CARTAS
Racista eu?
O que vocês fariam com um senhor de 70 e poucos anos, quase seu vizinho, que pega uma faca e atenta contra a vida de seu filho de 14 anos na sua frente? E que quando encontra o seu filho no ponto de ônibus do bairro, diz para ele que é indigno de pisar no mesmo lugar que ele porque seu filho é preto (macaco, vagabundo). Estes são os adjetivos usados por este ''senhor'' que se esconde atrás de sua velhice e de sua doença (faz hemodiálise). Mas fisicamente não é incapaz. Eu é que tenho de provar que meu filho não é delinquente. O que vocês fariam para proteger seu filho traumatizado? O senhor ''doente e velhinho'' persegue também outro menino vizinho porque, segundo ele, ''preto é tudo vagabundo e tem de morrer''! Estou passando por isto desde agosto com este nazista de 70 e tantos anos que determinou que não valemos nada por causa de nossa cor. Faz oito anos que ele determina a lei aqui na rua e que persegue os adolescentes e as crianças e, negro, ele acha que deve exterminar. Dou conselho ao meu filho e ao meu vizinho: ''O valor de uma pessoa não está na sua cor de pele, mas no seu caráter''.
JOSEFA CÉLIA DOS SANTOS (professora) - Londrina
Menos políticos
É só termos um pouco mais de paciência e acabaremos por assistir nossos políticos se digladiando na mídia. Será que não é chegada a hora de alguém falar em diminuir o número de deputados, senadores e vereadores? Diante de tantas acusações e provas, ainda assim não se tem motivos para punir ninguém? Temos em quem acreditar? Pobre geração que está por vir. O que irá restar-lhe? Menos políticos, menos ladrões, mais saúde, mais educação, mais segurança. Que tal um referendo para saber a opinião do povo? Será que eles (políticos) teriam coragem?
VALTER APARECIDO LANDGRAF (técnico comercial) - Cornélio Procópio
Desperdício
Conforme especialistas, a aftosa não causa nenhum mal ao ser humano. Nas regiões suspeitas estão jogando milhares de litros de leite em lavouras. Com a chuva, este leite está sendo escoado aos rios. Se for constatada mesmo a contaminação, o gado irá beber desta água e comer as pastagens da terra onde foi jogado leite. Enquanto isto, estes litros de leite poderiam ser industrializados e distribuídos gratuitamente aos carentes, amenizando a fome de milhares de crianças. Está faltando pulso aos nossos governantes que não têm autoridade nem autonomia para resolver um problema desta natureza devido às divergências políticas. O governo que custeie e indenize a industrialização do leite até chegar ao consumidor, com rótulos específicos para os devidos cuidados. Para o país que levantou a bandeira contra a fome e a miséria, é vergonha.
RUBENS VERPA (agricultor) - Londrina
Multas
Tenho acompanhado pela Folha o descontentamento de parte da população com a fiscalização de trânsito na cidade e com a suposta ''indústria da multa''. De um lado, a companhia que gerencia o trânsito defende que apenas cumpre a legislação multando os infratores. De outro, os cidadãos alegam que os fiscais escondem-se em pontos estratégicos apenas com o intuito de flagrar qualquer descuido do motorista, como verdadeiros ''caça-multas''. Com a municipalização do trânsito, a fiscalização é gerenciada pelo município que passa a receber a maior parte da arrecadação sobre as infrações. Em contrapartida, se responsabiliza pelos custos de fiscalização e sinalização viária, além da obrigação em campanhas de conscientização e educação de trânsito. O que vem ocorrendo com a maioria das cidades é que o custo de manutenção do sistema é muito alto. Além disso, de alguns anos para cá observou-se ligeira queda no número de infrações apesar de ainda continuar altíssimo para padrões internacionais. Com a gradual queda de arrecadação, os custos de manutenção e a folha de pagamento da equipe acabam engolindo praticamente todo o ''orçamento'' da autarquia que, para não trabalhar no ''vermelho'', precisa sim arrecadar mais. De onde vem a maior parte da receita? Portanto, os dois lados têm meias verdades. É necessário que o motorista se eduque mais para não cometer tantas infrações e que o órgão público repense sua função e invista mais em educação, mas com outra fonte de arrecadação, pois quem necessita da arrecadação de multas para manter sua estrutura nunca vai conseguir convencer a população de sua isenção.
LUIZ CARLOS SEGURA (empresário) - Cambé
Bueiro entupido
Na esquina da avenida Duque de Caxias com a rua Sergipe há um bueiro que não suporta a vazão de água nos momentos de chuva criando uma poça d'água muito grande. Presenciar riscos de acidente no local é fácil, pois a poça d'água cria para o motorista o fenômeno de aquaplanagem (a perda parcial do contato do automóvel com o chão). Comerciantes já colocaram nos dias que chove uma placa escrito: ''Cuidado com a piscina do Nedson''. Não podemos deixar que a Londrina perca seu status de uma boa cidade para se viver.
PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina
Pioneiros
Quero parabenizar a Folha de Londrina pela matéria sobre Feodor Talizin (Folha Cidades, 29/10). Na condição de filho do personagem reportado, eu e meus familiares, ficamos orgulhosos e agradecidos pelo jornal divulgar a verdadeira saga dos pioneiros londrinenses.
PAULO TALIZIN (médico)- Londrina





