Guerreiros
O meu jovem filho, mesmo magrinho e militarmente despreparado, reagiu a um assalto por não concordar em ser usurpado por vagabundos. O Gabriel não concordava e era valente, por isso foi covardemente assassinado. Todos sabemos que não se deve reagir a um assalto se não tiver condições técnicas para tal, mas o Gabriel, em sua ótica de guerreiro e por seu inconformismo, reagiu sim e deu sua preciosa vida deixando uma lacuna impreenchível em nossos corações. E nós? O que faremos? Continuaremos sentados em frente à TV inconformados ou indiferentes? Colocaremos uma camisetinha branca pedindo paz em frente à prefeitura? Deveríamos deixar de sermos apáticos, como verdadeiras vaquinhas de presépio. Devemos exigir das autoridades o que já nos é de direito, pois todos pagamos impostos. Somos um dos países mais tributados do mundo. Somos nós quem pagamos as polícias e deveríamos ter direito à segurança, saúde e tantos outros direitos básicos. O nosso problema é logicamente muito mais profundo e inicia lá no Planalto Central. Verba existe, mas essa é carcomida por ratos corruptos. Devemos nos mobilizar e exigir segurança. Devemos dar um fim a políticos profissionais e nos fiarmos em pessoas cultas, honestas e com boa vontade. Em pessoas sem interesses financeiros, como empresários de sucesso que saibam o que é gerir e administrar. Devemos nos fiar em pessoas do bem, ilibadas ou em um general linha dura, se é que sobrou algum. Se é correto obrigar a votar, pessoas ignorantes e facilmente manipuladas também poderiam ser proibidas de votar. O Gabriel deu a sua vida e você o que irá fazer?
WALDEMAR MARQUES GUIMARÃES NETO (professor) - Londrina

Cargos pra quê?
Mais uma vez o presidente da Câmara de Vereadores de Londrina é notícia e, como sempre, não é por elaborar ou defender algum projeto que atenda interesses da população. No início do ano, ele juntamente com toda a Câmara defendeu o aumento da verba para contratação de assessores em quase 60%, porém, em virtude da louvável reação popular nossos ''representantes'' foram obrigados a recuar. Agora, o sr. Orlando Bonilha pretende criar 3 cargos comissionados gerando uma despesa anual de R$ 161 mil. Engraçado é que ele cria as despesas e nós é quem pagamos. Como sempre, para sustentar a sua tese ele se baseia em explicações evasivas. Agora, para assumir o cargo, será necessário curso superior. Interessante, mas sugiro que adote este critério para os demais cargos comissionados. Sugiro também que tal vereador faça uma audiência pública para explicar ao povo a real necessidade da criação destes cargos, mas que esta explicação não seja baseada apenas em palavras, mas em números e dados técnicos.
MICHEL MACHADO (analista financeiro) - Londrina

Foco da PM
Após ter lido a carta ''Sem preparo'' dos policiais militares (15/11), cabe aqui uma pergunta: qual é o objetivo primário da PM? Como cidadão e motorista já presenciei e vivencei o mesmo tipo de situação nas inflamadas operações que ocorrem na cidade com o fito de se tratar de campanha educativa de trânsito ou em outras ocasiões como operação Londrina-segura que só servem para fabricar multas. Inegável é a necessidade de uma vigilância ostensiva e rotineira no combate ao tráfico de drogas, furto de veículos, posse ilegal de armas e outras tantas ocorrências que afetam nossa cidade. No entanto, alguns policiais são merecedores de uma reciclagem contínua visando aprimorar preceitos como discricionaridade, arbitrariedade, estrito cumprimento do dever legal, oportunidade, conveniência e obediência rigorosa às condições objetivas a que a ação esteja subordinada, aplicando-as na prática operacional do labor diário. Por muitas vezes se despende tempo e recurso público a uma simples ocorrência de trânsito, enquanto que todos sabem onde, como e até quando age a marginalidade. Para isto, basta acompanhar as reportagens policiais diárias.
JOSÉ RICARDO DE ANDRADE (eletricista) - Londrina

Trotes
Atirar calouros universitários na lama, quebrar ovos em suas cabeças, lambuzar, jogar farinha de trigo, rasgar suas vestes, raspar seus cabelos contra a vontade também não é um ato de violência e há décadas praticado nas universidades? Se trotes como o ocorrido no 20º Batalhão de Curitiba só se tornam alvo de indgnação popular quando vem a público, sabe-se que os trotes contra universitários após a divulgação dos aprovados são publicados até em jornais e nada se faz para sua extinção. Ao contrário: para aqueles que não se impõem é até motivo de orgulho andar pelas ruas em cima da carroceria de automóveis, provocando buzinaço e exibindo cabelo raspado, roupas rasgadas, querendo demostrar que está feliz por ter conseguido uma das vagas tão disputadas nas universidades.
LUIZ SEBASTIÃO GOMES (policial militar) - Rolândia

Folha 57 anos
A Folha agradece os cumprimentos por ocasião do aniversário de 57 anos de fundação do jornal enviados por Perfecta Curitiba; Jasmine Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.; Eletrofrio Refrigeração Ltda.; Fast Frio Gôndolas & Check-outs; Hugo Cini S.A. Indústria de Bebidas e Conexos; Dirceu Galléas (presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná); Coliperfecta tecnologia em ultracongelamento; Eugênio Torres e Luciana Gavloski (WBC assessoria de imprensa); Nelson Milani e Denise Milani (Thermokey do Brasil); Moacir Moura (consultor de varejo); Joaquim Cancella Gonçalves (presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná); e Félix Ribeiro (professor).

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