Paz distante

Sou apenas uma voz somada aos poucos mais de 30 milhões de brasileiros que esperavam uma nova página na história deste país. Porém, isto só foi um sonho. Quando acordei, percebi que a esperança de mundo de paz tinha ficado mais difícil. Se hoje existem no Brasil aproximadamente 7 milhões de armas registradas, podemos crer que este número irá se multiplicar sabe lá Deus por quanto. O slogan é este: ''Vamos nos armar até os dentes''. Vamos nos defender comprando uma arma de fogo, isto porque o bandido terá a dele. Quando ele entrar em sua casa, ofereça um cafezinho para dar tempo de você se dirigir até o seu quarto e apanhar o seu revólver. E, aí sim, você pode fazer um duelo com ele. Um país onde se mata por coisas banais com que direito, pergunto aos que foram contra o desarmamento, podemos reclamar do assassinato de um filho? Gritar por paz? Quando com tudo isto estava ao nosso alcance e em nossas mãos? Se não temos uma arma de fogo em casa, para que dar direito aos outros?

JOSÉ PEREIRA DE SOUZA (auxiliar de escritório) - Perobal (PR)


Gasto à toa

Com o julgamento popular no referendo, certamente o governo deve ter concluído que as coisas não andam como ele teria imaginado. Na verdade, existiu uma gastança desnecessária, sem planejamento, sem motivo que justificasse, já que a questão de segurança interna cabe aos estados e não ao governo federal. A este cabe a segurança externa. Contudo, com essa gastança desnecessária, mais a infindável arrecadação de impostos gerados por todos os meios, inclusive a famigerada CPMF, os estados poderiam muito bem atender adquadamente a segurança interna da população. O dia que existir segurança como deve ser, certamente não teremos mais bandidos, ladrões e marginais. E não existindo criminosos, não haverá necessidade de desarmamento. O povo precisa de trabalho, escola, estrada, saúde, segurança, etc., e não de referendo. Gostaria que se fizesse um referendo para que o povão votasse sim ou não contra a bandidagem que está ocorrendo em Brasília e se tais políticos deveriam continuar lá ou cair fora.

ERCILIO RODRIGUES DE PAULA (advogado) - Figueira


Incoerência

Conforme reportagem ''Fora de Padrão'' (Folha Cidades, 15/10), o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) inutilizou cerca de 30 mil produtos irregulares apreendidos em Curitiba e municípios vizinhos. As mercadorias foram destruídas com um rolo compressor (brinquedos, dispositivos elétricos, lâmpadas, tomadas, capacetes, embalagens plásticas, mangueiras para gás e outros). Não sou contra estas apreensões. Sou contra o rolo compressor, pois milhares de pessoas poderiam utilizar esses produtos ou então poderia se doar a quem não tem condições de adquiri-los. As fábricas dessas mercadorias têm alvará e licença para fabricá-las. Se as mercadorias não são aproveitáveis para uns, para outros são. No caso do tabaco (cigarros), por que os fiscais não apreendem ou fecham as indústrias?

RUBENS VERPA (agricultor) - Londrina

Ayrton Senna

Afinal, a Avenida Ayrton Senna será concluída ou não? Ou será que estão deixando para as vésperas das próximas eleições?

ANTONIO FIORINI MASSARO (técnico em contabilidade) - Londrina


Cemitério

Em resposta carta do sr. Maurício Martins, de São Paulo, publicada domingo último na Folha de Londrina, sobre o Cemitério São Pedro, gostaria de destacar que frequento regularmente o cemitério (tenho pai, filho, primos, tio e avós pioneiros enterrados lá) e sou testemunha do que está sendo realizado no sentido de limpeza e manutenção do local. Com relação aos pombos, eles não são apenas um problema nos cemitérios, mas na cidade de Londrina e em São Paulo também. É inaceitável que uma pessoa se preste a publicar uma carta aberta e estar tão desinformada, pois a imprensa já divulgara a revitalização do Cemitério São Pedro para diminuir a população de pombos. E quanto às pessoas que ficam na praça do cemitério, gostaria de lembrar ao sr. Maurício que são trabalhadores (pedreiros que fazem serviços no cemitério) e não desocupados como foi sugerido.

ADRIANA DA SILVA VANSO CASTILHO (técnica em gestão pública) - Londrina


Piadas

Em meio a tantos acontecimentos tristes no país, seguem algumas piadas londrinenses. Capacidade administrativa da Prefeitura e da Câmara. Qualidade de ensino de algumas ''universidades'' particulares. CMTU. Sema. Conservação das praças e vales. Água do Igapó. Qualidade do asfalto e buracos históricos. Segurança. Sincronização dos sinaleiros. Limpeza do centro. Urbanização do Igapó 2. Taxa do IPTU. Rapidez de atendimento na saúde pública. Carnaval londrinense. LEC. PT londrinense. Políticos do PP. Política social. Interrupções da energia elétrica (é só ameaçar chuva). Taxa da água da Sanepar. Algumas igrejas evangélicas. Honestidade dos desmanches (roubautos). Oferta de empregos. Parque industrial. Programação da TV local. Controle de árvores embaixo de fios. Secretaria de Cultura. Verbas municipais destinadas às creches e asilos. Locais turísticos. Preço dos hotéis. Honestidade dos nossos políticos. Combate à prostituição. Utilização do bosque. Calçadão à noite. Administração do trânsito. Indústria de multas. Esse repertório de piadas é muito maior e, com certeza, você conhece muitas outras a serem acrescentadas.

ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina

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