CARTAS
Mensalão
2006 será um ano atípico. Haverá a Copa do Mundo de futebol e também as eleições nacionais para presidente e demais cargos. Foi anunciado que provavelmente o processo de análise da cassação dos deputados envolvidos com o ''mensalão'' vai ser adiado para o próximo ano devido ao recesso parlamentar. Os nobres deputados tiveram um ano de muito trabalho e não vão deixar de lado as merecidas férias. Se houver convocação extraordinária, os bolsos dos deputados vão ficar mais cheios com os salários extras para ''trabalhar'' nas férias. E quem sai beneficiado com o adiamento são os acusados porque a sociedade vai atravessar um período de festas e, depois, as atenções ficam voltadas para a Copa do Mundo. Com isso, vai acontecer o ''esfriamento'' das cobranças sobre as cassações dos deputados. Este é o retrato político do Brasil. Ninguém viu nada, ninguém sabe de nada, ninguém conhece nem nunca teve transações com as pessoas envolvidas. Aliás, já tem muitos políticos com uma lista enorme de processos que estão aparecendo na TV, com a cara-de-pau que lhes é peculiar, fazendo campanha para as próximas eleições.
JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA (analista de sistemas) - Ibiporã
Discursos de 'Lulla'
Os discursos do presidente ''Lulla'' estão cada dia mais chatos, bobos, vazios e próprios de quem não sabe mais a que veio. Estamos cansados de tanta mediocridade e conversa mole. As analogias que ele vive fazendo com seu quadro de ministros e os jogadores de futebol mostram o tamanho da sua pobreza espiritual. Um time de futebol tem apenas onze jogadores, que se movimentam numa área de dimensão altamente limitada perto do Brasil, que tem mais de 8 milhões de quilômetros quadrados e quase 180 milhões de habitantes. O que podemos esperar de quem vive propalando que para ser presidente não é preciso ter diploma universitário e diz que ler é chato? Apenas um exemplo maléfico! Podemos até concordar que não é preciso o tal diploma, pois muitos do seus ministros, assessores, puxa-sacos e outros têm e, nem por isso, estão prestando grandes serviços ao Brasil. A bem da verdade, medíocres e pobres de espírito fomos nós que elegemos esses políticos horrorosos que não deixam crescer nem mesmo erva daninha em suas sombras.
UESLEI TEODORO (professor) - Maringá
Políticos
Outro dia, assistindo um programa na TV, recordei de um certo político que disse na TV: ''Eu prometi a mim mesmo dedicar minha vida para trabalhar em prol do Estado do Paraná e do bem-estar do povo paranaense''. Realmente ele deixou algo que o povo paranaense irá lembrar sempre: o pedágio. Imediatamente, recordei também de um outro que se elegeu com o mote: ''Se eu for eleito, em dois meses, ou o pedágio abaixa ou eu acabo com o pedágio''. Não só não baixou como subiu só este ano quatro vezes e os gananciosos que exploram o pedágio ainda estão pedindo mais. A eles dou um conselho: não vão com tanta sede ao pote. Na hora que o povão se conscientizar que o pedágio não afeta apenas àqueles que possuem carro, mas diretamente a todos os produtos que ele consome, irá haver revolta generalizada e, então, não vai sobrar pedra sobre pedra.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina
Dólar
É com muita preocupação que vejo o preço do dólar. O dólar barato não é bom. Países como Argentina e Uruguai que acreditaram na sua moeda forte debilitando o dólar, logo depois quebraram suas economias devido à política cambial arbitrária. O dólar barato só é bom para o Estado quando tem que sair ao mercado para comprar dólares e pagar suas obrigações, como juros da dívida externa. Porém, para a sociedade brasileira é ruim. Para a importação é bom, pois compramos mercadorias de outros países com menos quantidade de dinheiro. Isso é um resultado nefasto para nossas empresas que encerram atividades e fecham postos de trabalhos. O dólar barato favorece também o turismo externo. Não é melhor fazer turismo interno? Não é melhor deixar os reais no Brasil do que deixar nos outros? O dólar barato favorece ainda o contrabando. Também é ruim para a exportação. Com o dólar alto, vai haver mais reais na balança comercial, mais dinheiro na rua, mais vagas de trabalho, mais fábricas, mais aporte ao Estado, mais aporte a prefeituras, INSS, etc. Então, é melhor o governo preocupar-se mais com a produção, mão-de-obra, apoiando os empresários, gente do campo, dando-lhes garantias a sua produção.
JUAN CARLOS NUNEZ DI LONGO (empresário) - Ivaiporã
Futebol vetado
O brasileiro é tão gamado por este esporte, que parece mesmo que carrega o futebol no sangue. Em qualquer cidade por menor que seja sempre existem um ou mais times oficializados. Porém, até isto estão tirando dos brasileiros. As TVs especializadas em esporte que poderiam proporcionar este lazer ao povo parece que estão mais interessadas no ganho excessivo que na promoção de qualidade. Grande parte da população fica proibida de assistir seu esporte preferido, pois os mesmos estão sendo exibidos por TVs a cabo. Se você quiser assistir seu time preferido, surgiu na televisão um tal pacote pago. Aquele contrato que você fez com as operadoras perdeu o efeito ou você não sabe a quem reclamar. É uma esculhambação. Não bastassem os dissabores semanais, agora o futebol do domingo também foi corrompido. E os nossos representantes o que dizem de tudo isto? Por favor, senhores não deixem que tirem de nós o prazer de ver nosso time preferido, pois ele é o último remédio que dispomos para enfrentar a avalanche de roubalheiras e desilusão.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (aposentado) - Londrina





