CARTAS
Vestibular
A notícia publicada na edição do dia 3/1 é, no mínimo, estarrecedora a nós membros da sociedade civil. Sabemos que o país enfrenta uma séria crise no sistema educacional público e privado. Ao depararmos com o ''descaso'' de membros da comissão organizadora do vestibular 2005 da Universidade Estadual de Londrina, quanto a insistentes pedidos de retratação a uma questão dúbia na prova de matemática, feita pelo conceituado professor Gileno, só podemos concluir que a Universidade não só contribui para o sucateamento do ensino público como envergonha a nós estudantes, que sonhamos com a almejada vaga na conceituada instituição. Fica a pergunta: quantos alunos foram prejudicados com a arrogância de doutores da Universidade? A situação custa caro a muitas famílias londrinenses que confiam e acreditam na Universidade. Só podemos agora clamar por uma resposta urgente da UEL através da COPS. Acredito que a discussão contribuirá para assim enfrentarmos o próximo processo seletivo.
ALCIDES CONSTANTINO FILHO (estudante) Londrina
Saneamento
No dia 30/12/2005 o diretor executivo do CISMAE, Valter Luiz Bossa, opinou sobre o momento vivido pelo município de Londrina no setor de saneamento (água e esgoto) com muita propriedade. Como proprietário de empresa de consultoria, participei como responsável pela implantação dos Programas de Qualidade na nossa vizinha Ibiporã. Com orgulho posso citar que o SAMAE foi a primeira autarquia municipal do Brasil a receber o P.N.Q.S. (Prêmio Nacional de Qualidade e Saneamento) e a primeira a ser certificada ISO 9001 em todo seu escopo, tornando-se referência nacional em prestação de serviços de água e esgoto. E Londrina? Precisa de que para atingir níveis como esse de excelência? Realmente sr. Valter, dou-lhe total razão: precisa haver vontade política!
LUIZ ALBERTO DE MORAES ARAÚJO (engenheiro mecânico) Londrina
Lula na TV
A sociedade tem buscado amparo nos órgãos de imprensa, tendo os mesmos como mensageiros de seu posicionamento nos mais diferentes assuntos e, não raro, tem contado com a independência e imparcialidade da maioria dos meios de comunicação que têm cumprido seu papel com dignidade. É de se lamentar, no entanto, que um órgão de imprensa da magnitude da Rede Globo nos contemple, já no primeiro dia do ano, com uma reportagem de fazer inveja aos mais demagogos horários eleitorais gratuitos. A entrevista com o presidente Lula mostra que a mencionada rede de televisão mantém fidelidade à sua conduta de beneficiar governantes em busca de proveito próprio, pois foi assim que a mesma se estruturou durante o malfadado regime militar. Lamentável que a maior rede de televisão do país se preste a induzir a população a acreditar em avaliações tendenciosas de governo. Só falta a mesma anunciar que está próximo o tão falado ''milagre do crescimento'' do atual governo. É bom esclarecer que tipo de crescimento, se da economia ou dos miseráveis, cada vez mais dependentes dos favores dos programas socias (esmolas oficiais), programas esses que funcionam como o maior cabo eleitorial de governantes incompetentes e adeptos das ditaduras que levam os países aos mais absolutos atrasos.
JOÃO CATARIN (economiário) Londrina
Amapar
A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), em face do contido na carta intitulada ''Direito roubado'', publicada na democrática seção cartas desse conceitado Jornal, de 02/12/2005, de autoria do médico Walter Campos, se sente no dever de prestar alguns esclarecimentos. O autor, na carta em questão, critica reajustes do pedágio em rodovias de nosso Estado. Faz acusações generalizadas contra políticos e reclama da insensibilidade social dos juízes. Em primeiro lugar não cabe esclarecer que as ações judiciais envolvendo pedágio são discutidas no âmbito da Justiça Federal. Em segundo lugar, os juízes devem obediência ao Direito e às suas consciências. A Justiça não interfere por conta própria em negócios alheios. Não age de ofício. Apenas os interessados ou prejudicados podem provocar o Judiciário para discutir as bases de um contrato, seja público ou particular, quando entendem presente nele algum desequilíbrio obrigacional. Desse modo, havendo conduta que possa causar prejuízos ao erário, cabe ao Ministro Público e a todos os cidadãos, estes por via da ação popular, questionar os supostos desvios. A questão do pedágio é polêmica. Muitos são a favor mas não concordam com o valor das tarifas. Outros, simplesmente são contra. E ainda há aqueles que acham que o pedágio tem salvado muitas vidas, que antes eram perdidas em nossas perigosas estradas. Vale a crítica do autor da carta. Mas não a acusação generalizada e infundada, jogada a todos os juízes brasileiros, como se estes não se preocupassem de fato com tantas mazelas e demandas sociais de nosso país.
GILBERTO FERREIRA (presidente da Amapar) Londrina





