Avá-guaranis

Li a Folha de quinta-feira última numa sala de espera enquanto aguardava consertarem meu computador. Emocionado pelo artigo do jornalista José Maschio sobre a retirada dos índios do parque Iguaçu, resolvi ler o texto em voz alta para os que se encontravam no local. Atenção total. Após um momento de silêncio veio um comentário: ''Daqui a 40 anos as coisas vão estar do mesmo jeito ou para pior''. Se você se mexer, não! Se agora você pôr seu desejo no papel ''Eu posso fazer algo pelos avá-guaranis, pela paz, pelo futuro!'' e imaginar, daqui a 40 anos, como na abertura de uma cápsula do tempo, o momento de alegria de ter feito alguma coisa. Mas, e as contas que tenho que pagar amanhã? Não tenho tempo para essas coisas! Isso é assunto para gente que tem condições. Que condições? Saúde, tempo, dinheiro? Dia 21, também foi notícia o menino, filho de uma vendedora, que acometido por doenças, deixou de andar e ficou cego. Apesar desses problemas ele tirou medalha de ouro num concurso de matemática. O menino diz ser normal, mas acha que as pessoas que enxergam e andam não usam tanto a cabeça. O menino é uma exceção? Seja uma exceção! Com todas as condições e limitações que temos, podemos muito! O tempo se ajeitará. As contas serão pagas em dia. Até a família, os amigos, o emprego darão mais alegria. Outros sonhos poderão ocupar nossas cabeças. O conserto do computador foi de graça. Talvez ficou a dúvida. Será que eu posso?

DANIEL STEIDLE (educador ambiental) - Rolândia


Procon

Venho através desta manifestar minha indignação com o tratamento dado pelo Procon às empresas nos casos de conciliação. Entendo que o Procon foi criado com intuito de sanar os absurdos que muitas vezes são causados por fornecedores de produtos e serviços. A partir da criação do código surgiram os oportunistas e aproveitadores que se escoram na lei. Não podemos deixar de reconhecer que existem muitos empresários sérios neste país e nem todos são inidôneos como o pensa o Procon. Tive uma situação esta semana em que o consumidor reclama de exigências que não tem direito. Para minha surpresa, a atendente do Procon (sra. Daniele), totalmente despreparada, liga na empresa com um tom de superioridade e de forma irônica e tenta persuadir a empresa a fazer o que o cliente pensa e acha correto, sem nenhuma habilidade de conciliação, tampouco conhecimento para discutir tal questão. Até quando teremos esta visão paternalista de que tudo o cliente tem razão? Até quando iremos suportar a falta de embasamento para lidar com as situações? Relato isto porque estamos há 8 anos no mercado, única empresa do segmento com Certificação ISO 9001 e sempre prezamos pela idoneidade e profissionalismo. Ao que me parece para o Procon toda empresa é inidônea, o cliente tem razão em tudo. Entendo quais são os direitos do consumidor, mas também sei até onde vai e quais os direitos que nós fornecedores temos.

PLÁCIDO ROBERTO CARMAGNANI (comerciante) - Londrina


Natureza

A natureza é a obra-prima de Deus. A ecologia é a filha preferida da natureza. Agredi-las ou desrespeitá-las constitui ''pecado inafiançável''! Há aproximadamente 25 anos, os movimentos preservacionistas e as autoridades começaram conscientizar a sociedade para defender a ecologia e o ambiente. É salutar constatar que o brasileiro é sensível às boas causas e dotado de valores surpreendentes. Se ainda não atingimos o objetivo almejado, constatamos com alegria já haver conseguido muito. Se cada um fizer sua parte, a médio prazo chegaremos lá e, um dia, literalmente, respiraremos aliviados e viveremos saudavelmente. Na defesa da ecologia e do meio ambiente sejamos intransigentes e possessivos, como se o planeta Terra fosse propriedade nossa. Afinal, se procuramos cuidar e defender o nosso patrimônio pessoal, com a mesma determinação cumpre-nos defender o patrimônio maior que é o nosso planeta. A partir do momento que você instintivamente recolher um pequeno entulho jogado ao léu, dando-lhe destinação adequada e encantar-se com gorjear dos pássaros nas franças do arvoredo, com certeza estará prestando relevante serviço em favor da ecologia e do meio ambiente, inserindo-se como mais um idealista e benfeitor da humanidade.

RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix



Criminologia

Gostaria de externar meus parabéns aos organizadores do I Congresso Paranaense de Criminologia, em especial, ao professor Walter Bittar e ao advogado Márcio Zuba de Oliva pela idéia e empenho, trazendo pessoas de projeção mundial ao Norte do Paraná para discutir temas, infelizmente, tão próximos à sociedade. Igualmente felicito a Folha de Londrina pela cobertura próxima que fez do evento, fato que fez que a sociedade londrinense refletisse e tomasse conhecimento do crime, suas causas e como combater tal fenômeno social. Meus Parabéns.

FLÁVIO AUGUSTO MARETTI SIQUEIRA (advogado) - Londrina


Correção

- Diferentemente do que foi publicado ontem, na Folha Economia, na matéria sobre a queda do preço dos combustíveis em Londrina, o promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor, Miguel Sogaiar, frisou que o Ministério Público não tem poder de interferir ou realizar fiscalizações em relação à adulteração dos produtos. Isso depende de ações da Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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