CARTAS
Jogos Abertos
Obrigada Sr. Nedson Micheleti e Sr. Marival Mazzio pela atitude antidesportiva cometida a Londrina decidindo não participar dos Jogos Abertos do Paraná. Infelizmente só em 2008 teremos eleições e assim os londrinenses terão líderes que certamente pensarão diferente.
JUSY RAMON, professora aposentada, Londrina
Natal solidário
No dia de Natal, as pessoas se abraçam, confraternizam, trocam presentes, comem com fartura. Os dias que antecedem o Natal são momentos de expectativa, de ansiedade, de compras, de planos para o próximo ano. Parece que tudo tem que acontecer em dezembro. Que bom seria se tudo isso pudesse ser para todos. Você sai nas ruas e começa a observar nos olhos tristes daquelas crianças que ficam no semáforo desejando um Feliz Natal e recebem na maioria das vezes um não ou então moedinhas, quando queriam é ganhar aquele brinquedo que está em sua casa jogado com tanto descaso. Que tal repartimos uma parte desse prazer de trocar presentes com quem realmente precisa de um agrado?
VERA LÚCIA POEIRAS ASSUNÇÃO SALLE (empresária) - Londrina
Judiciário
Se há eleições para os poderes Legislativo e Executivo, por que não deve haver eleições para o Judiciário? O Brasil conta com uma gama de advogados, juízes, promotores, altamente qualificada, há entre os juristas brasileiros, pessoas com o mais alto nível de conhecimento técnico sobre as matérias que lhes são de competência, portanto, perfeitamente capazes e aptas a escolherem seus pares. Nada mais justo do que conceder a estes, de forma regular e transparente, o livre exercício da escolha daqueles que deverão estar no topo da pirâmide. Temos uma grande oportunidade de mudar o rumo do país e, para que isso ocorra, devemos mexer nas estruturas do poder.
JOSÉ MAURICIO BASTOS DA COSTA (estudante) - Londrina
Pista oval
Em momento algum reivindiquei a paternidade do autódromo, até porque, como já dito, atribuo a obra à vontade política do Belinati, ao Álvaro Dias e à Petrobras. O foco da questão proposta está, como sempre esteve, no desperdício de verbas na construção da pista oval, que se mostrou inútil e tecnicamente imprestável ao uso esportivo. Apesar de todas as opiniões dadas até ao presente momento, ninguém até agora defendeu o oval em si só considerado. Todo o debate deve ter um fim positivo e gostaria que alguém apresentasse um projeto alternativo para a utilização daquele espaço.
RONALDO GOMES NEVES (advogado) - Londrina
Congresso
Infelizmente, a convocação extraordinária do Congresso terá efeito calamitoso. A mídia mostra os plenários vazios (menos os bolsos dos parlamentares), a par da ênfase no gasto de milhões causados pela convocação cujo objetivo era ''não dar pausa ao governo'', e prosseguir no saneamento da Câmara. Isso perdeu o sentido. O presidente Lula concluirá no ano que vem o seu mandato (felizmente). Um hiato entre a palavra anunciada e a prática revelada é a marca de seu governo, confirmando a sabedoria do provérbio português: ''Grande gabador, pequeno fazedor''.
RENILDO VICENTE QUEIROZ (consultor em biotecnologia) - Ibiporã
Sulfrágio do poder
O governo diz: o povo precisa dar sua parcela de sacrifício para que o País possa sair do estágio de dificuldade em que se encontra. O bom exemplo deveria vir do próprio governo, cuidando melhor dos interesses do povo, ao contrário do que ocorre; gasta-se mal o dinheiro público e privilegia-se interesses particulares. A corrupção é a ordem na suprema corte, e o ser honesto virou virtude, quando deveria ser uma condição natural do ser humano e principalmente do homem público. O Congresso foi convocado para trabalhar nas férias, o que renderá a cada parlamentar em torno de 97 mil reais. Será que esta convocação se justifica? Afinal o que fizeram durante todo o ano? É lamentável que o mau exemplo venha da casa do povo o Congresso Nacional. Temos observado que a sociedade brasileira não acredita mais na classe política, e pôr consequência, perdeu o interesse pelas coisas do seu País, diante de tanta podridão preconizada por alguns oportunistas e desonestos que fazem da política um meio de vida para satisfação dos seus interesses pessoais. Quem gasta fortunas numa eleição não tem compromisso com a nação e sim consigo mesmo e seus asseclas. Chega de desigualdade entre os iguais e de falsa igualdade entre os desiguais.
ALDEMAR MASCARENHAS (advogado e empresário) - Londrina
ERRATA
O filme 'O Homem que Copiava', dirigido pelo brasileiro Jorge Furtado, está entre os filmes que receberam verba do Fundo de Cinema Mundial para distribuição no exterior. Mas não foi selecionado para nenhuma mostra do Festival de Berlim, como sugere texto da France Presse publicado ontem na Folha 2.





