CARTAS
Sábias palavras
Passados 213 anos da execução do nosso Mártir da Independência patrono do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier o povo brasileiro precisa, agora e sempre, meditar sobre as sábias palavras de Tiradentes, ainda muito válidas nos dias de hoje: ''Se todos quisessem, poderíamos fazer do Brasil uma grande nação''!
AMARÍLIO CARVALHO (aposentado) - Rio de Janeiro
Vaga em UTI
A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que o paciente citado na carta com título ''Para trás'', publicada ontem, não ficou sem atendimento em nenhum momento. O referido paciente deu entrada no Hospital São Paulo em Guaíra às 15h40 do dia 23 e conseguiu uma vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), através da Central de Regulação de Leitos, às 17h40 do mesmo dia, ou seja, foram duas horas entre a solicitação e a obtenção do leito. Na atual gestão foram instalados sete novos leitos de UTI na Santa Casa Intermunicipal de Saúde em Cianorte, que, somando-se aos seis leitos do Hospital São Paulo, totalizam 13 leitos de UTI em Cianorte. Quanto à falta de leitos de UTI em Guaíra, informamos que os três hospitais do município são de pequeno porte e por isso não comportam, de acordo com a legislação, um leito de UTI. Na 20 Regional de Saúde, da qual Guaíra faz parte, são ofertados 18 leitos de UTI.
ASSESSORIA de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde
Água
Em boa hora, o editorial da Folha, logo no dia do Natal, cobrando do prefeito e dos vereadores explicações à comunidade, razões da defesa ferrenha sobre a questão dos serviços de água e esgoto ficarem com a Sanepar. Londrina entregou o SAS ao governo estadual por força da ditadura militar, que tomou para si todos os serviços para que o Estado fosse visto como ''paizão''. Neste meio tempo, o Estado do Paraná vendeu parte da Sanepar para aquele consórcio francês, e nos vendeu no pacote sem consulta prévia. O grande negócio do terceiro milênio será a água potável. Sabedores disso, os franceses já compraram um grande percentual das estâncias de água potável no Brasil. Logo estaremos pagando aos franceses para consumirmos da nossa água que não é nossa, é patrimônio da humanidade. Penso ver o serviço de água municipalizado, sobrando dinheiro para outros investimentos. Aí reside a resistência e a falta de interesse dos poderes (prefeitura, vereadores e Estado), pois o que se arrecada aqui, subsidia outras cidades, lota o bolso dos franceses donos de parte da Sanepar, que com isso corrompe os poderes, na idéia de que é melhor ficarmos nas mãos deles. As associações de classes e da sociedade organizada que sempre gritaram por Londrina estão em letargia. Assim sendo, prevalece o berro do governador. Londrina pagará caro por isto.
MOYSÉS LEÔNIDAS DE OLIVEIRA (advogado) - Londrina
Albergue
É inacreditável a notícia sobre o fechamento do Albergue Noturno e sua transformação em asilo para idosos. Independente das razões elencadas, o problema que a diretoria enfrenta é, de uma certa forma, de toda a cidade. As lideranças locais, desde o nosso prefeito, secretários, vereadores e deputados federais e estaduais, incluindo os clubes de serviços (Rotary, Lyons, Maçonaria), associações civis, clubes sociais, entidades sociais, Provopar e outras não podem permitir que este descalabro aconteça. Onde estão as lideranças? Certamente estão em seus carros blindados, ou nas praias, nas fazendas e nos condomínios fechados. A diretoria do Albergue também merece um puxão de orelhas, pois deveria vir a público expor o problema com clareza: quanto gastam, quanto precisam e quais os projetos.
LUIZ ANTONIO FELIX (professor) - Londrina
Renda
Em 2005, Londrina viveu um dos maiores índices de aumento nos programas de transferência de renda, beneficiando aproximadamente 28 mil famílias de programas federais e 5 mil de programas municipais. Além das bolsas serem uma garantia de proteção social, retirando da miséria grande parte da população em vulnerabilidade social, outros aspectos tornaram-se muito importantes. Alguns exemplos: a injeção de aproximadamente R$ 58 milhões durante o ano, que passaram a circular na economia local; a integração das várias modalidade de bolsas (escola, alimentação, PETI, auxílio gás), transformando em Bolsa Família, unificando os cadastros e evitando as duplicidades; criação de sistemas de controle de condicionalidades para as famílias atendidas, tais como a permanência da criança na escola e o controle da saúde, dentre outras. No caso específico de Londrina, em 2005 houve sensível diminuição da evasão escolar e foi possível estabelecer o controle desta frequência em 99% das crianças. Associa-se a essas ações a ampliação dos serviços de apoio sócio-familiar e de inclusão produtiva, que têm como objetivo promover a autonomia de renda das famílias beneficiadas. Podemos dizer que em 2005, por meio da cooperação entre programas sociais municipais e federais e a articulação entre crescimento econômico e desenvolvimento social, tornamos nossa cidade mais justa e igualitária. Isto é conquista de cidadania para todos os londrinenses.
MARIA LUIZA RIZOTTI (secretária de Assistência Social) - Londrina





