Em nome de Jesus?

Há meses um cidadão, de invejável fôlego e vozeirão que supera os decibéis regulamentares, vem aporrinhando a população do centro de Londrina. Tem postura de pregador das palavras de Cristo e vilipendia a mãe de Jesus e Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Trata-a por Cidinha e diz que é ''surda, muda, cega, paraplégica e um tição''. A liberdade de pensamento é garantida pela Constituição, mas o vilipêndio é um desrespeito a milhões de pessoas que reverenciam a mãe de Jesus. Além disso, deixa clara a postura de preconceito racial. Nestes dias que antecedem o Natal, quando os londrinenses se movimentam para suas compras e acolhem os visitantes, a presença desse cidadão é vergonhosa para a cidade. As autoridades e as comissões de Direitos Humanos precisam encontrar um modo de calar essa forma de agressão.

REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor e professor) - Londrina


Sobrevivência

Quão difícil é a vida de um cidadão comum que acorda cedo, tem horário para estar no trabalho, administrar a empresa, driblar as crises e honrar seus compromissos fiscais. Ao final do mês suspira aliviado por ter cumprido suas obrigações, mas qual a surpresa quando faz o levantamento e constata que o que lhe sobrou foi insignificante. Mesmo desanimado encontra força para enfrentar mais um mês de luta, sempre na esperança de dias melhores. Mas de repente vem um vendaval de corrupção à tona. Aí, começa a analisar aquele montante de imposto que seria revertido em tantas obras e vê que está nas mãos desses corruptos. Você imaginou se todos os cidadãos se revoltassem e começassem a seguir o exemplo desses corruptos? Precisamos agir logo e desativar essa máquina de fazer dinheiro para tão poucos.

VERA LUCIA POEIRAS ASSUNÇÃO SALLE (empresária) - Londrina


Mundo no caos?

Estamos em plena era digital. Porém, quão bem ou mal ela faz para nossa vida? O mundo hoje está dominado pela tecnologia. Toda essa agilidade tecnológica nos torna mais individualistas. O telefone nos ''leva'' até nossos amigos de maneira mais prática. Entretanto, onde está aquele tempo perdido com conversas agradáveis que tínhamos quando íamos até as casas de nossos amigos? Hoje vizinhos nem se conhecem direito. Famílias se comunicam pela internet ou celular. Não há mais aquele calor humano como décadas atrás. Espero que um dia a sociedade, quando perceber que está perdida no caos da modernidade, lembre-se o quanto era bom um abraço e uma palavra amiga sendo oferecida pessoalmente no lugar de um abraço ou de uma conversa virtual.

TAUANA LORENA TREMMELL (estudante) - Rolândia


Navegar é preciso

Será que o brasileiro tem de pagar tantos pecados e sofrer tantas humilhações? Será que merecemos ter um governo irresponsável e fraudulento como este do PT, conduzido pelo sr. Luiz Inácio Lula da Silva, o viajante de carteirinha que não consegue organizar tamanha bagunça? Um presidente que não mede as consequências de seus discursos quando diz não haver provas de mensalão, quando tenta eximir o deputado José Dirceu de culpa dizendo não haver provas contra ele. Será que Lula não atinou que agindo assim está querendo dizer que os responsáveis pelas CPIs são pessoas insanas, desacreditadas e sem respaldo político? Se pensar que assim faz campanha para reeleição, eu e milhões de brasileiros não concordamos.

WANDERLEI SOARES (técnico agrícola) - Querência do Norte


Médicos

Que lindo, doutor João Bento de Moura Neto. Foi essa a palavra que me aflorou assim que li sua carta ontem na Folha. Fico feliz, muito feliz ao ver que ainda existem médicos humanos. Médicos que não se acham ''pequenos deuses''. Médicos que entendem que seus conhecimentos são parcos, limitados e que, ante os mistérios que ainda cercam a vida humana, sentem-se ignorantes, pequenos. Médicos que se emocionam e choram. Que Deus o abençoe, o ajude e o conserve humano!

ROSA LOURENÇO DA SILVA ROQUE (bancária aposentada) - Londrina



Saúde animal

A propósito das declarações do conselheiro deste jornal e ex-ministro da Agricultura José Eduardo Andrade Vieira, publicadas na edição do último dia 7, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece: a área técnica de sanidade animal do Mapa segue rigorosamente as normas internacionais no que se refere à febre aftosa. A caracterização e a notificação de focos de febre aftosa são feitas de acordo com o que disciplina o Código Sanitário para os Animais Terrestres, de 2005, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A notificação do foco de aftosa, de acordo com o que estabelece o código, evidencia uma clara opção do governo federal pela transparência, que é o que os parceiros comerciais esperam e exigem do maior exportador de carne do mundo. O Mapa deu conhecimento aos serviços veterinários de todo o país sobre os resultados laboratoriais positivos que, associados a vínculos epidemiológicos, demonstraram a presença de infecção pelo vírus da aftosa em propriedade no estado do Paraná. A falta de confiança internacional é o pior prejuízo que o Brasil, na posição que ocupa no cenário mundial, poderia amargar.

GABRIEL ALVES MACIEL (secretário de Defesa Agropecuária Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) - Brasília


Correção

- A foto publicada na matéria ''Osteoporose coloca em risco a autonomia'', na página 10 da edição de ontem, é da supervisora de estágio de fisioterapia em ginecologia e obstetrícia da Universidade Norte do Paraná (Unopar), professora Marta Tasca Grossi.

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