Agressão brutal

É covarde e brutal a agressão do governo contra os assalariados e aposentados indefesos. O infeliz assalariado que recebe em folha, antes mesmo de botar a mão no seu mísero ganho, já é usurpado pelo governo que, a título de reter ''imposto de renda'' na fonte, toma do cidadão indefeso um percentual maior ou menor. É o cidadão pagando ao governo pelo direito de trabalhar! Porque renda isso não é, é produto de trabalho pessoal, físico ou intelectual que não existe sem a presença ativa do indivíduo, não rende sem a sua ação cotidiana, e que o governo desavergonhadamente abocanha, subtrai, indevidamente! Isso pode ser legal sim, até porque os políticos estão aí mesmo prontos para tudo menos para lutar pela defesa do direito a uma sobrevivência digna do cidadão que o elegeu. Mas é sobretudo indecente e imoral. E quanto aos aposentados? Vamos apenas a um exemplo: um cidadão, de mais de 80 anos, que pagou a Previdência Social por mais de 40 anos, está trabalhando. É fato. Conseguiu um desses empregos que não registra, não paga férias, mas ao menos paga algum salário ao indivíduo. E é bom que se esclareça: o cidadão trabalha porque, embora longevo e aposentado, o seu ganho não dá para a sua subsistência decente. É preciso complementar o provento e por isso trabalha. E sabem o que acontece com o seu ganho? Exatamente aquilo que foi dito acima. Antes de chegar às suas mãos, o tal valor nominal do salário ao qual faria jus, é mordido pelo governo em 11% para a Previdência (o trabalhador que já pagou durante 40 anos!) e mais um outro percentual (de 15 a 27%) a título de ''imposto de renda'' na fonte! É ou não é uma agressão brutal, covarde e amoral do governo contra o indefeso cidadão aposentado?
PEDRO PAULO HOSKEN NOLASCO (médico aposentado) - Londrina

Cadê a lei?

No dia 30/9 estava num shopping quando presenciei algo que tinha visto só em filmes. Um senhor de 80 e poucos anos teve uma parada cardiorespiratória. Peguei o telefone para chamar uma ambulância. Liguei ao Siate e, quando disse que era caso de infarto, mandaram ligar ao Samu. Quando falava com o pessoal do Samu, disseram que ia demorar para vir. Aí gritei dizendo que era uma pessoa infartada e poderia morrer. Dentro de alguns minutos, a ambulância chegou com dois atendentes sendo que um deles estava ligando ao médico (na ambulância não tinha médico). Quando perguntei onde estava o desfibrilador, disseram que não tinha. O que o Samu veio fazer, nós poderíamos ter feito com nosso carro, ou seja, levar o infartado ao hospital. O infartado está na UTI em coma, até hoje, por falta de primeiros socorros e pela demora até chegar no hospital. Pelo que sei nosso governador disse ter distribuído várias UTIs móveis no Paraná. Também sei que uma UTI deve ter oxigênio, respirador, monitor, desfibrilador e um paramédico, no mínimo. O que constatamos é que nosso governador nos mandou vários ''táxis de luxo'' pois só havia dois atendentes e a maca. No shopping não tinha equipamento nem pessoas para dar os primeiros atendimentos até a chegada da ambulância. Em Londrina já existe a lei (Lei Nº 8845 de 17 de julho de 2002) determinando que em lugares de grande concentração de pessoas existam aparelhos e pessoas capacitadas para dar o atendimento até a chegada do médico com a ambulância. Realmente as coisas não são como diz o governador e nem a Lei.
JULIO CESAR PUCCI (representante comercial) - Londrina

SOS Amazonas

O que estamos fazenda pelo amanhã? A realidade está aí para quem quiser enxergar: epidemias, furacões, tornados, terremotos e a maior estiagem dos últimos 60 anos na Amazônia. A maior floresta tropical do mundo sangra! A ação humana é capaz de mudar o clima e o cotidiano do mundo inteiro. Só não sabemos se o homem tem capacidade para reverter o que já está feito. O que dói mais nisso tudo é saber que os americanos estão mais preocupados com a Amazônia do que as próprias autoridades brasileiras. O governo aumentou muito as exportações, temos uma política econômica invejável, o melhor futebol do mundo, mas do que vale tudo isso para um país sem alma? A Amazônia é a alma do Brasil e seria uma tragédia se tirassem nossa alma. Se todos os brasileiros chorassem pela Amazônia, daria para encher novamente o rio Amazonas.
VANESSA TAVARES DA SILVA (servidora pública) - Ortigueira

Será o fim?

A revista Superinteressante de outubro traz uma matéria grande sobre o começo do fim. Diz que, por ocasião das grandes catástrofes, desde o tsunami até o furacão Katrina e novos maremotos no Oriente Médio, o fim do mundo está próximo. Para se fazer uma análise sobre o fim dos tempos vai muito mais além do que estudar os fenômenos naturais. O que tem sido feito para melhorar as condições climáticas do globo terrestre? Qual tem sido a preocupação dos governantes mundiais, da ONU, das tantas Ongs existentes e do Green Peace? Preocupa-se muito e age-se pouco. A matéria diz que no último século a temperatura média do planeta subiu 0,7ºC e que nos próximos 100 anos prevê-se que aumentará ente 1,4ºC e 5,8ºC. Se foi necessário tantas catástrofes para se pesquisar o superaquecimento do planeta por que então a ONU e os cientistas não apresentam a solução para que nos próximos anos possamos contribuir com a mãe natureza e quem sabe ela nos dê uma trégua? A solução, segundo a Superinteressante, está tão distante de nós que parece até mesmo impossível acreditar em uma solução prática para o problema. Onde vamos parar com tudo isto? Será preciso mais e mais catástrofes para que algo seja realmente feito?
JOÃO HENRIQUE RIBEIRO MARÇAL (estudante) - Londrina

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