Democracia

Qual democracia precisamos ou queremos? Países mais novos que o nosso e outros que ressurgiram das cinzas do pós-guerra estão muito à frente de nós, com economias bem mais sólidas, crescimento satisfatório e o PIB nas alturas: são chamados países de primeiro mundo. Parece que a nossa democracia tem andado aos reboques. Muitos projetos bons para o país, não são aprovados porque as brigas e disputas políticas se colocam acima dos interesses da nação. Que democracia é essa que ao invés de trabalhar pelos interesses do povo fica atrelada aos interesses partidários ou de grupos? Talvez, a maior reforma que se deveria ter feito, fosse a reforma política. O Brasil parou e, provavelmente, até as próximas eleições não se aprova mais nada. Medidas importantes, como a fusão do fisco federal, estão sendo rejeitadas ou nem sequer seguem o seu curso normal de tramitação. Acho que as TVs Câmara e Senado deveriam ser menos elitizadas e colocadas em rede nacional, de fácil acesso a toda população. O povo precisa se inteirar mais, do que se passa em nossa política e de como é exercida a nossa democracia. Não basta que, através de uma eleição livre e democrática, coloquemos lá nossos representantes sem que possamos vigiá-los de perto.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina



Delinquência

Em relação ao editorial ''Algo mais que a empresa pode dar'', publicado por este conceituado jornal no dia 20/11, no qual aborda o problema da delinquência juvenil, apresentando propostas efetivamente sérias para solucioná-la, sirvo-me do presente para expressar nossa concordância quanto ao posicionamento nele defendido. De fato, a significativa diminuição da violência, principalmente a urbana, só ocorrerá se houver uma cruzada da população contra a exclusão social, sendo que a oferta de emprego, realmente, poderá constituir, com certeza, numa das principais alternativas para se tirar jovens e adultos do mundo do crime. Não há dúvidas, por exemplo, que o policiamento ostensivo, realizado pela Polícia Militar, exerce fator altamente inibitório, evitando a prática de delitos. Por isso e muito mais, as Promotorias de Defesa dos Direitos Constitucionais e de Investigações Criminais desta Comarca recentemente instauraram procedimento administrativo visando investigar a real dimensão da violência em nossa cidade e os investimentos públicos a ela destinados na área da segurança pública, nos últimos anos. Este será o ponto de partida de nosso trabalho, que, esperamos, possa envolver todos os segmentos da sociedade civil, que almeja desesperadamente construir uma sociedade mais justa e fraterna.

PAULO CÉSAR VIEIRA TAVARES (promotor de Justiça) - Londrina


Perdão

Na manhã do dia 15/11, dia da Proclamação da República, depois de ler sobre a trágica morte do estudante Gabriel Guimarães, vejo seu pai desolado caminhando pela Rua Sergipe. Fui em sua direção dar-lhe os meus pêsames. Tivemos um dialogo rápido. Disse-lhe que precisávamos de módulos policiais, e ele: ''O problema é outro''. Pensei em dizer-lhe que sou da área da Ciências Sociais e que participo de várias discussões. Silenciei-me: o que dizer a um pai que enterrou seu filho em menos de 24 horas? Ao se retirar, ele olhou-me e disse: ''Só um pai que perdeu seu filho sabe a dor que estou sentindo''. Senhor Waldemar, perdoe-me, pois por mais que a Sociologia se debruce para apresentar propostas para que possamos viver num Brasil melhor, ainda não está sendo suficiente. Mesmo que eu participe do movimento comunitário apresentando propostas, não foi suficiente para impedir que esta tragédia lhe atingisse, assim como está atingindo vários jovens deste país. De quem é a culpa? Somos todos responsáveis por este estado de coisas. O meu ''sinto muito'' não basta, perdoe-me.

LIDMAR JOSÉ ARAÚJO é presidente da Associação de Moradores do Jardim Shangri-la B) - Londrina

E o respeito?

Domingo último, fui ao Pizza Hut, às 21 horas, com minha esposa grávida de seis meses. Ao chegar, estava lotado e éramos os primeiros da lista de espera. Uma pessoa, que parecia ser o responsável, nos perguntou se queríamos uma mesa. Sentamos nos sofás da recepção até sermos chamados. Então, chegou um casal com duas crianças e esta pessoa os cumprimentou efusivamente (até chamou a mulher pelo nome: ''Oi, Patrícia como vai?'') e a primeira mesa que desocupou foi para eles. Fiquei indignado pela falta de respeito. É assim que funciona: quem tem conhecidos passa na frente dos outros. Independente da gravidez da minha esposa, que em muitos lugares é dada preferência, não achei justa nem adequada tal atitude. Lógico que fui embora e é logico que nunca mais coloco meus pés no Pizza Hut.

RICARDO LUIS MENA VARGAS-PRADA (médico) - Londrina


Correção

- Ao contrário do que foi publicado na edição de domingo da Folha Esporte, a mensalidade de R$ 50,00 cobrada pela Academia Quality é apenas para a modalidade de kick boxing. Para as demais atividades da academia, o preço é diferenciado.

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