CARTAS
Aluguel de luxo
O custo mensal pago pelo contribuinte para a manutenção de um preso nas penitenciárias brasileiras é equivalente ao do aluguel de um flat de luxo na região da Avenida Paulista, área nobre de São Paulo. O valor ultrapassa no caso de presos de altíssima periculosidade, como Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ou a elite das facções criminosas, instalada em celas individuais no presídio de segurança máxima Bangu 1, no Rio. A média nacional é de R$ 1.500,00 mensais para cada um dos 336.358 mil presos hoje existentes no Brasil, (com estimativa para perto de 500 mil em 2007). É o que podemos chamar de investimento idiota: gastamos bilhões para tornar as pessoas piores do que são. Pesquisa do Ministério da Educação estima em R$ 9.700,00 o valor investido por ano em cada aluno do ensino superior - 54% do custo de um presidiário.
PAULO BODNAR (servidor público) - Londrina
Elegância
O ex-presidente FHC, sempre elegante nas colocações de suas palavras, acha que ninguém é insubstituível. Isso é uma velha máxima, principalmente vindo de pessoas ilustres que não têm apego a cargos ou vaidades pessoais capaz de subestimar a inteligência e o preparo dos outros. Dependendo das circunstâncias e da ocasião as pessoas se revelam líderes circunstanciais. É diferente do líder nato, que às vezes paga com a vida pela incompreensão de muitos sobre aquilo que propõe. Liberdade, fraternidade e legalidade são os pilares básicos para se propor e conviver com as diferentes correntes de pensamentos. Ninguém é dono da verdade até que a maioria não se convença disso. Uma verdade, só é verdadeira se houver consenso entre as pessoas. Não há espaço na civilização moderna para se impor determinadas idéias sem que haja consenso da maioria da população, seria deselegante pensar diferente.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Multas
É fim de ano e, para suprir a demanda, as indústrias aceleram a produção. Seguindo essa tendência, a fabriqueta de multas de Londrina se empenha ao máximo para que todo motorista receba sua notificação até o Natal. A dedicação é total, o agente de trânsito, mesmo na dúvida quanto à marca do veículo, lança quatro ou cinco notificações para não errar o alvo. O policial militar acrescenta somente à primeira via do termo de apreensão outras multas. São capazes de tudo: inventam, criam e mentem para que a indústria não pare. A demissão do agente de trânsito de Londrina, Weydson Silva, expõe mais uma vez as mazelas da indústria das multas. Para início de conversa, o órgão contratou um indivíduo que não sabe diferenciar um Opala de uma Caravan. Até eu, uma recente motorista, sei a diferença entre os dois veículos. Isso deveria render uma sindicância a este estabanado órgão público. Além de não saber diferenciar os automóveis, o agente de trânsito ainda foi capaz de multar o carro do prefeito por uso do aparelho celular e, justamente, o carro do prefeito? Esta sim é uma falha digna de demissão.
NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante) - Londrina
Mata-burro
O estudante Antônio Augusto Barbeiro Arroyo Marchi, em sua carta publicada no dia 18/11, aborda a questão da falta de respeito crescente no seio da sociedade. Até parece que tudo o que até então era considerado errado, passa num passe de mágica ser politicamente correto. A ''lei de Gerson'' está mais do que nunca em voga: o importante é ''levar vantagem em tudo''. Falo, principalmente, da falta de respeito em observar de forma educada e civilizada a ordem de chegada na fila do cinema, do ônibus, da entrada no estádio de futebol ou qualquer outro local onde ocorrerá algum evento público. As pessoas de todas as idades, na maior cara-de-pau, chegam por último e querem entrar primeiro, pouco se importando com aqueles que chegaram com antecedência ao local. A sugestão para os administradores do terminal de transportes coletivos e dos locais de eventos públicos em Londrina é a instalação dos famosos mata-burros, dispositivos construídos em pontes ou passarelas das propriedades rurais com palanques de madeira colocados lado a lado com espaço que impossibilita a passagem de animais pelo local sem que suas patas fiquem presas nos vãos. Em regra os animais respeitam e não ousam passar pelo local.
LOURIVAL BARBOSA (militar da reserva) - Londrina





