CARTAS
Voto nulo
Agradeço ao prefeito Nedson e ao secretário de Fazenda Wilson Sella, pela ''preocupação'' demonstrada por eles, quanto nossa capacidade financeira no mês de fevereiro de 2006. Encontraram uma ''forma brilhante''para nos ajudar. Anteciparam o vencimento do IPTU para Janeiro. Que beleza. Que genealidade. Escrevo com a maior tranquilidade de consciência, pois com meu voto, de amigos e familiares, ajudei a reconduzi-lo um segundo mandato. Sou agora adepto e propagandista do voto nulo.
JOSÉ ANTUNES DA SILVA FILHO (publicitário) - Londrina
Linguagem e cultura
Há certas coisas que nos assustam. Há alguns dias, estava navegando pela internet quando me deparei com um blog no qual o seu autor estava transcrevendo a obra Memória Póstumas de Brás Cubas. Acredito que seja até louvável a iniciativa, uma vez que o mercado editorial brasileiro acaba cerceando a possibilidade de muitas pessoas terem acesso a texto importantes para o conhecimento do nosso país. O único inconveniente desta história toda é a linguagem utilizada. Estamos assistindo a uma moda de envio de mensagens na qual o importante é o significado e não seu aspecto formal. Assim, vemos ''qualquer'' se transformar em ''qqer'', ou ''quero'' torna-se ''kero'', entre outros, promovendo uma substancial alteração no nosso modo de nos comunicarmos. Será que estamos presenciando uma destruição da linguagem, um dos bens mais fundamentais de nossa cultura?
LUIZ CARLOS FERRAZ MANINI (professor de história) - Londrina
Autódromo x Zero
Não sou piloto, mas sou fã de automobilismo. Sou um frequente usuário do nosso autódromo. Sempre achei um absurdo o zero transformado em estacionamento. A carta do sr. Ronaldo Neves, que este jornal publicou na última quinta-feira, ao meu ver deixou no ar dois objetivos em suas explicações: desviar os holofotes da discussão de superfaturamento do zero, e priorizar a sub-utilização do zero culpando os pilotos e fãs do automobilismo. Vamos por partes. Acredito que uma das suas solicitações deverá ser atendida prontamente pelos pilotos e dirigentes: certamente eles encherão a sua mesa com projetos para utilização do zero. Mas não vamos deixar de discutir o destino de 1/3 de toda a verba somente para a construção do zero. Destinar 1/3 só para o zero, sugere alguma irregularidade já que a obra é apenas um anexo ao autódromo.
ANDRÉ LAZZARINI (veterinário) - Londrina
Governo imoral
Estamos assistindo a maior imoralidade política de todos os tempos. Salvo raríssimas exceções, nossos políticos representam a escória da sociedade brasileira. Corrompem, são corrompidos e formam quadrilhas disfarçadas em partidos políticos. Agem exatamente como as quadrilhas de traficantes das favelas cariocas. Degladiam-se para manter suas posições de poder e continuar roubando ''oficialmente''. Políticos ladrões sempre existiram, mas nunca chegamos a esse ponto extremo, onde praticamente todo o dinheiro de impostos é desviado para o bolso dessa corja de marginais disfarçados de representantes públicos e de seus comparsas. Perderam até a vergonha de serem desmascarados publicamente, não têm mais honra nem vergonha na cara. Político virou sinônimo de ladrão. A quem reclamar, se ninguém é punido e a própria Justiça parece manipulada por esse poder criminoso e moralmente falido?
ALTEMAR BARRETO artista plástico - Londrina
Feliz Ano Novo, de novo!
Dentro de poucos dias encerra-se o ano de 2005 com um saldo ainda negativo para a grande maioria dos cidadãos brasileiros. Em que pese a economia ter avançado um pouco, os empresários ainda aguardam, ansiosos, a queda dos juros para que possamos ver novos investimentos. Mas, não podemos nos esquecer de que o ano que se avizinha, será ano de eleições presidenciais e de Copa do Mundo. Portanto, sinto informar-lhes que o tão esperado ''Espetáculo do Crescimento'' não virá tão cedo. A não ser que o crescimento seja de outros números, como assaltos, sequestros, furtos e outras desgraças do gênero. Mas como brasileiro é mesmo chegado à samba, cerveja e futebol, devo lembrar a todos que o voto será nossa grande arma contra a maior praga que assola o país. Longe de ser a febre aftosa ou a gripe aviária, a corrupção ainda é o nosso maior mal. Se os escândalos de caixa dois e mensalões não serviram para alertar o povo brasileiro, não sei mais o que pode abrir os olhos de uma grande parcela da população que insiste em continuar com tapas nos olhos. Viva 2006!
ROBERTO KELLER JÚNIOR (jornalista) - Londrina
Correção
A foto publicada na edição de ontem da página 8 é do líder sem-terra João Pedro Stédile.





