Erro da PM

Fui parada numa blitz da PM na quarta, dia 9, às 9h05, na rua do Escoteiro, logo depois da curva da rua Pará. Encarei com naturalidade o pedido do policial para que eu encostasse o carro. Tirei o cinto de segurança, abri a bolsa, apresentei os documentos e a habilitação, quando veio a pergunta: ''A senhora está acostumada a não usar cinto de segurança?'' Estranhei porque se trata de uma prática minha. Seguro, ele contestou. Respondi que ele devia estar me confundindo, mas o PM respondeu que não; que o policial que monitora os carros e motos antes da blitz havia me visto sem o cinto. Pedi que ele perguntasse novamente ao PM. A confirmação veio via rádio. Pedi para falar com o comandante da operação. Ele não aceitou meus argumentos e me ''orientou'' a contestar. Fui, então, conversar com o policial que teria me visto sem o cinto. Confirmou que eu não usava o equipamento. Voltei a falar com o sargento, que foi irredutível, mas me desejou um ''bom dia''. Estou me perguntando como conviver com uma instituição que não admite seus erros e ainda me penaliza por uma atitude que não cometi. Também tentei me colocar no lugar de pessoas que são vítimas de erros e abusos da polícia, especialmente aquelas que sofrem agressões física e psicológica.

PATRICIA ZANIN HEITZMANN (jornalista) - Londrina

Descaso na UEL

Depois de 10 anos de UEL, fui passear por lá neste final de semana, especificamente no Centro de Educação Física. Tive duas impressões: a primeira foi de relembrar os bons momentos de acadêmica; a segunda foi de ficar chocada com a depreciação na qual se encontra o centro. É inadimissível saber que, com uma piscina olímpica daquela, não há nenhum tipo de atividade, treinamento ou competição. O estado dela é propício para sapos, rãs, lodo e muito mais. Sem contar que o mato está tomando conta da área. Nós, como fiés admiradores da UEL, não podemos nos calar diante dessa falta de zelo por este patrimônio. Ouvi dizer que verba já foi enviada para que se tome providência. Se isto há tempo não ocorre, fica difícil sabermos pois o jogo de empurra é cada vez maior.

MARCIA REGINA CANTARELLI (professora) - Londrina


Governo x Paraná

Algumas coisas até podemos elogiar do atual governo e, por pouquíssimo instante, ter a sensação de não ter perdido o voto, mas segundos depois, presenciamos enormes contrariedades do mesmo, como o caso do governo estar patrocinando a reunião mundial sobre biodiversidade (COP-8) a ser realizada em Curitiba e, ao mesmo tempo, permitindo e participando da construção de grandes usinas hidrelétricas com a falácia do discurso do apagão (o Paraná é o maior fornecedor de energia do Brasil). Assim, talvez, estamos por assistir à destruição de uma das maiores biodiversidades do Sul do Brasil, que é o nosso rio Tibagi e, o pior, com o aval do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Realmente não sei mais em quem confiar. Pense nisso e repasse essa informação, pois acho que estamos sendo feitos de idiotas.

MÁRIO LUÍS ORSI (biólogo) - Londrina


SOS humanidade

Ladrões de terno e gravata, filhos matando pais e vice-versa, violência e corrupção infindas, crianças tornando-se adultas antes do tempo. O que está acontecendo conosco? Com que princípios morais fomos criados para não tomarmos nenhuma atitude em face desta verdadeira inversão de valores? Por que estamos aceitando tudo com total passividade, como se fosse a coisa mais normal do mundo? Hoje quem encontra uma mala de dinheiro e devolve para o dono, além de ser tachado de bobo é destaque em comercial de televisão. Quem é politicamente correto é careta. A moda é levar vantagem em tudo, ser esperto. O que importa é o ter e não o ser. Quando eu estava na pré-adolescência, as pessoas tinham mais contato uma com as outras. A diversão da garotada era passar o dia brincando na rua, após ir à escola. Os jovens tinham um papel fundamental na sociedade: não aceitavam corrupção e aumento de preços abusivos. Lutavam ativamente por seus direitos. Hoje o que se vê são crianças vivendo num mundo extremamente virtual. As meninas de 12 anos não mais carregam bonecas nos braços, carregam filhos. Os jovens estão sem perspectiva nenhuma: encontram-se alienados, buscando refúgios nas drogas e repudiando as salas de aula. E o que aconteceu com os pais que, quando não são ausentes, são extremamente liberais não impondo limites às vontades dos filhos? Temos que voltar a ser gente o mais rápido possível. Temos que deixar de ser acomodados e reagir contra esta inversão de valores. Vamos dar um basta nisso tudo para que possamos resgatar nossa dignidade e a das gerações futuras.

FABIANO BEZERRA DE SOUZA (auxiliar administrativo) - Londrina


Golpe do teste

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná lamenta o infeliz título dado para a matéria ''Cuidado com o golpe do teste psicológico'' (Geral, pág. 7, dia 3/11). A chamada deu a impressão de que os testes psicológicos não passam de puro golpe, quando na verdade foram as empresas citadas que utilizaram um instrumental da psicologia sério e legítimo, de forma ilícita. Ressaltamos a importância dos testes psicológicos nos processos seletivos. Eles facilitam a escolha do indivíduo que melhor se adaptará ao trabalho e que, consequentemente, terá uma melhor qualidade de vida.

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO PARANÁ - CRP-08 -Curitiba

N.R.: Como deixa claro o título, o alerta foi feito em relação ao golpe.

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