CARTAS
Combate à Aids
Comemora-se hoje o Dia Mundial de Luta e Combate à Aids. O tema proposto pela Comuniaids (Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/ HIV/Aids), é, ''pense: o que você tem a ver com isto?'' A Comuniaids, composta por representantes de organização governamental, não-governamental, entidades filantrópicas e sociedade civil organizada, pretende contribuir para a construção coletiva de uma política pública de prevenção e controle de DST/HIV/Aids, e conscientização da comunidade. A Aids vista outrora como incidente em um determinado segmento da sociedade, hoje atinge diversas camadas da sociedade, sem discriminação de raça, cor, sexo, nível socioeconômico ou orientação sexual e com uma incidência crescente na população feminina e indivíduos acima de 50 anos. No mundo são 40 milhões de pessoas vivendo com esse mal, sendo que 600 mil são brasileiros. Em Londrina temos em média a constatação de 150 casos ao ano de portadores de HIV/Aids, predominando a transmissão pela falta de uso do preservativo. Os números são assustadores, valendo a pena esclarecer, que quando o governo informa que os casos estão controlados, não é verdade. O que está relativamente controlada é a doença, ou seja, os remédios fornecidos possibilitam maior sobrevida aos portadores. Sabe-se que o tratamento é dispendioso e a grande maioria dos portadores ou quase sua totalidade necessita do medicamento via distribuição governamental, o que não se discute. Por isso, gostaríamos que todos refletissem: temos ou não temos algo a ver com isto?
ADILSON DE MOURA (vice-coordenador da Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/Aids) - Londrina
Hora de reagir
Há poucos dias a torcida do Santos, revoltada com os resultados de seu time, invadiu o treino para agredir os jogadores e dirigentes. O mesmo já havia acontecido com os torcedores do Vasco e do Flamengo. Engraçado, o país sob o governo do PT está na maior crise com roubo do nosso dinheiro, quadrilheiros, possíveis assassinatos, injustiça pois até a ''justiça'' protege essa cambada de políticos desonestos e nós assistimos tudo isso passivamente. Até o prefeito (do PT) agora decidiu mudar o local do teatro, porém não permitindo que uma rede de supermercado se instale no antigo Colossinho, alegando desculpas esfarrapadas e burras, achando que somos idiotas. Talvez sejamos mesmo, pois o reelegemos. Sem contar temos que aturar políticos na TV, com a maior cara-de-pau, dizer que a população está do seu lado. Que lado? Do roubo, das negociatas, do mensalão? Ficamos esperando que a oposição tome uma atitude para eliminar esses ladrões, e nada. Mas como esperar alguma coisa dessa gente se são farinha do mesmo saco, com rabo preso, frouxos e incompetentes? Será que não está chegando a hora dos verdadeiros brasileiros invadirem o ''treino'' brigar pela honestidade, justiça e decência?
SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina
Cadê o amor?
Nos dias de hoje as pessoas buscam tornar reais seus sonhos, como satisfação financeira e realização profissional. Mesmo obtendo e colocando em prática esses planos, não são todas que se sentem completas. Isso se deve à falta do mais importante e sublime dentre os sentimentos que, infelizmente, tem sido deixado de lado em meio a um mundo egoísta e materialista. Onde está o amor? O amor ao parceiro, entre tanta infidelidade, o amor ao próximo em meio ao ''eu'' e em meio a tanta violência. Enquanto a nação não se conscientizar e conhecer tal sentir, plano, projeto ou ação alguma atingirá o real objetivo esperado. Então, ame!
CAMILLA FERNANDA DUARTE VICENTE (estudante) - Londrina
Tanques-rede
Trabalho com tilápias há mais de 20 anos. Também não abro mão da minha condição de ambientalista. Longe de mim minimizar o papel da pesquisa nas lides agropecuárias, engenheiro agrônomo que sou. A CESP mantinha um laboratório em Salto Grande de criação de tilápias com plena capacidade reprodutiva para soltura nos reservatórios e também fornecia a proprietários de terra na região. Para conter a prolificidade, recomendava o uso de black-bass ou de tucunaré. Isso nos anos 70 e início de 80. Quando lançou um livrete, em 84, fazendo propaganda disso deve ter recebido críticas e parado. Uma prática perigosa que justificaria a maior preocupação na época. Nada aconteceu no que se refere à tilápia. Depois de tudo isso, pesquisar? Deixar de criar tilápias equivale a parar de criar frangos, e sim jacus, porcos, talvez catetos ou queixadas, vacas. Nenhum argumento consistente foi apresentado até agora contra a tilápia. O mais usado deles é o de que onde aumenta a população da tilápia, diminui a de outros peixes. Falso. Ocorre que quando não há condições de sobrevida aos outros, a tilápia, mais resistente à poluição, no caso, prolifera. Também não poderíamos viver aqui, já que a maioria não descende de guaranis nem caingangues.
CÉSAR IAREMA (engenheiro agrônomo) - Bandeirantes
Procon
Quero deixar claro que quando me referi ao pensamento generalista do Procon, meu intuito maior era esclarecer quanto à falta de preparo das atendentes para casos de conciliação. Em momento algum coloquei objeção em atender o cliente de forma satisfatória, tanto que o caso foi resolvido. A entrada da atendente na conciliação somente tumultuou o caso, visto que faltou habilidade para lidar com entendimentos mercadológicos e paciência. Deixo claro sr. Gerson da Silva que existem sim muitos oportunistas se escorando na lei, ainda quando encontram pela frente pessoas sem preparo. Admiro muito a gestão do sr., pois tem conseguido abreviar muitas explorações sofridas por consumidores.
PLÁCIDO ROBERTO CARMAGNANI (empresário) - Londrina





