Que segurança?

Sou morador deste bela cidade de Londrina há mais de 67 anos, pois aqui cheguei com meus pais e mais dois irmãos em 13 de junho de 1938. Dia 1º de janeiro de 2006, quando estava indo a uma farmácia, às 21h25, em pleno calçadão, fui abordado por um cidadão que aparentava ter uns 18 ou 20 anos, que me disse: ''Me dê sua carteira, quero dinheiro!''. Respondi: ''Se é só o dinheiro que quer, espere um pouco que vou lhe passar o que tenho''. Procurei demorar um pouco para ver se passava alguém, algum guarda. Ele começou a ficar nervoso e ameaçou: ''cuidado, estou armado'' e puxou minha carteira do bolso da camisa, inclusive rasgando-o. Disse-lhe que levasse o dinheiro mas deixasse os documentos, e ele saiu correndo. Segui-o até a Rua Sergipe quando atirou fora a carteira, perto do Museu de Arte, e desapareceu na Praça Rocha Pombo. Graças a Deus me levou somente uns R$120,00, deixando todos os documentos e cartões. Foi a primeira vez em minha vida que sofri uma violência dessa. A gente fica impotente. Não fiquei com raiva do assaltante, pois o coitado estava roubando, talvez para pagar algum traficante que o estava ameaçando de morte e que vive impunemente, locupletando-se com o vício e a miséria dos pobres drogados. Fiquei com raiva da segurança que não existe em uma cidade como a nossa, onde em pleno calçadão, repleto de bancos com seus caixas eletrônicos 24 horas, não havia um policial. Feliz 2006 para todos os londrinenses e que as nossas autoridades olhem mais para seus sofridos e espoliados cidadãos.
ANTONIO LUQUES ANTUNES (pioneiro) Londrina


CPIs e safadeza

Engana-se o brasileiro que pensa que as CPIs são inúteis. Elas têm serventia. Querem ver? Pela CPI do Banestado, descobrimos que quem enviou mais de trinta bilhões de dólares ao exterior foram alguns vendedores de frutas cítricas (principalmente laranjas), que abundam na cidade de Foz do Iguaçu. Com a CPI dos Correios ou Mensalão, mesmo com a cassação de Roberto Jefferson e José Dirceu, o ponto nevrálgico da questão não foi, realmente, saber quem recebia de quem; quem abasteceu as contas do publicitário mineiro, ou ainda para avaliar a moral e/ou probidade dos integrantes do Congresso Nacional. A moral e a probidade de todos eles o povo brasileiro já conhece, desde que o deputado federal (de meio mandato só) Luiz Inácio da Silva, declarou que havia trezentos picaretas no Congresso. Voltando à CPI, a única verdade que se esclarece foi a que o governo federal, ao não investir nos requisitos básicos aos quais o cidadão tem direito, precisa investir em propaganda, para nos levar a pensar que está tudo bem. E, nessas campanhas milionárias (ou bilionárias?!?) sobram alguns trocados para o caixa dois, que todo mundo faz, inclusive o partido do atual Presidente da República, dito em alto e bom som, numa entrevista na França. Com toda essa patifaria, agora escancarada, é essa a democracia que os governantes têm a oferecer ao povo? Reavivemos nossa memória e veremos que só os patifes, na mais pura acepção da palavra, é que a querem, em sua plenitude. Enganar o povo é mais fácil do que governar seriamente.

TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina


Demagogia

Na edição do dia 30/12, lendo a opinião dos leitores, deparei com a carta do advogado Moysés Leônidas a respeito da polêmica da água em nossa cidade. Concordo que é válida a participação da população neste debate e que essa questão não pode ser discutida e decidida em âmbito restrito. Mas, ao ler a opinião do ex-deputado estadual, lembrei-me que quando o mesmo exercia tal função e que era conhecido como braço direito do ex-governador Lerner , o Estado vendeu 40% da Sanepar para o grupo Domino e também passou todo o controle para esse grupo. Cito ainda o caso Banestado e os pedágios. Tudo isso teve o apoio do sr. Leônidas. Concordo que a sociedade tem de pressionar os governantes na questão da água, assim como ocorreu no governo passado quando queriam a todo custo vender a Copel. Portanto, vamos ficar atentos às velhas raposas que estão querendo fazer com que a população esqueça do passado.
PAULO AUGUSTO DA FONSECA (bacharel em Serviço Social) - Londrina


Troféu
O ex-deputado estadual Moysés Leônidas deveria receber o troféu cara-de-pau. Durante o ''desgoverno'' Lerner, o então deputado fazia parte da bancada governista e aprovou tudo que foi enviado pelo Executivo: venda do Banestado, privatização das ferrovias, pedágio em nossas estradas com um contrato que possibilita às concessionárias extorquir os usuários de rodovias construídas com recursos públicos. Onde estava o então deputado e os demais daquela legislatura, com suas ''competentes assessorias'', que não tiveram a competência de detectar o golpe contra o povo paranaense? Será que foi incompetência mesmo ou a força do mensalão estadual? Talvez seja por isto que o ex-deputado tenha sido mal sucedido em sua tentativa de ocupar uma cadeira no legislativo londrinense na última eleição. E agora vem com esta conversa fiada, em sua opinião do dia 30/12, de que está preocupado com a questão da água em Londrina? Cara-de-pau também deveria ter limite!
LOURIVAL BARBOSA (aposentado) - Londrina

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