CARTAS
Recado
Para quem sabe ler, um pingo é letra. Este adágio ganhou estrada, revelando-se verdade insofismável. O recado extraído das urnas por ocasião do referendo realizado no dia 23/10 revela ao povo brasileiro, com todas as letras e pingos, que o governo Lula sofrerá, com certeza, solução de continuidade. Afinal, o não manifestado e com expressiva maioria teve como endereço o presidente Lula e a ideologia esquerdo-comunista que ele abraçou. O resultado das próximas eleições presidenciais não será diferente, a não ser que ocorra um milagre, manifestação que o clero progressista, setores das igrejas evangélicas e a Rede Globo não conseguiram.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix (PR)
Desamparo
Crianças matriculadas em creches municipais ficam completamente desamparadas por lei aos sábados. A grande maioria das mães dessas crianças trabalham também aos sábados como quase toda população e são obrigadas a deixar seus filhos em casa, muitos até trancados ou soltos na rua, abandonados ''a sua própria sorte ou azar''. Com tantos crimes, drogas, estas crianças tornam-se presas fáceis de marginais, estupradores e traficantes que se aproveitam de suas inocências. Em outros casos, as mães são obrigadas a deixar os filhos com parentes em outros distritos ou sítios e visitá-los somente aos domingos para evitar abandoná-los sozinhos aos sábados, quando ela trabalha e a creche do filho está fechada, causando com esta separação, muitos traumas e desajustes familiares. Acredito que a prefeitura deva rever esta triste situação de tantas crianças e mães londrinenses e que tenha um mínimo de sensibilidade e contrate uns poucos funcionários para que as creches não continuem sem finalidade aos sábados. Afinal nas altas taxas de IPTU que todos pagamos, já estão incluídos esses atendimentos assistenciais que, com pouco dinheiro e boa vontade, poderiam facilmente ser resolvidos.
MARIA DE LOURDES TAMAGNINI (comerciária) - Londrina
Cemitério
Repudio a carta de sr. Maurício Martins, publicada domingo na Folha de Londrina. Concordo que há fezes de pombos e sujeira no Cemitério São Paulo, pois até nós (funcionários) convivemos com isto. A administração do cemitério está solucionando este problema com a revitalização arbórea do São Pedro, substituindo 270 ciprestes por novas árvores e reduzindo a sujeira. Não posso aceitar calado as mentiras citadas neste espaço. Todos os dias úteis o caminhão coleta o lixo que é depositado juntamente com os caixões e não fica espalhado pelo passeio como ele relatou. Quanto à pracinha da entrada, que ele disse ser um reduto de desocupados, é o local onde ficam pessoas de boa índole que se conhecem há muito anos e são conhecidos dos usuários e visitantes do cemitério. Todas as segundas-feiras tem um grupo de senhoras que usa a praça para momentos de oração. Seriam elas desocupadas como o sr. Maurício citou? Gostaria de dizer que os funcionários do Cemitério São Pedro usam uniforme e crachá de identificação. Prestamos aos familiares e visitantes um serviço digno de respeito e confiança. Portanto, não aceito que uma pessoa que usa de má-fé para prejudicar a atual administração, denigra a mim e meus companheiros de trabalho. Sugiro ao sr. Maurício que faça uma visita real ao São Pedro e acompanhe um dia do nosso trabalho, assim poderá ver pessoalmente se trabalhamos ou não.
SEBASTIÃO APARECIDO DE ALMEIDA (servidor público municipal) - Londrina
Língua portuguesa
''És, a um só tempo, esplendor e sepultura'', disse o poeta parnasiano Olavo Bilac, ''da última flor do Lácio, inculta e bela, a nossa língua portuguesa''. Assim como Bilac, outros ilustres lusófonos declararam seu amor à língua-mãe. Temos como exemplo disso, Clarice Lispector: ''Fiz da língua portuguesa a minha vida interior''; e Fernando Pessoa: ''Minha pátria é minha língua''. Português é uma língua românica, neolatina, derivada do romanço, o dialeto da Península Ibérica depois da dominação de Roma. Português é o idioma oficial de sete países: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau. O Brasil tem o maior contingente de falantes de língua portuguesa, e o menor grupo de falantes pertence a São Tomé e Príncipe. A língua de Camões não tem evoluído. O idioma que falamos atualmente é mais ou menos o mesmo que falávamos no século passado. A não ser alguns estrangeirismos impostos pelas necessidades comerciais e pela tecnologia, nada mais foi incorporado ao nosso patrimônio verbal. Quem fala, faz a língua. Por isso, é tão necessário criar neologismos capazes de restabelecer o vigor linguístico. A língua materna deveria ser cultivada como um patrimônio nacional: seus falantes e escritores deveriam dar a ela maior valorização. Conquanto o Português esteja cheio de regras estrambóticas e venha sofrendo uma gradual deterioração, faço minhas as palavras de Olavo Bilac: ''Amo-te, ó rude e doloroso idioma''.
ANA CAROLINA FREITAS PINÉA (estudante) - Jataizinho
Correção
- A matéria sobre prevenção do câncer de próstata anunciada ontem na primeira página está sendo publicada hoje na página 2 da Folha Cidades.
- O responsável pela coluna 'Folha Justiça', publicada às quintas-feiras, é o jornalista Guilherme Vieira. Para encaminhar material para a coluna envie e-mail para o endereço [email protected].





