Seguir com fé

Gostaria que a Folha publicasse esta carta nos primeiros dias de 2006. Gente vamos acreditar neste país, vamos cada um fazer a parte que lhe toca, ou a tarefa de casa, como dizem. E vamos principalmente agradecer a Deus, afinal temos um país protegido. Num mundo de tantos desastres naturais, como Katrina, tsunami e tantos outros, nós aqui vivemos longe dessas ameaças. Isto basta para agradecer. Acompanhei tudo em 2005 e os jornais e televisões ainda nos mostram cenas revividas. Há imagens que nos deixam tristes, outras nos deixam com medo, muito medo. Perto disso, sinceridade, os mensalões, as cuecas cheias de dólares não são nada, ainda mais que os adversários do governo, para se promoverem, dão uma importância que o fato não merece. E, além disso, os políticos corruptos a gente troca na hora de votar, mas contra a fúria na natureza não tem argumento. Que Deus nos proteja e que tenhamos muita paz neste país abençoado.
ZULMIRA A. M. ZANGARI
(professora) - Londrina


Albergue

É com alegria que li a manifestação do professor Luiz Antônio Félix (30.12.2005), demonstrando a sua indignação sobre a transformação do Albergue Noturno em Asilo para Idosos. Preocupação justa para com entidades que minimizam o sofrimento dos nossos semelhantes que passam por dificuldades pelas quais não cabe a nós julgar e sim socorrê-los, de acordo com nossos recursos e limitações. Só não poderia (como voluntário do Albergue) deixar de esclarecer ao Professor, bem como a todos leitores deste conceituado jornal que a diretoria e todos os seus colaboradores sempre se utilizaram de todos os espaços publicitários, empresas, entidades sociais e de classes, bem como dos poderes constituídos, não somente para divulgar o trabalho desta entidade, mas também para solicitar recursos (financeiros, materiais e de voluntários). Prestamos os mais sinceros agradecimentos. Não fosse a ajuda da Maçonaria, Rotary, Lyons, etc. não teríamos levado adiante este trabalho socorrista, que permanece com os mesmos objetivos de ajudar ao próximo, ficando aqui o convite para o Professor e toda a sociedade que, querendo conhecer de perto o nosso trabalho, encontrarão as portas abertas, inclusive para compreender melhor os motivos desta mudança.
IVANILDO AFONSO FERREIRA
(representante comercial) - Londrina


Identidade 2006

O que você espera para 2006? As respostas podem ser, mudanças políticas, sucesso, amizades, saúde e outras esperanças típicas dessa época do ano. Por que não inventar algo original? Acidentalmente acontece algo original. Pessoas se interessaram pela minha vida, fazem um monte de perguntas, tiram fotos, me fazem acreditar que sou um ser admirável. Passa um dia, dois dias e nada. Esquecem de publicar minha vida. Fico um lixo. Depois começo a pensar nos outros. Será que a vida de cada um não daria uma história digna de ser conhecida? Mas, o que sei das pessoas com as quais convivo? Passei a olhar detalhes do meu mundo como se estivesse produzindo um filme e a surpresa foi grande! As cenas são perfeitas! Os personagens do meu dia a dia são exatamente os certos, nenhum ator famoso poderia desempenhar melhor os papéis. Resolvi repartir minha alegria e descobri que tinha mais gente rodando filmes. O público tem que saber disso! Porém, seria arriscado demais, iria virar modismo. Alguma indústria tomaria conta, contrataria os atores e roteiros de sempre para quebrar recordes de bilheteria. Não, deixa quieto. Vamos preservar nossa fantasia, manter e construir uma identidade própria. Permitir que outros também descubram a importância do seu papel e que, a partir da idéia de estarmos num filme, numa história extraordinária, possamos voltar a realidade com muito mais disposição. Mudanças políticas, sucesso, amizades, saúde, deixarão de ser esperanças. Feliz 2006!
Daniel Steidle
(educador ambiental) - Rolândia


Av. Ayrton Senna

Sugiro que a prefeitura estude a possibilidade de corrigir o ‘‘redondo’’ na avenida Madre Leonia Milito com a futura avenida Ayrton Senna da Silva. Não estou criticando a obra, que pegou bem, aliás, naquela região, mas ela ficaria melhor com alguns ajustes, talvez o rebaixamento da pista da Madre Leônia Milito. Do jeito como está, para quem segue no sentido Catuaí-Centro, é sempre uma surpresa. O canteiro também merece um trato.
JOSEVAL Agostinho T. da Silva
(estudante) - Londrina


Xetás

Fique triste ao ler na própria Folha: ‘‘Morre um dos últimos índios xetás’’, referindo-se à morte de um dos poucos remanescentes da tribo. Civilização que não preserva sua história, nem os agentes da história, entre eles os índios, não é, ou não pode ser chamada de civilização. Não estou buscando razões para a morte do índio das extintas tribos xetás. Mas, com certeza, os xetás como tantos outros sofreram discriminação e não tiveram o apoio necessário. Na escolas aprendemos que os índios tinham vida própria e a colonização dizimou centenas, milhares ao longo dos anos. Agora é uma vergonha ver a humilhação dos descendentes (índios mesmos acho que não são mais) desses brasileiros tento que sobreviver nas cidades.
Marco Antonio C.Sival
(universitário) Londrina


CORREÇÃO

A carta ‘‘Made in Brazil’’, publicada na edição de ontem, é de autoria de Renildo Vicente Queiroz, consultor técnico em biotecnologia, de Ibiporã.

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