CARTAS
SILÊNCIO
Você e sua família se preparam para dormir. De repente começa mais uma festa na casa de seu vizinho ''de muro'' e a atração é, acredite, nada menos que o seu ''novo brinquedinho'', um karaokê, que é ligado ao amplificador e caixas externas, do lado de fora da residência na maior altura. 23 horas, nada de desligar, meia-noite, a festa segue colocando no ar cada vez mais decibéis. Duas horas da manhã você decide, abrir a janela e pedir para baixar o som do karaokê. Não escutaram!?!? Você tenta o telefone e a resposta são risos e o som não diminui. Decidimos, então, juntos irmos tocar a campainha na casa em festa para tentarmos uma solução. Mas somos recebidos por pessoas ''ofendidas'' pela interrupção da ''festa' e somos ofendidos com palavras de baixo calão. Conheço a lei do silêncio. Em minha opinião é uma das leis mais desrespeitadas. Poucos desconhecem que em residências das 22 horas às 7 horas não é permitido fazer barulho. Que tal iniciarmos juntos uma campanha para que a Lei do Silêncio seja de fato respeitada? Karokês à noite combinam com espaços apropriados (há vários em Londrina) e dotados de tratamento acústico. Barulho (em horário inadequado) é também um ato de violência. O direito de um cidadão (''dar festas noturnas'') não pode tolher o direito ao descanso do outro cidadão.
JÚLIO ALVES MARQUES, professor, Londrina
INJUSTIÇA COM O PV
No dia 17 de dezembro foi publicada denúncia relativa a um suposto fornecimento de combustível no valor exorbitante de R$ 30,00 ao presidente do Partido Verde (PV) pelo Sindicato dos Servidores - Sindserv. A nota fiscal é auto explicativa, pois possui a placa do veículo de Curitiba, de propriedade de terceiro, que realmente recebeu para o transporte de 100 árvores que foram doadas ao sindicato. O entrevistado não faz parte da executiva do PV desde maio de 2005. Que o ano-novo separe o joio do trigo e puna os mentirosos e desonestos.
RICARDO MARUCH, advogado, Londrina
SOLIDARIEDADE
No final do ano é uma correria para compra de presentes, preparação dos deliciosos pratos, recepção dos amigos e familiares, etc. Realmente não nos damos conta da quantidade de pessoas infelizes que estão bem próximos de nós. Pessoas que sofrem com perdas diversas: morte de entes queridos; filhos que mudam do país; filhos de pais separados e outros casos. E então surge a pergunta: Será que eu posso fazer alguma coisa? Sim. Pode abrir o coração e ouvir estas pessoas. Não se preocupe em dizer a elas como deverá agir ou pensar. Apenas ouça o que ela tem a dizer. Talvez, no final da conversa terá uma surpresa ao perceber que aquela pessoa que estava tão triste, consegue lhe dar um lindo presente: o seu sorriso.
VERA LÚCIA MARIA CARLOS (voluntária do CVV) - Londrina
LÍDER SEM VISÃO
Liderança é o esforço de exercer conscientemente uma influência especial dentro de um grupo no sentido de levá-lo a atingir metas de benefício que atendam as necessidades do grupo. Mas, quantos líderes sem aptidão estão atuando e a consequência disso se reflete em crises para os que estão sob sua tutela. Um líder sem visão só traz problemas. Estamos vivendo uma crise na liderança de nosso país. A sede pelo poder embriaga os ''políticos'' na hora de se elegerem e o povo na expectativa de melhoria de vida se deixa convencer pelo auto poder de persuasão. Um verdadeiro líder exerce uma influência que não é forçada sobre os outros. A grande verdade é essa: nosso mundo está apavorado em busca de um líder que tenha visão, que se esforce pela nação. Mas, ainda que as circunstâncias não sejam as melhores, a esperança ainda existe.
MARTA CRISTINA DA SILVA (estudante de Teologia) - Londrina
ÁGUA
O prefeito em exercício, Luiz Fernando Pinto Dias, afirmou ontem que vetaria os artigos da lei aprovada na Câmara que derem margem à privatização dos serviços de água. Esse discurso não convence. Se a intenção, de fato, é ter a água sob o controle público, então por que não se municipaliza o serviço? E quem disse que a Sanepar é empresa pública? Boa fatia do capital da Sanepar pertence a empresas privadas, sob controle do grupo Dominó. Além de outros aspectos, deve-se analisar o alto custo da água em Londrina. Em muitos condomÍnios a taxa de água supera 40% do total das despesas. Pergunta-se: se a água deve ser explorada por empresas públicas, por ser indispensável ao cidadão, então os remédios, transportes coletivos e outros serviços indispensáveis também não deveriam? Por fim, não importa o fornecedor, é preciso ter preço justo e qualidade. No mundo globalizado, nada mais salutar que a competição. A concorrência pública serve para isso.
OSVALDO LIMA (contador) em Londrina





