CARTAS
Estatísticas
Há menos de duas décadas faltavam ocorrências aos programas sensacionalistas. Assim, o mesmo roubo ou homicídio eram exaustivamente reprisados. Nessa época, não tão distante, Londrina era referência de segurança e qualidade de vida. Considero as administrações corruptas e a mentalidade provinciana da nossa polícia os principais responsáveis pela multiplicação de programas do gênero, consequentemente, da violência. Londrina cresceu e os problemas de segurança também. Só não aumentou o empenho e a vontade das nossas autoridades em cobrar do governo do Estado uma política de segurança minimamente séria para a região. Estatísticas camuflam a logística empregada pelos bandidos que distribuem suas ações criminosas para cidades vizinhas. Portanto, há de se repensar nos números de homicídios em Londrina. O cidadão de bem, pagador de impostos, está farto de papel que não traduz a verdade. Só pedimos que Londrina seja tratada com respeito e volte a ser aquela cidade que comentava o mesmo crime durante muitos dias.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Grampo baiano
Com essa onda de telefones grampeados, estão se esquecendo de uma pessoa com vasto currículo nestes assuntos e que há pouco tempo fez um serviço quase perfeito na Bahia. Foi descoberto, mas como a impunidade campeia, não houve nenhuma punição. O neto está sentindo na pele o que os grampeados por seu avô sentiram.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
A saúde morreu
É revoltante, desumana e criminosa a situação da saúde no Brasil. Exemplo desta aterrorizante realidade foi sentida por pacientes que necessitaram dos hospitais de Londrina no Dia do Médico (18/10). O caos instalou-se em todos os hospitais, maior ainda do que o já existente no dia-a-dia. O Dia do Médico transformou-se no ''Dia do Doente Desamparado''. Com a greve dos médicos, a situação dos doentes de emergência, que chegavam com dores insuportáveis e não eram atendidos nem aliviados de seu sofrimento, assemelhava-se a cenas de filmes de guerra nos hospitais de campanha. Todos abandonados dentro dos hospitais à sua própria sorte e sofrimento. Acredito que muitos podem ter sido condenados à morte por essa greve imoral, que afetou somente os doentes que não são os culpados por seus baixos salários. Que os médicos lutem por seus direitos contra o governo ou contra os planos de saúde e nunca contra os doentes, que pagam muito de impostos e exageros por seus planos de saúde. Se os médicos não estiverem satisfeitos, que renunciem a seus contratos de trabalho e só atendam a clientes em suas clínicas particulares ou dancem de acordo com a música escolhida.
LEANDRO FRATIA (designer) - Londrina
'Juridiquês'
Gostaria de expressar meu imenso contentamento com a Campanha da Associação dos Magistrados Brasileiros visando a simplificação da linguagem jurídica. A iniciativa tem a finalidade de contribuir e muito para a maioria da população, que muitas vezes nem sabe o porquê do exercício do Direito. É bom ressaltar que no Brasil o número de analfabetos e miseráveis é exorbitante, resultante da precária estrutura do Estado em que a educação encontra-se em estado de alerta. Consequentemente, num país assim, em que a Constituição assegura direitos sociais e democráticos, os mais necessitados acabam deixando de exercê-los pela falta de instrução e conhecimento e, muitas vezes, quando clamam pela justiça acabam sendo inibidos pela lentidão ou pela tecnicidade jurídica. Por isso a necessidade de um Judiciário claro para todos. É papel de todos nós, operadores do Direito, promover a justiça, visando não apenas satisfazer dos benefícios que ela nos traz, mas exercer ações sociais, que visem o bem para a sociedade e para o país. Devemos ser não apenas os conhecedores da lei, mas os difusores do Direito.
WILLIAN OGUIDO OGAMA (estudante) - Londrina
E o patriotismo?
Que bom seria para o governo brasileiro se a Copa do Mundo acontecesse já em 2005. Em época de Copa, boa parte dos brasileiros fica míope e alienada aos problemas do país. Daí, ressurge entre as cinzas o patriotismo adormecido, o Brasil pára e reverencia a seleção brasileira de futebol. Mas a Copa do Mundo acontece de quatro em quatro anos e, enquanto não chega, cadê o patriotismo? Será que a pátria amada ainda encontra lugar no coração brasileiro? É preciso formar um time sinérgico e, partir para o ataque, dando o pontapé inicial para reverter o placar deste grande jogo Brasil x corrupção. Cada brasileiro deve exercer sua cidadania e fazer valer seus direitos. Como atacantes valentes, fazendo gol de placa e encontrando a vitória neste campeonato pela busca de um país mais digno e mais justo para todos. Precisamos ouvir os comentaristas deste jogo da política brasileira e não deixar embolar o meio-de-campo. Onde está a marcação? Precisa ser reforçada. Cadê os atacantes? O Brasil é formado por cada brasileiro, mas a bola não tem rolado para todos. Que tal agirmos como técnicos e opinar também no esquema tático do país? Desde da década de 30, o Brasil passou a ser reconhecido como o país do futebol. Somos pentacampeões mundiais, mas a política não mudou muita coisa: continuamos sendo um país de terceiro mundo. Convido todos os brasileiros a nos tornarmos juízes e, no dia das eleições, dar cartão vermelho aos colarinhos brancos que desonram nosso país. E entoarmos o coro mais belo das torcidas: ''Sou brasileiro com muito orgulho com muito amor''.
CRISTIANE MARIA DA SILVA LIMA (estudante) - Londrina





