CARTAS
Pobre criatividade
Nesta época do ano, as agências de publicidade aumentam muito seu trabalho e por consequência, seu faturamento. São contratadas para divulgar nas várias mídias, alguns produtos, no intuito de despertar no consumidor, o interesse na sua aquisição pela população. Nota-se, pela falta de criatividade, que nem sempre o objetivo de agradar o consumidor, é alcançado. Por conta disso está sendo veiculada nas várias estações de rádios do norte do Paraná, uma campanha de Natal e final de ano, de uma marca de perfumes e colônias. Na tal campanha, Papai Noel é citado como um ''preguiçoso'' e que ainda não chegou. Pelo que eu sempre ouvi a respeito ''do bom velhinho'' desde a minha infância, ele é sempre visto como um trabalhador, que passa o ano todo planejando a entrega de presentes de Natal, na madrugada do dia 24 de dezembro.
WALTER ABOU MURAD (Biomédico) - Londrina
Que vergonha parlamentares!
É de envergonhar, e nos deixar estupidamente entristecidos, o que está ocorrendo com nossos parlamentares em relação ao pagamento para as sessões extraordinárias da Câmara dos Deputados. Logo agora que o País atravessa uma de suas piores fases políticas, e que depende mais do que nunca de nossos parlamentares para a prosperidade de seu futuro, os nossos representantes eleitos para defenderem nossos interesses, por estarem em férias exigem um gasto de mais de 100 milhões, para darem andamento a processos importantes para o futuro econômico e moral de nosso País. E, pior em sua primeira sessão extraordinária, apenas 10% dos deputados compareceram, e não houve nem quórum para a realização dos trabalhos de votação. Aí que peço a atenção de todos os eleitores que acompanham esta coluna, vamos ver se ano que vem, na hora de pedir o voto se os deputados vão descansar em feriados e dias Santos? O pior é que virão com as mesmas promessas de trabalho e de luta pelos interesses de seu povo,
JOSÉ MARIA BONI (vereador) - Santa Cruz de Monte Castelo
Idade perigosa
O homem não nasce bandido nem vira depois de adulto. É na adolescência que o jovem procura a direção rumo ao seu destino. O crime aumenta de uma forma assustadora e, como pai, digo que estamos perdendo por falta de um melhor planejamento para nossos jovens, que estão aí à disposição para o mundo. O primeiro emprego está chegando tarde demais. Este é um dos motivos do aumento da criminalidade. Está faltando uma lei de incentivo, que funcione para o empregador adotar um aprendiz, ficando responsável em manter seu emprego enquanto o mesmo estiver estudando. Pagaria a ele meio salário por meio período e meio período na escola. Estaria ali aprendendo uma profissão com o tempo todo ocupado e, após completar 16 anos, passaria a ter registro em carteira como auxiliar já encaminhado a uma profissão. Por que deixarem que eles roubem, matem para depois tentar recuperá-los, uma missão quase impossível?
ALCIDES ARIZA (comerciante) - Londrina
Injustiça
Por que deputados e senadores aposentam-se com 8 anos de ''serviço'' e o restante dos trabalhadores só têm o mesmo direito após 30 ou 35 anos de serviços realmente trabalhados e contribuições obrigatórias? Seria por que esses parlamentares trabalham muito mais, se sacrificam e se desgastam fisicamente mais do que um pedreiro, um professor, um médico ou um gari? Ou seria por que eles produzem muito mais do que os outros trabalhadores? Ou por que ''trabalham'' três dias por semana, deixando o Senado, a Câmara e as Assembléias Legislativas praticamente vazias às segundas e sextas-feiras, fora os sábados e domingos? Ou seria por que esses incansáveis parlamentares têm direito a três meses de férias remuneradas com o nosso dinheiro? Não aceitamos mais desculpas esfarrapadas para tamanha injustiça. Pilantragem maior do que essa não existe em nenhum outro país do mundo. Esse quadro poderia facilmente ser mudado por eles próprios se ainda lhes restasse alguma vergonha na cara.
LEANDRO FRATIA (designer gráfico) - Londrina
Pedágio
O problema das rodovias pedagiadas do Paraná foi criado no governo Lerner.
Numa análise coerente sobre o problema, observamos alguns aspectos que devem ser levados em consideração. O pedágio é necessário porque o Governo estadual não tem caixa suficiente para realizar grandes obras. Realmente é grande a diferença em viajar por rodovias pedagiadas, comparando-as com aquelas mantidas pelo Estado. Pelo lado das concessionárias, observamos uma cobrança em valores absurdos, obras em ritmos muito lentos e uma propaganda bastante enganosa.As televisões estão veiculando atualmente, uma propaganda da ABCR/Pr, que tenta mostrar os benefícios do pedágio. Toda a filmagem dos trechos que aparece na referida propaganda foi feita na rodovia Curitiba-Paranaguá, como se todos os trechos do Estado fossem duplicados. Na referida propaganda não aparece um metro de rodovia em pista simples, nem os trechos mal remendados.
Será que a ABCR/Pr, acha que consegue enganar os usuários, mostrando apenas o que as concessionárias já receberam duplicadas? Por que o trecho entre o Norte do Paraná e Ponta Grossa, por exemplo, que tem quase 300 quilômetros, só teve 14 quilomentros duplicados em todos estes anos de pedágio? Quem paga merece saber o que está pagando.
CLAUDEMIR TARIFA LEMBI (contador) - Londrina





