Voto não

Ainda conservo a convicção de que o homem, em determinada circunstância, sem uma arma é um homem nu. Vem-me à mente uma propaganda a respeito da arma fabricada pela ''Colt'', que no velho oeste, quando Sam Colt passou a produzir essas armas (revólveres principalmente) para vendê-las tinha como eslogam: ''Deus fez os homens desiguais, mas a Colt os igualou''. Tenho para mim que os políticos brasileiros querem desigualar os homens, deixando aqueles que se julgam civilizados à mercê daqueles menos favorecidos pela sorte que têm o assalto como forma de obter seus ganhos para seu sustento e até mesmo para os desejados bens supérfluos. No Brasil, segundo a revista Veja, ocorrem em torno de 29 mortes por 100 mil habitantes, contra 0,6 no Japão, onde a produção e venda de armas é proibida. Na Suíça, onde os reservistas do Exército têm armas de fogo, o índice é de um homicídio por 100 mil habitantes. Isso demonstra que a questão não está diretamente ligada à existência de uma arma de fogo em poder do cidadão comum. Está, sim, no atraso cultural e na desigualdade social.

JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA (advogado) - Londrina


Real interesse

Nessas últimas semanas estamos sendo bombardeados por informações a respeito do referendo. Nenhum argumento que realmente fizesse sentido (no sentido amplo, completo e irrestrito da palavra) tinha se encaixado em minha cabeça. Não porque minha cabeça não queria compreender os fatos, mas sim porque existia uma grande e enorme peça do quebra-cabeça faltando. Ninguém tendo arma registrada será obrigado a devolvê-la, inclusive quem quiser ter uma arma vai precisar importá-la e registrá-la devidamente no órgão competente. Se a proibição for referendada, o Brasil não poderá vender sua produção de armas de fogo para os Estados Unidos porque a comercialização de armas de fogo e munição será proibida. A indústria americana agradece. Decidam! E façam a opção conscientemente e não como gado guiado pela mídia comprada por interesses menores para distraí-lo dos verdadeiros interesses em jogo.

LUIZ SEBASTIÃO GOMES (Policial Militar) - Rolândia


Melhor caminho

O dia do referendo está perto mas o entendimento continua distante. E vai continuar assim, mesmo após a votação. Eu, por exemplo, sou contrário às armas. Nunca as tive nem penso em adquiri-las por achar desnecessário. No entanto, devo respeitar o direito daqueles que delas necessitam para sua segurança. Por isso, o melhor caminho é dificultar a aquisição e porte. A proibição total é a direção para a ilegalidade e seus efeitos nocivos, maiores que seus possíveis benefícios.

MARIO MENEZES (aposentado) - Londrina


Reflexão

Existem coisas sobre o Estatuto do Desarmamento que ninguém falou. Os parlamentares, por exemplo, poderão ter armas para defender sua integridade e de sua família. Será que a família deles é melhor que a nossa? A compra de armas e munições importadas é livre. Alguém sabe quais são os países que mais vendem armas no mundo? E quando chegar a hora de armar a polícia e as Forças Armadas como vai ser? Agora teremos que pagar armas e munições importadas para que nos defendam? Quanto isto irá custar para nós? Por que ao invés de gastar uma fortuna para fazer este referendo (R$ 274 milhões, de acordo com este jornal) eles não investem em educação e saúde ou no combate à febre aftosa que pode causar um impacto gigantesco em nossa economia? Não vamos nos iludir quando formos às urnas neste domingo e no ano que vem: vamos refletir melhor nossos votos para que não haja arrependimento posterior.

ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (bacharel em Ciência do Esporte) - Londrina


Armas

Quem compra armas? Com certeza, o cidadão que resolveu de vez as necessidades básicas como comer, vestir, moradia, carro, previdência, ensino privado. Não é o caso da criatura comum que todos os dias aumenta água no feijão para esticar a mistura da semana. Ao invés de dilapidar nosso dinheiro com onze minutos de explícita estupidez via vídeo, os atores em cena devem ter o dever de pedir um envolvimento maior para mudar as estruturas vigentes.

JUAN FERNANDO BILBAO LA VIEJA (consultor comercial) - Londrina


Remédios

A respeito da matéria ''Pacientes sofrem em busca de medicamentos'', publicada na edição de ontem da Folha de Londrina, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece que procedimentos como o recadastramento periódico solicitado para os pacientes e a auditoria realizada por médicos especializados, são de extrema importância para o bom uso do dinheiro público, pois é o mecanismo de defesa do Estado para que pessoas mal-intencionadas não tenham maneiras de utilizar esses remédios para fins que não sejam a cura de suas doenças, tal qual já ocorreu no Rio Grande do Sul. Além disso, a Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar) segue protocolos clínicos do Ministério da Saúde que listam os medicamentos disponíveis para o serviço público. Vale ressaltar que alguns dos medicamentos que são solicitados judicialmente, como relatado pela reportagem, sequer tem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que significa que sua eficácia nem é reconhecida em nosso País. O que pode, até, acarretar problemas na saúde do próprio paciente.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE - Curitiba

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