Gabriel

Meu filho está morto. Não era bandido, não era traficante, não fazia parte de nenhuma gangue. Era um garoto bom, amado pelos colegas, pelos pais, pelos irmãos. Cheio de sonhos que ainda compartilhou comigo pouco antes de sair naquele domingo fatídico para conversar com os colegas, dividir sua alegria de estar embarcando para os Estados Unidos onde iria trabalhar no período de férias de sua faculdade. Saiu de casa alegre, feliz como todo jovem de 20 anos, de boa formação, deveria ser em qualquer país do mundo. Foi morto pela ingenuidade de achar que poderia fazer o que o Estado não consegue: proteger o que era seu. Esqueceu-se de nossos repetitivos ensinamentos sobre: não reagir, entregar o que se pedir (por mais surreal que possa parecer, é apenas o que nos resta fazer). Talvez, o ímpeto da juventude tenha lhe dado naquele momento a sensação da invencibilidade, da imortalidade. A minha fé não permitirá que eu esmoreça, mas também não me fará desistir de cobrar a culpa de todos os que deveriam nos dar segurança e não o fazem. Meu filho morreu em via pública, movimentada, com centenas de estudantes, no centro da cidade onde não havia um policial sequer. Quero que me respondam: quem é o culpado? Mas não me venham com aquelas lorotas de sempre, com aquelas estatísticas forjadas de sempre, com aqueles discursos preparados e vazios de sempre que não esclarecem nada. Hoje deixo claro, aqui, que vocês autoridades corruptas e incompetentes foram incapazes de proteger meu Gabriel e continuarão, infelizmente, sendo incapazes de proteger Fábios, Brunos, Tiagos, etc., que irão desfalcar cada vez mais o futuro de nosso país diante de nossos olhares atônitos e paralisados.

JOELMA RIBEIRO DE REZENDE POSSO (mãe do estudante vítima de latrocínio) - Londrina


Super-Receita

Caiu no Senado Federal, por falta de quórum, a Medida Provisória 258/05 que criava a chamada ''Super-Receita''. Quem ganhou e quem perdeu? Ganharam os sonegadores e perdeu o povo brasileiro, especialmente o aposentado que com o crescente déficit da Previdência Social poderá no futuro não ter garantido o recebimento total de suas aposentadorias. É consenso da própria oposição no Congresso Nacional que a fusão das duas receitas (Receita Previdenciária e Receita Federal) é de grande importância para a Nação e para o povo, porém saturados de medidas provisórias querem que essa matéria tenha a sua tramitação por Projeto de Lei.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina


SOS Londrina

É lamentável uma cidade como Londrina, com um passado glorioso, de grandes homens e de grandes feitos, se veja em uma situação lamentável como essa. Um Executivo inoperante, decisões mesquinhas e procedimentos tacanhos para uma cidade como Londrina. Como muitos londrinenses já perceberam, não podemos esperar muito da gestão Nedson. Essa gestão não tem competência para administrar Londrina. É lamentável, mas é verdade e os fatos falam por si. Como já dizia um sábio, diante dos fatos devemos nos calar! Me vem à lembrança prefeitos como dr. Dalton Paranaguá, de inteligência única e com uma administração limpa e competente. Gostaríamos que o sr. Nedson se retirasse logo da prefeitura e que pudéssemos colocar lá pessoas mais competentes. Londrina e os londrinenses merecem.

ANDERSON CARLOS SACHETIM GARCIA (bacharel em Direito) - Londrina


Consciência negra

O Instituto Afro-brasileiro do Paraná tem motivos de orgulho em representar os afro-descendentes do nosso Estado na 7 Conferência Estadual de Saúde, reunindo 1.200 delegados, no centro de convenções de Foz do Iguaçu dos dias 1º a 4 de dezembro. Há 310 anos morria Zumbi dos Palmares por ter lutado contra a maior atrocidade já registrada na história brasileira: a escravidão. Estaremos sempre lutando com o objetivo de termos no Paraná e no Brasil uma verdadeira democracia racial e, principalmente, a saúde dos afro-descendentes. Você sabia que a anemia falciforme, exclusiva dos afro-descendentes, pode matar se não for diagnosticada a tempo?

MANOEL RODRIGUES DO AMARAL (representante do Instituto Afro-brasileiro do Paraná no Conselho Estadual de Saúde) - Londrina


Salário defasado

Com exceção de algumas centenas de pessoas que foram agraciadas com 40 a 100% de aumento em seus vencimentos na aprovação do Plano de Cargos e Salários, a maioria dos servidores públicos municipais de Londrina encontra-se triste e desmotivada. Até a reposição salarial de 21% - que não é promoção nem aumento de vencimentos - o Município se nega atender. Para piorar a situação dos funcionários da CAAPSML e dos aposentados, nesse último pagamento foram agraciados com uma redução de 7% em razão de uma ADIN (ação direta de inconstitucionalidade) que determinou o desconto de tal percentual que vinha sendo pago há vários anos. Os aposentados estão sendo penalizados com 11% de previdência em parte de seus proventos. Somando-se tudo isso, as perdas atingem 139%. O prefeito não aceita negociação com o sindicato. Como é que se sente um funcionário que não recebe nem a reposição salarial, trabalhar ao lado de outro que teve uma gratificação de 100%? O chefe do Executivo municipal que é filiado ao PT está traindo a bandeira do partido: justiça social e justos salários. Cadê as greves antes encabeçadas pelo partido da atual situação política? Não só o funcionário perde com isso, mas principalmente os contribuintes que, muitas vezes, têm que ser atendidos por um servidor público magoado e desmotivado face às injustiças salariais.

ANTONIO ESTEVES DA SILVA (servidor público aposentado) - Londrina

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