Rio Tibagi

Qual o legado deixado pelo último governador do Estado? A entrega de graça das estradas do Paraná para as concessionárias que nos esfolam o couro, aumentando o valor da tarifa e inviabilizando agricultura, comércio, indústria e a população em geral. Novamente os dirigentes do Estado vão dar parte do nosso patrimônio maior que é a água de qualidade: estão leiloando um bem como o rio Tibagi para a construção de usinas hidrelétricas que causam impacto enorme ao meio ambiente. Esse rio é o último que pode prover todo centro e norte do Estado com água suficiente, mas infelizmente querem destruí-lo em prol de um desenvolvimento que não leva em conta a qualidade de vida, e se esquecem que o Paraná já pagou o suficiente com os impactos causados pelas usinas que já tem.

APARECIDO DE SOUZA (servidor público estadual) - Londrina


Aftosa

Após a notícia sobre a existência de foco de aftosa em São Sebastião da Amoreira, fiquei imaginando como o vírus conhece geografia política muito bem e é elitizado: só ataca boi de grandes fazendas. Tive a curiosidade de, com um compasso, fazer um círculo no mapa com centro em Amoreira e raio em Barracão (PR) e constatei que Três Lagoas (MS), Barretos (SP), Frutal (MG) e Caçador (SC) estão dentro desse círculo. Se um boi que está em Barracão pode estar sob suspeita, por que os bois dessas e outras cidades dentro desse círculo não podem estar? Algum ministro, secretário ou mesmo veterinário pode explicar?

JAMES BUSSMANN (aposentado) - Londrina


Descaso continua

Semanas atrás escrevi uma carta chamando a atenção para o roubo de fios da iluminação do Lago Igapó 2 e o descaso da prefeitura para com o patrimônio público da cidade. Na ocasião, enviei cópias por e-mail ao setor de imprensa da prefeitura e à Câmara dos Vereadores. Da primeira, tive um retorno na forma de um boletim. Da segunda, nada. Como previ, nenhuma providência foi tomada e o vandalismo continua. Agora, do outro lado do lago que ainda tem alguma iluminação, já podemos observar um grande trecho também no escuro. Até quando estes vândalos agirão? Como fica o direito dos usuários da área?

ODILON VIDOTTO (professor) - Londrina


Igapó 2

Não lembro em meus 27 anos de Londrina de ver a cidade que adotei e aprendi a amar tão abandonada e malcuidada. Moro na região do Lago 2 (Gleba Palhano) onde vivemos estado de emergência tamanhos os problemas que enfrentamos. O lago está entregue aos vândalos. Roubaram toda a fiação da iluminação de um lado do lago. E, ao invés de repor e providenciar vigilância, os incompetentes nada fizeram permitindo assim que roubassem o restante da fiação em volta do lago. Pescadores emporcalham as margens do lago, ciclistas transitam em alta velocidade na pista de caminhada, o trânsito é caótico e ninguém está nem aí. Por falar nisto onde anda aquele cidadão que vivia protestando, se atirando de cuecas no lago, jogando barro nos vidros da Sanepar para defender nosso lago? Será que desistiu?

SAMUEL PINTO DE OLIVEIRA (tributarista) - Londrina


Gasto à toa

Gastar US$ 50 milhões para fazer uma segunda ponte ligando Brasil ao Paraguai? Além de muamba, contrabando, drogas, receptação de carros roubados, o que mais o Paraguai nos oferece em troca deste investimento? Acabará de vez com o comércio varejista legalizado no Brasil e facilitará o contrabando de todo gênero. Se com uma única ponte a fiscalização é precária, imagine com duas? Presidente Lula, pense no Brasil, invista estes dólares adequando as estradas federais para o escoamento da produção agrícola.

JOSÉ GONÇALVES DE OLIVEIRA (servidor público) - Ibaiti


Oval é útil

''O oval é uma obra inútil''. Essa é uma frase que venho ouvindo há quase 15 anos. Como podem dizer isso com tanta propriedade se nunca permitiram que essa pista fosse testada. Desde a inauguração do nosso autódromo, ela está lá fechada e deteriorando o asfalto por falta de uso. A idéia do oval, infelizmente não é minha, e sim do meu grande companheiro de todas as horas Carlos Campos. Estivemos nos Estados Unidos algumas vezes e fomos ver os ovais para termos certeza de que seria interessante construir um dentro do autódromo. Ficamos tão entusiasmados com o sucesso dos ovais naquele país que resolvemos, com o apoio dos pilotos na época, construir o nosso. Vimos, em uma só noite, corridas de todos os tipos de carros, desde kart até fórmulas. E funcionou muito bem e com muito público. Infelizmente o nosso está parado, até quando?

BETO MONTEIRO (esportista e pecuarista) - Londrina


Autódromo

Com profundo desgosto li a carta do advogado Ronaldo Gomes Neves, leviano em suas insinuações contra Beto Monteiro, idealizador da pista oval no Autódromo de Londrina. Relata que aquela obra consumiu um terço dos recursos destinados ao autódromo e que o oval não se prestou a nada. Ora, nunca permitiram que ao oval fosse dado o fim a que se destinava. Se realizarmos uma avaliação nas obras do autódromo e do oval, isso demonstrará que os percentuais não batem. O oval não consumiu nem 10% dos recursos ditos destinados a ele. Se houve gastos maiores, tenho certeza que não foram empregados no oval. E se, é sua a responsabilidade da estratégia, como afirmou, não olvide, descubra e justifique seu erro. A obra não é inútil. É que homens com vaidade e aparente sabedoria não se preocuparam realmente com a estratégia e sim com o fim imediato.

CARLOS ROBERTO LUNARDELLI (advogado) - Londrina

mockup