CARTAS
Hora de reagir
Gostaria de parabenizar o médico Sidney Girotto, que escreveu a respeito da corrupção em nosso país. Realmente está dando vergonha de ser brasileiro. Enquanto os governantes estão pintando e bordando lá em cima, nós ficamos aqui assistindo tudo de braços cruzados, sem fazer nada. Realmente os torcedores brigam pelos seus times e, nós, por que não brigarmos para tirar essa raça que só busca seus próprios interesses? Como diz o presidente Lula, que já foi um dos nossos, já passou fome e miséria ou será que era apenas demagogia para chegar onde chegou? O que vemos no dia-a-dia é o pobre cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico, trocando de carro todo ano. Político quando é cassado entra com pedido de aposentadoria e ainda consegue se aposentar, enquanto um coitado que trabalha a vida inteira se aposenta com um salário de R$ 300 e é aquela burocracia toda. Mais um ano se finda e todos devendo. Em janeiro chegam impostos e mais impostos. E como fica a saúde do país, a segurança e a educação? Dane-se, não são eles que perdem filhos em assalto como aconteceu recentemente com um estudante assassinado. Não são eles que ficam em posto de saúde esperando uma vaga para ser atendido. Infelizmente, este é o Brasil em que vivemos. É hora de acordarmos e reagirmos.
LUCIANE RIBEIRO BERTOLA (instrutora de auto-escola) - Ibiporã
Anarquia
Isso é o que estamos vivendo atualmente. Jovens estudantes que se mobilizam e lutam para reivindicar redução na tarifa de transporte urbano e recebem como resposta a afirmativa do presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, que não serão atendidos em nenhum de seus pedidos e que ''sempre que se concede um benefício para uma parcela da população, a outra parcela tem que arcar com este benefício''. Que tipo de benefício é esse que alguém paga? Gostaria de ressaltar que em qualquer dicionário se encontra a definição de benefício, que é serviço que se presta gratuitamente, ganho, vantagem, licença, etc., assegurada pela legislação. É isso que dá Londrina e a população aceitar tudo calada. Quando o prefeito indica, nomeia alguém para algum cargo cabe a nós estar atentos quanto à atuação destes e mobilizarmo-nos para que se tome providências. Nós votamos nele, então podemos cobrar! Lembrando ainda a questão das multas, o infrator não foi punido e sim o agente por aplicar a multa ou por reivindicar melhorias das condições de trabalho. Em ambas não se aplica a penalidade de demissão. Aliás, a lei é para todos, segundo a Constituição, o único lugar onde ainda se encontra a igualdade de direitos. Parabenizo a CMTU pela brilhante atuação na cidade! Enquanto tivermos uma empresa dominando o transporte coletivo na cidade (monopólio), será muito difícil conseguir resolver o problema, pois é ela quem dita as regras aos usuários.
ELISANDRA VENTURA DE ANDRADE (professora) - Londrina
Formaturas
É preocupante observar algumas comissões de formandos tendo que arcar com prejuízos financeiros em função da instabilidade de uma empresa de eventos. As comissões de formandos são compostas por estudantes, em sua maioria voluntários, eleitos democraticamente e sem fins lucrativos. E agora? A importância da festa de formatura, como encontro fraterno coroando um período de desafios vencidos, é fundamental, além de tradicional. Não é aconselhável deixar esses formandos à indiferença. Gostaria de sugerir aos profissionais envolvidos, tais como músicos, garçons, donos de bufês e de floriculturas, decoradores que, em solidariedade a essas comissões, oferecéssemos alternativas para absorver o impacto negativo para os formandos. As comissões, através dos veículos de comunicação, como a Folha de Londrina, deveriam trazer suas necessidades e o que pretendem. Quem sabe não minimizamos e até criativamente possamos dar a famosa volta por cima?
PAULO ANTONIO DA CRUZ (músico) - Ibiporã
Grito de esperança
Grito com minhas lágrimas, mas no íntimo lhes falo com meu coração. Hoje amanheci triste, na verdade há muito tempo me sinto assim; sinto-me só, acompanhando por poucos, que na verdade deveriam ser muitos, ao certo todos. Em breve chegará a hora, deixarão a caserna e ganharão as ruas e defrontar-se-ão com uma guerra evidente, devastadora, cruel. Uma guerra constante. Uma guerra visível aos olhos dos justos, mas invisível aos insensíveis e ignorantes. Uma guerra que como as àguas que brotam dos veios da terra e ao caminhar sobre ela vai-se demarcando em vida; lentamente e aos poucos se alastra pelo mundo, contaminando e destruindo. Não lhes falo do cruzar das balas que cospem os revólveres, as quais evidenciam brutalmente clamores de revolta; mas da intolerância e incompreensão do ser humano, ao acionar o gatilho de sua própria degradação e subsistência. Falo de uma guerra que mutila, nos transformando em pobres miseráveis. Uma guerra de poucos, mas que reflete em muitos; milhares. É simplesmente decadente o homem pela falta de amor. Há momentos como este em que me desespero por ter estendido meus olhos e com o coração enxergado essa realidade. Às vezes quisera eu nunca ter acordado. Ao adormecer, levo comigo a esperança de que amanhã, meu grito seja também seu grito e assim juntos mudarmos essa nova realidade. Não façamo-nos emudecidos, sejamos fortes e tenhamos fé. As pessoas precisam de ajuda, estão infelizes e não podemos permitir que elas permaneçam assim. Meu repúdio a todos aqueles que sem virtude e instituídos de autoridade governam o mundo. A todos oficiais e praças, em especial aos alunos, futuros formandos dessa nossa amada polícia. ''O corpo é quem ergue a farda, mas somente terá equilíbrio o homem embainhado de honra e justiça''. Que Deus nos abençõe.
MARCELO GOMES DO PRADO (policial militar) - Londrina





