Anemia
Bela matéria esta referente à anemia publicada na Folha. Precisamos incitar os leitores a tomarem conhecimento de um dos maiores problemas existentes no Brasil. A anemia, na maioria das vezes, é negligenciada, desde a infância, causando talvez problemas irreparáveis em crianças, adolescentes até em adultos, muitas vezes submetidos compulsoriamente ou não a regimes que os privam das necessidades essenciais ao organismo. Isto sem contar com as pessoas portadoras de diabetes, as quais, por fala de informação, costumam suprimir até os itens essenciais à sobrevivência. Parabenizo ao Jornal pela publicação, estimulando-o também a fazê-lo mais vezes. Sou farmacêutico-bioquímico e convivo com isso diariamente.
ARTHUR B. MACIEL (bioquímico) - Porecatu

Igapó 2
Ficou bonito o chafariz que instalaram no Lago Igapó 2. Poderiam também fracionar o circuito de 2 km em 4 trechos de 500 metros, e construir nestes trechos 4 quiosques. Nestes locais seriam construídos banheiros mantidos pelos arrendatários dos quiosques. Estes ficariam responsáveis por reparos nos trechos de 500 metros sob sua responsabilidade, e pela contratação de seguranças. Como o Igapó 2 não é aberto à navegação motorizada, poderia ser cedido para a exploração de pedalinhos, que me lembro já existiu no Igapó 1 há tempos. A empresa que explorasse os pedalinhos poderia povoar o lago com patos, marrecos, gansos e animais. Assim os finais de tarde seriam mais proveitosos e nosso Igapó ficaria mais bonito com um baixo custo.
RICARDO N. RENNO - (microempresário e zootecnista) - Londrina

Virando a página
O ano de 2005 não vai deixar saudades, pois será difícil esquecer um ano repleto de maus exemplos. Creio que o nosso desejo para o novo ano deva ser no sentido de trabalharmos para que mesalões, dinheiro sujo em malas e cuecas, sejam apenas episódios de triste memória para o povo brasileiro. Que em 2006 tenhamos menos motivos para nos envergonharmos dos atos praticados pela classe política. Que possamos ter uma consciência ética nas nossas ações, que tenhamos a capacidade de nos indignar, diante das injustiças e de tantos atos praticados por aqueles que se dizem nossos representantes. Que ao final de cada dia do novo ano, possamos repousar a nossa cabeça sobre o travesseiro.

LOURIVAL BARBOSA (professor) - Londrina

Ano novo
Eu poderia estar ocupando este espaço para desejar um feliz e produtivo ano novo. Mas me lembro que vivemos em um país onde milhares de pessoas passam fome, enquanto nossos políticos recebem mais de R$ 100 mil para ''trabalhar'' em 90 dias. Em um país onde os idosos têm que pedir esmolas ou revirar latas de lixo atrás de materiais recicláveis, em que pessoas morrem nas filas dos hospitais públicos, em que a violência aumenta assustadoramente. Um país em que a sociedade tenta amenizar os problemas de educação, de saúde, de moradia, de alimentação que é uma obrigação do governo. E o presidente da República diz que não sabia de nada. Como ter um feliz ano novo? Espero que 2006 seja o ano da virada, para que possamos ter orgulho novamente em dizer que somos brasileiros.
JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA, analista de sistemas, Ibiporã

Ambiente
O governador do Paraná precisa saber a diferença entre ambientalista e pesquisador ou cientista. Não existem universidades que formam ambientalistas. Um ambientalista é caracterizado por uma atitude de vida, uma filosofia pessoal, não é um profissional. Os profissionais e pesquisadores são qualificados e têm bases científicas. Já os ambientalistas, alguns podem utilizar informações científicas, mas outros podem defender ações absurdas e sem bases científicas. Ilustre governador, não são os ambientalistas que estão questionando e alertando sobre a questão da hidrelétrica Mauá, são os pesquisadores de duas universidades estaduais (UEL e UEM). Vossa Excelência pode até não dar ouvidos para os ''ambientalistas'' que utilizem as informações sem consistência ou base científica, mas o que não pode, como vossa excelência destacou, é deixar de ter os cuidados com os impactos e ''crimes'' ambientais que os pesquisadores estão alertando e denunciando o tempo todo.
SIRLEI BENNEMANN (pesquisadora da UEL) - Londrina

Para trás
Infelizmente, em plena véspera de Natal, tive que dirigir-me à cidade de Guaíra, no Noroeste do Estado, para acompanhar enterro de membro da família. Pude verificar o lastimável estado da rodovia, especialmente no trecho entre Iporã e Guaíra. A ponte sobre o Rio Piquiri foi interditada para reforma e, que alegria, pude retornar ao tempo da balsa. E pior. Mediante pagamento de R$ 3,50 tanto na ida, quanto na volta. Ou seja, além da irresponsabilidade do governo em cuidar (ou descuidar) de sua obrigação, ainda temos que pagar por isso. Em tempo: a pessoa que faleceu, teve um enfarte, mas a única UTI disponível era em Cianorte. O transporte do enfartado levou mais de duas horas em virtude do mau estado da estrada, demora na travessia fluvial e ambulância inadequada. Faleceu uma hora após ser internado na UTI. Decididamente, estamos andando para trás.
AFONSO ROQUE WELTER (contador e economista) - Londrina

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