CARTAS
Espírito de Natal
Por que deixar de alegrar nossa cidade com as luzes de Natal? Por que deixar de comemorar com muitos que só podem sentir esta alegria, passeando com seus filhos de mãos dadas, vendo a nossa cidade iluminada? Por que deixar os olhares das crianças junto com a imaginação de viver momentos tão belos? Ver e crer no Papai Noel. Senhor prefeito, não acredito na sua indiferença com o Natal dos londrinenses!
MARLENE SATER (pecuarista) - Londrina
Direito roubado
Quando vejo a notícia do aumento do pedágio variando de 7 a 18% - quando 80% da população recebe um mísero salário mínimo de R$ 300 -, fico me perguntando: que país eternamente adormecido é o Brasil. Juízes dão legalidade a uma imoralidade imposta por um governador (Lerner) que ao ser eleito o fez em cima de uma promessa de melhoria de nossas estradas sem jamais ter anunciado que essas seriam doadas a terceiros incógnitos (desconhecidos), as concessionárias de rodovias, que cobram esse absurdo sem ter investido nada ao receberem estradas já prontas. Será possível sabermos quem são as pessoas físicas donas de tais concessionárias? O meu (e de toda população) direito de ir e vir foi roubado e a Justiça nada faz para restituí-lo. Como querem - os senhores juízes - que a população tenha respeito e confiança na Justiça que eles dizem fazerem se vemos todos os dias mazelas como essa e outras tantas no Brasil serem preservadas sob a alegação que temos que respeitar contratos assinados por governantes e assembléias desonestos que assaltam toda uma população? Às vezes, tenho a impressão que a Justiça no Brasil foi feita somente para preservar direitos ilícitos dos que detêm o poder mascarados de legalidade - porém imorais como é o pedágio no Brasil. Para nós fica a impressão que os srs. juízes estão defendendo seus próprios interesses. Será que quando a população revoltada se reunir e destruir as poucas benfeitorias realizadas (praças de pedágios) haverá tantos juízes para punir os revoltosos? Senhores juízes, pensem e decidam como povo e a favor do Brasil. A nação merece, não acham?
WALTER CAMPOS (médico) - Londrina
Abandono animal
Concordo e parabenizo a posição do veterinário Wilmar Marçal, diretor do HV, sobre a necessidade de se criar com urgência em Londrina um CCZ. Vemos diariamente, principalmente cães perambulando em estado deplorável, magérrimos, esquálidos, cegos, com lesões e feridas por todo corpo, e a maioria só passa, olha e desvia seu caminho. Eu mesma já cuidei por piedade de alguns animais nestas condições e até paguei do próprio bolso suas eutanásias, pois estavam em situação de extrema agonia e sofrimento. Sem falar das cadelas de rua que entram no cio e arrastam consigo, por dias a fio, ao menos quatro cães machos que se tornam violentos até para quem passa por perto. E os proprietários (se houver) deveriam saber que cachorro foi feito para ficar solto dentro do quintal, brincando ou cuidando do mesmo, com direito a água, comida e uma casinha decente que não caia aos pedaços. Centro de extermínio é deixar um pobre animal morrer à mingua, deixando que se transmita através de suas fezes e outras secreções doenças como a hidrofobia (raiva). Só quem já perdeu e passou pela dor de ver um parente seu de apenas quatro anos de idade morrer amarrado a uma cama de hospital, vítima da hidrofobia causado por um arranhado de gato de rua tem por obrigação defender esta causa e escrever esta carta como um alerta.
HERANA MARCIDELLI FADEL MARQUES (bióloga) - Londrina
Ranking da violência
Quando pensamos em ranking, o que nos vem à mente é, quanto mais próximo do topo da lista, melhor. Porém, é lamentável que estamos falando de violência. Mas o governo do Paraná permitiu que algumas de nossas cidades ficassem próximo do topo desta lastimável relação divulgada pelo Ministério da Saúde (Folha de Londrina 25/11, pág. 8), onde temos respectivamente os índices de 2000 e 2004, assim relacionados: Curitiba: 15º para 6º; Foz do Iguaçu: 33º para 10º; Cascavel: 69º para 42º; Colombo: 93º para 53º; Londrina: 98º para 40º. Abordado, o secretário de (in)segurança considerou o ranking equivocado, porém devemos lembrá-lo de que os critérios adotados pelo Ministério da Saúde normalmente são iguais para todos os estados, tornando assim sua citação sobre suicídios irrelevante e, a seguir esta lógica, nosso Estado de ser onde ocorre o maior índice de suicídios do mundo. Segundo ele, 85% dos assassinatos ocorridos em Foz estão relacionados ao tráfico. A afirmação tem um ar de ''menos mal'', quando na realidade deveríamos não ter nem drogas e nem crime, seja ele contra quem for, e o que é mais grave: existe nesta declaração do secretário o reconhecimento explícito do crescimento de mais uma atividade criminosa: o tráfico. E das citações do meu companheiro também ''grisalho'', ao invés de comparar a nossa polícia com a dos Estados Unidos, Japão e Canadá, deveríamos orientá-lo a tomar atitudes como o prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani, que, após adotar a política de tolerância zero, houve significativa mudança nos índices de criminalidade. Só me resta viver na introspecção da insignificância do meu ser e aprender, a duras penas, como não se administra um Estado. Obrigado Requião e Delazari.
MARCOS HENRIQUE MARANGONI (comerciante) - Londrina
Correção
- Diferentemente do informou a matéria ''Reajustes de servidores são aprovados'' publicada na última quinta-feira, a emenda do deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB) ao projeto de lei que prevê o reajuste salarial das polícias estabelece o pagamento parcelado em três vezes para a Polícia Militar.





