabilidade pelas interrupções no processo democrático, havidas ao longo da história de nosso país. Tais pronunciamentos deixam, invariavelmente, nas entrelinhas, o entendimento de que os militares das Forças Armadas do Brasil compõem um grupo antidemocrático e golpista. Domingo, no Programa do Faustão, foi a vez do excelente ator, Osmar Prado, deixar sua ''pérola'', ao afirmar, generalizando, que ''os militares não queriam a posse de Juscelino Kubitstchek à Presidência da República'', em uma referência à minissérie J.K., em exibição na Rede Globo. No mínimo, uma meia verdade. É fato que facções das Forças Armadas, insufladas por políticos udenistas, não aceitavam Juscelino, alegando irregularidades em sua eleição. É, porém, absolutamente verdadeiro que foram os militares, sob o comando do marechal Henrique Teixeira Lott, então Ministro da Guerra (portanto, as Forças Armadas), a garantir a posse de JK e a continuação de sua governabilidade democrática até o final do seu mandato.
AGOSTINHO FARREL PIANTINI (aposentado) Londrina

Espaço público
''A praça é do povo'', nos dizia Castro Alves. Porém, em Londrina, no ano de 2004 foram doadas 90 praças públicas. Doações que comprometem o equilíbrio ambiental e terão reflexo na organização urbana. Por ora, ONGs ambientalistas questionam junto ao Ministério Público tais doações. Creio ser necessário maior comprometimento de toda a comunidade. Somos todos responsáveis, porque nos deixamos seduzir por doações de praças e venda de vielas, nos corrompemos e alimentamos a cultura da corrupção que assola este país. Ficamos nos interrogando se as praças não são frequentadas pelo povo porque falta a elas infra-estrutura e segurança, ou não existem essas garantias porque o povo não as frequenta. A reversão do declínio do espaço público se dará quando setores da sociedade, que foram beneficiados com tais doações, num gesto nobre devolverem as praças a Londrina e ao povo.
LIDMAR JOSÉ ARAÚJO (presidente da Associação de Moradores do Jardim Shangri-lá B) Londrina

Barulho a mais
Na madrugada do dia 5 fiquei irritada e sem dormir direito com os barulhos do Aeroporto. Sempre soube que, às vezes, por volta das 5 da manhã os aviões esquentam suas turbinas, fazem muito barulho, incomodam, mas tudo bem. Esta madrugada, contudo, eram 3h30 quando começou o barulho e durou um bom tempo, deixando muita gente sem dormir. Eu não moro tão perto assim do aeroporto. Minha casa é no Jardim San Fernando, mais próximo do Parque Arthur Thomas. Isto é um absurdo. Será que o barulho é necessário nesse horário? Tem alguma solução? Tentei falar com a Infraero e não consegui. Agradeço se puderem me dar alguma informação.
AMORITA CORRÊA RAPHAEL (coordenadora de eventos) Londrina

Fumo em shoppings
Em meio a tantas notícias ruins neste início do ano até mesmo esta armação que foi a entrevista de Pedro Bial com o presidente Lula me surpreendi ao ler uma boa notícia: ''Proibido fumar em shoppings''. Boa para os fumantes e principalmente para os não fumantes. O cigarro e o ar condicionado são sinônimos de doenças pulmonares, e quase todos os shoppings possuem ar condicionado. Ficaria melhor ainda se esta lei fosse estendida a todos os lugares públicos.
JORGE TADEU DE ASSIS (médico) Londrina

Predador?
A tilápia não é um peixe predador. É uma espécie que se encontra na base da cadeia alimentar, uma espécie forrageira, que o próprio Ibama já considera estabelecida em nossa bacia hidrográfica. É a espécie com maior viabilidade econômica de ser criada em cativeiro (tanques rede). Assim que recebeu esta atribuição, o IAP criou legislação para a atividade, que existe há mais de 15 anos. Também se preocupou em criar critérios que garantissem a preservação do meio ambiente. Encontramo-nos atualmente em fase de adaptação (primeiras licenças) à nova legislação, pioneira no Brasil. Reconhecemos a importância de se preservar o meio ambiente. Não concordamos, contudo, com a forma com que somente nossos produtores foram tratados (embargos e multas), por falta de um procedimento de legalização, que nunca existiu. Estamos trabalhando para que esse licenciamento tenha sustentabilidade, assim como a nossa atividade. A Associação de Piscicultores de Tanques Rede faz convênios com universidades, institutos de pesquisas e
órgãos governamentais para produzir pesquisas que garantam um manejo adequado. Estamos com site (www.aptpr.com.br) em construção, que deve trazer em breve toda a legislação.
JEFFERSON OSIPI (engenheiro agrônomo e presidente da Associação de Piscicultores de Tanques Rede do Paraná) Bandeirantes

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