Violência

É incrível a falta de sensibilidade de nossos governantes. A violência em Londrina nunca foi tão intensa e não vemos nenhuma reação por parte deles. O leitor habitual desta coluna pode notar que é raro presenciar algum integrante da Câmara de Vereadores se pronunciar neste espaço. Ou eles não sabem escrever (e nem seus assessores) ou não estão adotando nenhuma medida eficaz para nos poupar da violência que aí está. Deveriam, no mínimo, se sentir na obrigação de se manifestar acerca de uma realidade que parece que não conhecem. É inaceitável a insensibilidade dessas pessoas que se dizem nossos representantes. No ano que vem, como de praxe, ainda ousam pedir votos a nós, imbecis, que continuamos a acreditar e ter esperança. E o prefeito? Por que ele não se manifesta com o rigor e firmeza que se espera nos dando alguma explicação? Londrina está em estado de emergência e a frieza desses notáveis é impressionante. Não vejo nenhuma atitude ousada para banir a violência, enquanto a bandidagem ousa cada vez mais. Senhores políticos, não me digam que estão adotando medidas eficazes, pois a violência é crescente. Provavelmente dirão que a responsabilidade da segurança em Londrina não é de vocês, mas certamente é a responsabilidade de nos representar junto ao governo estadual cobrando e obtendo ajuda.

HUGO PEDRA ALMEIDA (administrador de empresas) - Londrina

Sem perdão

O povo cansou de bancar o palhaço e ser joguete nas mãos dessa classe política podre que se instalou no poder às custas do dinheiro roubado do próprio povo que a elegeu. São eleitos sempre pela compra de votos, que nunca é punida, e pelas promessas de campanha nunca cumpridas, principalmente pelo partido do governo que se apresentava como a tábua de salvação para a classe trabalhadora. Infelizmente, depois de eleitos, os políticos desse partido mostraram suas verdadeiras caras: são incompetentes para administrar o país e formaram a maior quadrilha de usurpadores do nosso dinheiro. São tantas as evidências que não precisamos mais dessas CPIs inúteis para cassá-los porque nós, o povo, já os cassamos para sempre e eles nunca mais terão nossos votos a não ser para colocá-los na cadeia. Eles não merecem nosso perdão e deveriam mofar na cadeia pelo mal que causaram à população mais carente. Que se acabe de uma vez com essa enganação de CPIs que nunca produzem o resultado esperado pelo povo. O país está parado por culpa dessa corja de políticos corruptos e incompetentes. O que é que as Forças Armadas estão esperando?

REGINA CHUBACI MACHADO (engenheira agrônoma) - Londrina


Pólvora

Antigamente, mas não tão antigamente, costumávamos dizer que estávamos sentados num barril de pólvora quando a situação econômica e social do país estava preta. O tempo passou, não tanto tempo, e agora estamos sentados numa montanha de barris de pólvora. Ora um barril explode entre as torcidas organizadas dos times de futebol, ora outro barril explode nas prisões, logo mais outro explode na Febem, em seguida outro explode numa favela qualquer, mais um explode na França e mais um na Alemanha. E assim, de barril em barril, vamos colhendo os frutos de uma sociedade perversa que nunca se preocupou em educar os povos do mundo. Cada país só pensa em si mesmo. Cada humano olha somente o seu bem-estar, pois não enxerga além do seu próprio umbigo. Não temos o direito de reclamar da nossa ignorância e negligência, pois nunca olhamos com bons olhos àqueles que um dia, tentaram avisar-nos que os barris estavam se enchendo aos poucos e lentamente, mas não tão lentamente. E agora José? Será que ainda é possível esvaziar todos os barris que estão prestes a explodir?

UESLEI TEODORO (professor) - Maringá



Tanques-redes

Na reportagem na Folha Rural (19/11) ficou claro a atitude ditatorial do governo federal e também do governo do Paraná sobre a questão dos tanques-rede a serem implantados na bacia do rio Paranapanema. É só mais uma das ilicitudes que a atual administração do país comete em nome do ''progresso e desenvolvimento''. Porém, esquecem que dessa bacia dependem milhares de pessoas que não são aquicultores e nem sabem que essa atividade está sendo feita no rio, sem nenhum estudo de impacto ambiental. As equipes de pesquisadores sérios que trabalham no rio mostraram justamente o contrário do que vem sendo preconizado, principalmente pela SEAP. Argumento em nome da Sociedade Brasileira de Ictiologia (estudos dos peixes) à qual já se manifestou oficialmente ao governo federal, bem como a Sociedade Brasileira de Limnologia (ecologia de lagos e rios) que não são contrárias à atividade aquícola em águas públicas, mas contrárias sim da forma como vem sendo estabelecida, sem critérios científicos, sem avaliação do impacto ambiental (já que é reconhecidamente uma atividade poluidora das águas) e ainda sem um respaldo técnico-financeiro ao produtor. Em nenhum momento foi provada a eficácia real da atividade na região específica, portanto sem um teste ou experimento para isso. Mas o que mais chocou os pesquisadores foi a participação direta dos órgãos de proteção ambiental (IAP e Ibama) na liberação de licenças e que justamente deveriam estar exigindo os estudos de impacto para só depois liberarem ou não as mesmas e ainda considerando uma pesquisa que nem existiu (mentirosa) para dar suporte a mais esse engodo à população.

MÁRIO LUIS ORSI (biólogo e professor) - Londrina

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