Voz ao povo
Não importa muito o resultado das urnas na pergunta sobre a proibição do comércio de armas e munições. O que realmente importa, principalmente em época de grande turbulência política, é que o governo está dando voz ao povo. É uma prática antiga nos governos. Lembro de ter lido que um antigo governador de nome Pilatos agiu da mesma forma para decidir uma grande questão, não sei por que, parece que depois lavou as mãos (questão de higiene?). De lá para cá passou-se algum tempo, mas o povo volta a ter voz. Tomara que continue, que haja mais referendos: da CPMF, dos pedágios, do... Espera aí! Este (o da proibição) está mais com cara de plebiscito! É sim ou não à pergunta imposta.
LUIZ GONZAGA FERREIRA DA SILVA (técnico administrativo) - Londrina

Que vergonha!
É muito triste chegar ao ponto de sentir vergonha de ser brasileiro. Jornais, revistas, rádios e TVs, noticiam sem parar corrupção política de todas as formas possíveis e imaginárias, sempre assaltando o bolso do povo, que paga com seu suor e sofrimento a maior carga tributária do mundo. Que tipo de incentivo para pagar corretamente seus impostos, terá uma população que sabe que a maior parte desse dinheiro arrecadado vai parar no bolso de políticos, partidos e empresários criminosos que tornaram nossas instituições verdadeiras quadrilhas? Até quando seremos obrigados a sustentar essa corja de sanguessugas? Já que nossa Justiça não tem competência suficiente para punir e acabar com tanta podridão, talvez um governo militar seja o mais indicado para reverter esse vergonhoso quadro nacional que está conseguindo roubar até nosso patriotismo e nosso orgulho de ser brasileiro.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina

Corrupção
Um povo civilizado necessita de educação, cultura, saúde, emprego e salário e não de armas. O maior problema do Brasil é a cultura da corrupção política que sangra os tributos pagos pelo povo. Troca-se governo e nada muda a não ser o preço (no governo FHC: 200 mil para reeleição; e no governo Lula: 30 mil do mensalão). Precisamos mudar a cultura de corrupção afastando da vida pública os políticos que saqueiam os cofres públicos. O desarmamento é mero pano de fundo para desvio de foco do problema principal: a corrupção.
ANTONIO CAIBAS DA SILVA (contabilista) - Assis Chateaubriand (PR)

Desarmamento
Difícil ser tão objetivo e claro com as palavras como foi Sidney Girotto, médico em Londrina, quando na edição do último dia 12 da Folha de Londrina, em tom de desabafo, fez suas, as opiniões dos cidadãos que são contra o desarmamento. É isso mesmo dr. Girotto, chega de hipocrisia barata, chega dessa masturbação sociológica de que devemos poupar vidas com o desarmamento da população. O próprio ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, já afirmou de forma incisiva que o desarmamento não tem a pretensão de desarmar os bandidos e sim acabar com aquele crime de momento, com o crime de ocasião. Então, sr. ministro, podemos entender que, em sendo aprovado o desarmamento, quem tem dinheiro para contratar seguranças armados ficará protegido? E o resto da população? Esta resposta darei, junto com dr. Girotto no dia 23, votando no ''não''.
MILTON CARLOS CINQUE (servidor público estadual) - Londrina

Gasto à toa
Temos embaixadas e consulados em todo o mundo com técnicos nos mais variados setores. Por que quando aparece uma irregularidade, cancelamento da compra de carne brasileira, prisão de imigrantes ilegais, assassinato de brasileiros e assuntos, às vezes simples, não são resolvidos pelos integrantes das embaixadas? Sempre que ocorrem fatos, às vezes irrelevantes, são deslocados do Brasil com custos elevados, parlamentares, policiais, funcionários de alguns ministérios para apanhar um simples relatório. O pessoal das embaixadas e consulados não seria confiável e competente para levar esses afazeres a contento? Ou estaria havendo uma revoada turística à custa de nossas surradas costas?
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina

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