Onde vão as CPIs?
As CPIs não têm passado de um simulacro. Não se pode prescindir delas. No entanto, o apelo a estas formas desorienta mais que esclarece. O resultado sempre é a perdição do povo, até mesmo, de seu orgulho. São sempre cenas de hipocrisia o que a televisão mostra, porque nunca se chega a um veredicto. Parece o jogo de empurra daquele ''Anás desorientado, remetendo Jesus a Caifás''. Até entendemos, Jesus era um inocente. Então o que acontece nas CPIs do Brasil? A astúcia de uns poucos sugere a acusação, existem descaradas confissões dos réus políticos e, ainda assim, são remetidos a outros, como fez Pilatos: ''Tomai-o e julgai-o segundo a vossa Lei''. O que vemos é que em cada CPI o libelo se troca para que não haja ameaça à segurança dos corruptos e marginais que se escondem nas instituições nacionais, para que não haja desestabilidade da conquista de um partido político. Deve ser salva a caminhada de um homem que se tornou presidente às custas da fé de um povo que hoje é vítima indefesa por sua boa-fé. É evidente a reconciliação dos tiranos-políticos sobre os despojos do povo brasileiro. Como procedem as CPIs? Não se comprometem os que as fazem, lavam as mãos, são ilustres e conhecidos personagens do servilismo. Corrompidos pelas facções políticas, pela perversão moral, pelos demagogos e pelos governos. A inconsistência das CPIs levará, antes que o ''sol da justiça'' apareça, à condenação de nossa democracia. Ela está sendo crucificada, inocente, lentamente, como foi Jesus, cada vez que uma CPI sofisma, recua, abdica, tergiversa. E quem acredita salvar-se, lavando as mãos, por medo, paixão partidária, subserviência, interpretação restritiva, interesse pessoal, como quer que possamos chamar, não escapará, porque não há salvação para os pusilânimes.
ROSIMEIRE ASUNÇÃO ZAMBOLIN (armazenista) - Alvorada do Sul

Adolescentes
Programas de televisão de baixa qualidade existem muitos hoje em dia, mas também existem aqueles que superam a nossa expectativa e, que além de informar, conseguem tratar de assuntos atuais e tão difíceis, como é o caso das drogas entre os adolescentes, com delicadeza e sensibilidade. Neste caso, merecem os elogios para que outros iguais a este cheguem até nós. Refiro-me ao Globo Repórter exibido na última sexta-feira, onde pais e filhos que tiveram a oportunidade de ver sabem do que estou falando. Aqueles que, infelizmente, não viram perderam uma oportunidade de ficar bem informados sobre um problema que se torna cada vez mais grave em nossa sociedade.
NILSEIA ALVES SCARAMAL (empresária) - Sertanópolis

Desarmar corruptos
Não precisaríamos de leis proibindo a comercialização e porte de armas, se entendêssemos e praticássemos pelo menos 50% dos ensinamentos contidos no maior código de moral e ética existente, e ao alcance de todos, o Evangelho, seja qual for a religião que professemos. Que o Congresso se preocupe, também, com a eliminação de uma arma, talvez, tão mortífera quanto às de fogo: a corrupção. Que nós, eleitores, desarmemos os políticos corruptos tirando-lhes o mandato.
VALCIR JOSÉ MARTINS (administrador) - Maringá

Terrorismo
Quantas pessoas morrem por ano em filas de hospitais por falta de atendimento e remédios? Quantas pessoas morrem anualmente assassinadas por falta de segurança, por maus policiais? Quantas pessoas morrem todo ano de fome, por falta de emprego, por falta de oportunidades? Por que as pequenas e médias empresas estão fechando as portas? Por não aguentarem mais as cargas tributárias, aliás, uma das maiores do mundo. E sabem por que tudo isso vem acontecendo no Brasil? Porque todo o dinheiro arrecadado dos impostos que pagamos fica nas mãos destes terroristas, que são os políticos brasileiros. Estes matam mais do que todos os atentados do mundo, são uns verdadeiros assassinos.
WILSON ROBERTO CARMAGNANI (gestor empresarial) - Londrina

Engodo caro
Há um ano a Austrália baixou lei obrigando todos os cidadãos a entregarem as armas: mais de meio milhão de armas foram destruídas a um custo de meio bilhão de dólares. Bem, e os resultados? De acordo com as autoridades australianas, os homicídios subiram 3,2%, as agressões 8,6% e os assaltos à mão armada, 44%. Houve também dramático aumento de invasões a propriedades e agressões a idosos. O governo da Austrália, em outras palavras, não sabe onde enfiar a cara. E a Austrália havia copiado a lei da antiga pátria-mãe, a Inglaterra, onde as coisas não foram muito diferentes: após o desarmamento da população ordeira (nem a Velhinha de Taubaté acredita que os marginais deixarão de comprar armas), até a polícia inglesa, que há décadas não usava armas, passou a andar armada e Londres é considerada a capital do crime na Europa, pois os homicídios com arma de fogo aumentaram 32% no primeiro ano após o desarmamento. Nos Estados Unidos, cada estado pode baixar leis próprias quanto à compra e ao porte de armas de fogo. Em Washington, a proibição para comprar e usar armas de fogo é total. Resultado: é a cidade mais violenta dos Estados Unidos. Com armas, somos cidadãos; sem elas, somos cordeiros prontos para a degola. Quem desarma as pessoas de bem, está fortalecendo os bandidos! Os que aprovaram esse referendo vivem bem seguros em seus carros blindados, protegidos por seguranças, à custa dos seus impostos.
HENRIQUE BARROS (vereador) - Londrina

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