Vitória do não

Prevaleceu o bom senso. O povo não podia se deixar levar pela falsa idéia do ''desarmar é a solução''. O governo, os nossos deputados e senadores (com exceções é claro) tiveram a resposta que mereciam. Temos a consciência tranquila e a certeza de que nossa vida se não se tornará mais segura. Pelo menos não ficamos entregues à própria sorte. Vamos tratar agora de fazer o nosso ''referendo'' em outubro de 2006, expurgando da nossa representação esses pulhas que faturam alto, moram de graça, viajam de graça e nada fazem além de defender interesses próprios ou de grupos. Esses vendilhões da pátria que também se dão ao luxo de criar o ''mensalinho'' nos próprios gabinetes. Ah, eles vão ter a resposta que merecem. O povo os rejeitará fazendo a justiça que merece e se armará levando ao poder gente que é gente, longe dessa sujeira que determinados facínoras criaram e que estamos pagando caro. Vamos preparar um outro não para essa corja que ainda tenta por todos os meios (ilícitos) provar sua inocência e que nada têm a ver com essa vergonheira nacional. Vamos bani-los do seio da nossa sociedade política para o nosso bem-estar.

LUIZ CARLOS NAIME (empresário) - Capanema


Direito mantido

No último domingo aconteceu no Brasil a terceira consulta popular da história de nossa nação. O resultado, todos já sabemos: o não ganhou. O povo escolheu que o comércio de armas de fogo e munição não deve ser proibido. Mas, o que realmente quero destacar aqui não tem nada a ver com armas de fogo, segurança pública ou acidentes domésticos: quero falar do direito a ter direito. Nossa Constituição Federal fala do nosso direito à vida, e também da nossa dignidade. Como dizia um de meus mestres, um ''Princípio Basilar de Direito'', ou seja, uma das bases de nosso direito. E, de repente, sem mais nem menos, alguém tem a feliz idéia de nos tirar um direito. Hoje, nos tentaram tirar o direito de adquirir armas de fogo e munição; amanhã, que outro direito nos tentarão tirar? Caso o sim vencesse, estaria aberta a porta para que outros direitos básicos que temos, como o de ir e vir, nos fossem também tirados. Acredito que a grande importância deste referendo não foi a questão do armamento, e sim mostrar às autoridades que o povo não pretende aceitar que se soneguem os seus direitos, sejam eles quais são.

EMERSON COSTA LEMES (contador) - Londrina


Basta de engodo

A impunidade concretizada com a absolvição dos deputados estaduais em Rondônia é um indicativo de que a nossa democracia é relativa. Na verdade, estamos numa ditadura da canalhice política onde os que detêm o poder se locupletam com o dinheiro público, praticam todo o tipo de maracutaia e permanecem acima da lei. Nosso presidente é o retrato da incompetência: ausente, não governa, viaja mais a turismo do que a serviço. Já está falando em reeleição e ''mostrar os seus feitos''. Que realizações ele pode mostrar? Educação, saúde, estradas e segurança abandonados e sem investimento, uma das maiores cargas tributárias do mundo, os juros mais altos do planeta, a perversa concentração de renda se acentuando e piorando a convivência social e o país se afundando cada vez mais na lama da corrupção. Basta, a nação não merece esse engodo e não aguenta mais quatro anos sob o comando de Lula e do PT. Vamos, desde já, recusar essa proposta manifestando-nos nas mais variadas formas e demonstrando toda a nossa insatisfação com esses incapazes que governam o país.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina


Previsões

Em um programa de TV, algumas semanas atrás, uma vidente fez previsões catastróficas para Londrina. Afirmava a vidente que nossa cidade seria assolada por uma grande tragédia. Ledo engano da bruxa que errou no tempo e na quantidade. Para os desavisados, Londrina já sofreu duas grandes tragédias. A primeira foi a soma dos três mandatos do ex-prefeito Belinati, o nosso Maluf. E a segunda também veio em número de três administrações petistas. Qualquer outra cidade do país teria sucumbido a essas tragédias que superam qualquer Katrina ou Tsunami.

NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante) - Londrina


Recompensa?

Em 1985 fui admitida num hospital de grande porte em Londrina. Trabalhar naquela instituição era um privilégio e quem conseguia entrar lá tinha motivos para se orgulhar, pois se tratava de um dos melhores hospitais do Brasil. O País passava por grandes mudanças e a instituição também. Veio a primeira crise e em nome da moralização das igrejas, toda a diretoria da época caiu com suspeitas de corrupção. A partir daí, o hospital nunca mais foi o mesmo. Em disputa pelo poder, as igrejas que mantinham o hospital entraram em desacordo e ele (hospital) ficou doente. Trabalhei em vários setores da área administrativa, fui auxiliar de escritório, escriturária e agente administrativa, entre outros. Durante esses anos 20, sobrevivi a quatro trocas de diretorias, crises, atrasos no pagamento dos salários, 13º parcelado, mas resisti firme e sempre acreditando na empresa. No dia 8 de agosto deste ano, tive a recompensa por essa dedicação: fui demitida faltando apenas três anos para minha aposentadoria. Em retribuição a minha dedicação e lealdade, fui convidada a fazer um acordo onde receberei o FGTS em 11 suaves parcelas a partir de novembro. Agradeço tudo o que fizeram por mim e digo aos colegas que ainda estão na ativa: fiquem tranquilos porque todos serão recompensados como fui.

MARIA JOSÉ SANTIAGO DIÓRIO (agente administrativo) - Londrina

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