Vestibular

O vestibular da UEL foi uma decepção para aqueles que se dedicaram para a prova de ''conhecimentos gerais''. Alunos e professores se prepararam por anos e se surpreenderam com uma uma prova filosófica, com conteúdos de terceiro grau e matérias aprofundadas e específicas não esperados. Uma tragédia para uma universidade tão conceituada. Se a UEL pretende realmente mudar a educação dos seus vestibulandos sozinha não terá resultado. Os alunos terão que estudar para outros vestibulares que irão prestar ou se preparar exclusivamente para a UEL. Talvez, mudar os conceitos de hoje seria uma solução para a melhora, mas da maneira como foi feita não foi um bom caminho. Percebe-se a corrente esquerdista na realização da prova e a tentativa de aproximar os resultados dos alunos de escola pública e particular para tirarem conclusões falsas de que as cotas foram um bom projeto.

JANAÍNA CASTILHO MIOTTO (estudante) - Londrina

Tetra?

Ou será ''teta''? Sim, é uma pena que a corrupção tenha manchado o nosso futebol, o maior e melhor do mundo está igual à política: uma farsa. Todo mundo mamando: Edilson, Márcio Rezende de Freitas, Zveiter, Kia e companhia, uma quadrilha que roubou o último bem que ainda tínhamos: a paixão, o amor pelo esporte mais glorioso da terra, o futebol. Fico com pena dos torcedores corintianos que saíram às ruas para celebrar. Celebrar o quê? O poder de uma megaempresa como o MSI, o poder dos políticos e dos cartolas que manipulam os resultados enganando o povo. Tomara que as coisas não continuem assim, se não é provável que ano que vem até o Carnaval vai ser leiloado.

RICARDO LUIS MENA VARGAS-PRADA (médico) - Londrina


José Dirceu

Tarefa difícil e incômoda é julgar alguém, principalmente quando se trata de um homem público de renome nacional. Na última semana, a Câmara dos Deputados teve a difícil tarefa de julgar o ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP). O julgamento foi puramente político, não havendo no transcurso do processo qualquer prova material que o incriminasse. A perda do mandato de José Dirceu foi uma punhalada traiçoeira nas costas da nossa nascente democracia. O Brasil tem muito ainda a aprender o que seja uma democracia. Nela todos os seus filhos são iguais perante à lei e titulares de direitos que lhe asseguram a ampla defesa em qualquer juízo, instância ou tribunal. Para Dirceu, o princípio do contraditório não valeu. O Brasil perdeu um grande líder com futuro ainda mais promissor e a nação fica tão silenciosa como no momento da divulgação do resultado na Câmara. Parecia até um velório onde se matou e, ao mesmo tempo, se arrependeu de ter matado.

ABNER DE LIMA BITTENCOURT FERREIRA (tabelião) - Bela Vista do Paraíso

Dirceu não caiu

Dizem as boas línguas que José Dirceu caiu, o que não é verdade. Dirceu foi cassado com a promessa de não abrir o ''bico''. Caso abrisse, acabaria em impeachment do presidente Lula, o que neste momento é inoportuno. A Justiça é demasiadamente morosa e, com recursos e apelações, Lula poderia se reeleger. A OAB pensou no impeachment, mas recuou. Um recuo inteligente porque sabe da morosidade da Justiça. Com a saída de Zé Dirceu, tapou-se o sol com peneira para que tudo acabe em pizza como tudo indica.

RUBENS VERPA (agricultor) - Porecatu


Saneamento

Noticia a ''Folha'': ''Nedson teme vigência de termo aditivo de 95'' e que a ''Sanepar poderia alegar que prorrogação até 2034 está valendo, caso projeto de renovação de contrato seja desfavorável''. Perdão, senhor prefeito, mas a sua preocupação é infundada. Explico. O ex-prefeito Cheida agiu contra a lei e o seu ato não tem qualquer validade. A razão é simples. Ele desrespeitou a Lei Orgânica do Município de Londrina, de 1990, que diz no Art. 10, do Ato das Disposições Transitórias: ''As concessões ou permissões de quaisquer serviços públicos que atualmente tenham cláusula de exclusividade somente vigorarão até o prazo estipulado para seu término, não sendo permitida, a partir da promulgação da presente Lei Orgânica, qualquer prorrogação do respectivo prazo''. Logo, tal contrato só iria até 2003, porque nasceu em 1973, e nada mais. Existem outros aspectos de ordem constitucional e legal que poderiam ser aqui invocados, todos em desfavor da Sanepar, que não é, frise-se, uma empresa pública, como o prefeito apregoa, mas sim uma sociedade de economia mista.

RUY DE JESUS MARÇAL CARNEIRO (professor) - Londrina

Mudar a lei

É um absurdo um bandido menor de idade poder roubar, matar ou até invadir uma casa para assaltar, espancar, encher seu carro financiado de coisas e, no dia seguinte, a polícia encontrar o carro todo depenado. O mais curioso é que se a polícia consegue prendê-los, eles vão para o educandário, passam 45 dias lá e voltam a roubar de novo. Enquanto isso, temos que trabalhar anos e anos para tentar nos recuperar financeira e psicologicamente. E não são só menores que se beneficiam da lei. Adultos que matam sem piedade e são condenados a vários anos de prisão, depois de soltos, praticam crimes piores do que os levaram à prisão. Até quando vamos parar de culpar a polícia com seus míseros recursos e começar a exigir do governo mudanças nessa lei do século passado.

MARCIO FERNANDO BIZ (estudante) - Londrina


Correção

- Diferentemente do que foi publicado ontem, na matéria ''Acidente mata três e deixa seis feridos'', no Caderno Cidades, Kátia Cruz, 10 anos, e Janete Ramos, 49 anos, não morreram na colisão ocorrida em Bandeirantes.

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