Votar sim?

Para proteger as pessoas? Para vivermos numa sociedade sem violência? Para alcançarmos a paz? Desde que o homem se entende por gente ele se protege das agressões alheias. Antes isso vinha dos clãs, conflitos entre famílias. Até que com o individualismo, hoje devemos nos proteger. Isso não deveria ser assim. Vivemos numa sociedade onde temos no Estado nosso protetor. Isso acontece? Vivemos protegidos? Estamos em paz? Os criminosos são presos? A Justiça anda como deveria? Não sou a favor de todos terem uma arma, só acho que não vivemos numa sociedade em que o ''desarmamento'' seja a solução.

ALEXANDRE GUIMARÃES MELATTI (estudante) - Londrina


Professor

Quem comemorou a data alusiva ao professor? Certamente aqueles que estão fora de sala de aula, aqueles que estão dentro de algum gabinete ou sala confortável com ar-condicionado e numa macia cadeira giratória, com salário polpudo para nos oprimir e nos chamar de incompetentes, dizer que temos que nos reciclar como se fôssemos garrafas e papelões velhos. Outros ganham para ministrar cursos longos e enfadonhos em que o objetivo maior é nos atacar e ignorar o problema maior do Brasil: o problema social. O professor tem em sala de aula alunos com facilidade de aprendizagem, outros com maior dificuldade, mas tem também alunos desmotivados e problemáticos que tornam difícil o trabalho do professor. Seria preciso que as escolas recebessem mais verbas e os professores fossem melhor remunerados. Mas salário? Esquece. Faz muito tempo que não sabemos o que é reposição salarial. Cursos? Nos sábados. Conselho de classe? Nos sábados. Trabalho estafante? Bem, quem mandou ser professor? Respondo: para tentar mudar nosso país e transformá-lo em um país mais justo através da educação.

ELIAS FRANCISCO DO PRADO (professor) - Figueira


Aborto

Na surdina, como costuma acontecer quando se despreza a opinião do povo - cuja maioria, 97% segundo os recentes dados do Ibope, é contrária ao aborto - será votada na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei nº 1135/91 para a legalização definitiva da ''interrupção da gravidez'' no Brasil, da gestação até às vésperas do nascimento. Na surdina? Agora não se fala em outra coisa a não ser no referendo. Por ''mera coincidência'', enquanto os brasileiros decidem sobre a comercialização das armas de fogo, decidir-se-á, sem participação do povo, a respeito do ''direito'' das mães confusas escolherem a morte dos seus bebês, mesmo um segundo antes de saírem de seus ventres. Convido os leitores a manifestar o seu repúdio telefonando, enviando e-mails ou fax à Câmara.

JULIO CESAR LEMOS (advogado) - Londrina


Motorista

Na iminência de ter minha habilitação em mãos, tenho me preocupado com as diversas manifestações dos motoristas londrinenses irritados com indústria da multa e a conduta da nossa Polícia Militar em bloqueios. Também tenho observado que a corporação não se manifesta, apenas cala-se, e como diz o ditado ''quem cala consente'', ficamos assim simplesmente com a versão dos condutores. Como futura motorista, preocupo-me com o silêncio das autoridades e, como acadêmica de direito, causa-me estranheza a opção que a Polícia Militar escolhe para enfrentar as divergências.

NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante) - Londrina


Aftosa

Devemos aprender com o governo americano que tem um mal muito pior que o nosso (a vaca louca) e eles conseguem exportar carne para o mundo todo. Ora todos sabem o que fazer, principalmente as autoridades sanitárias brasileiras. Mas sempre tem um trapalhão no meio de tudo. Primeiro o governo. O presidente Lula dizer que a culpa é do proprietário, eximindo-se de qualquer culpabilidade? Qualquer leigo que morou no sítio sabe que febre aftosa entra numa área de vacinação por duas vertentes principais: a primeira, o dono não vacinou seu gado; segundo, seu gado vacinado, com a chegada de novos rebanhos. Medida simples de conserto foi tomada pelo Ministério da Agricultura: isolou a região, exterminou o foco e limpou a área. O Brasil deveria seguir o exemplo do Paraná que abriu sua fronteira para entrada de carnes do Mato Grosso do Sul, ressalvando somente a área afetada. O Paraná mostra maturidade de enfrentar a crise dissipando-a. Um exemplo a ser seguido até pela imprensa. No caso, o proprietário tem culpa? Tomadas as medidas urgentes necessárias, deixem os técnicos fazerem seu trabalho investigativo. Em caso de culpa ou não, existe legislação específica. Crucificar, jamais.

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá


Sinalização

Tomamos conhecimento da constatação feita pelo professor Rubens Ferreira Dias Junior referente à sinalização da BR-369 no segmento compreendido entre a Via Expressa e a Avenida Rio Branco, entendendo pela procedência da mesma. Informamos que buscaremos contato com o órgão competente da Prefeitura de Londrina para, conjuntamente, solucionarmos a questão.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA ECONORTE - Londrina

Correção

- O presidente da República responsável pelo início da abertura democrática foi Ernesto Geisel, e não Emílio Garrastazu Médici, como afirmou reportagens das páginas 3 e 4 do último domingo (Primeiro Caderno). Geisel - cujo ministro do Exército era Sílvio Frota comandou o País de 1974 a março de 1979.

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