CARTAS
Referendo
Com tanta coisa para fazer e por fazer, vão inventar um referendo sobre desarmamento? Onde é que esse povo está com a cabeça? Pretendem desarmar o cidadão de bem porque assim evitar-se-ia que uma criança, em casa, pudesse disparar uma arma de fogo ferindo outra, ou um marido ciumento matasse um jovem don juanesco? Sim?! E o que faríamos quando estivessem tentando arrombar a porta da nossa casa ou loja, a gente chamando o 190 que não atende ou não tem viatura ou contingente para vir nos socorrer logo? Gritamos por socorro aos nossos deputados e senadores, que estão cercados de guarda-costas e policiamento ostensivo, ou chamamos a Rede Globo? Vamos fazer campanha de desarmamento sim, mas no dia em que a nossa segurança já esteja garantida pelo governo e não agora, quando a insegurança campeia livre e solta como nunca esteve nesse país. A propósito, já viram como diminuiu o investimento em segurança nesse governo? Onde será que se pretende chegar com política desse tipo? Então, ao invés de investir em propagandas descabidas e inoportunas como essa, que trate o governo de coisas mais práticas e úteis de verdade para o nosso povo, que invista em segurança, saúde e educação, setores essenciais dos quais temos enorme carência e onde a omissão do Poder Executivo é flagrante, como de resto em outros tantos.
PEDRO PAULO HOSKEN NOLASCO (médico aposentado) - Londrina
Transparência
A verdadeira cidadania se conquista pelo exercício das responsabilidades política e civil, através do controle social dos mandatos e dos orçamentos públicos, e sobretudo cobrando sempre uma maior ''transparência'' em todos os compromissos do Estado. E a base de todo o processo, claro, são as eleições. Sob este prisma, entender as reais vantagens e desvantagens do nosso sistema de urnas eletrônicas ganha importância fundamental. Alguns fatos relevantes chamam atenção, por exemplo: seria impossível a recontagen de votos, caso fosse necessário. Existe ainda uma determinação por parte do TSE em manter sob sigilo uma parte dos programas das urnas, não permitindo com isso que elas sejam eventualmente auditadas e também sua isenção atestada. Uma solução prática e viável, seria a emissão de recibos individuais impressos para o cidadão, logo após o ato de votar. Nesse momento, o que vemos e ouvimos muito, é sobre o ''sim'' ou ''não'' sobre uma pergunta realizada e que originou o referendo. Porém, não se ouviu uma única sílaba sequer, sobre as reais garantias de transparências nesse pleito. Pois o debate está lançado, e cabe a nós cidadãos conscientes, nos informarmos para poder então cobrar das autoridades as melhorias que o sistema de urna eletrônica precisa.
RENILDO VICENTE QUEIROZ (consultor técnico em biotecnologia) - Ibiporã
Rua Acre
A Rua Acre no centro de Londrina, em frente ao VGD, está completamente abandonada. Há mais de 6 meses que trabalho próximo a este local e jamais vi um único varredor nesta rua. Além de suja, escura e mal sinalizada, o cruzamento da Acre com Amazonas, ocupa o segundo lugar em acidentes em Londrina. Pergunto ao prefeito e responsáveis pela segurança, limpeza, iluminação e trânsito: será que a população dessa região não está contribuindo com seus impostos ou será a velha e abundante incompetência administrativa do município?
ROSANGELA DA SILVA (secretária) - Londrina
Cartão vermelho
Em uma das cartas publicadas pela Folha dias atrás, o autor reclama dos cheques. Creio que se os bancos anotassem a garantia máxima por folha, as coisas poderiam ser bem melhores. Mas, os próprios bancos, já providenciaram o antídoto para os cheques sem-fundo que são os cartões de débito. Por outro lado, muitos comerciantes não aceitam os cartões, que substituiriam os cheques e lhes dariam um certo conforto. Temos, então, que na iniciativa privada, para simplificar, bastaria que cada um lutasse com as suas próprias forças e escolhesse os meios que mais lhes conviesse. Entretanto, no setor público, e aqui voltamos à sociedade como um organismo vivo, essa responsabilidade aumenta a ponto de se dizer que os resultados se voltam contra a própria carne. Dessa maneira, quando o município permite aos concessionários do transporte público a mudança de venda de bilhetes de papel para bilhetes eletrônicos, devendo ter suas razões para isso, deveria, de antemão, condicionar o recebimento do valor dos passes através de quaisquer meios permitidos legalmente, inclusive e principalmente pelos meios eletrônicos (cartão de débito). Mas, não vendemos cartão com cartão. Só recebemos em dinheiro vivo (talvez a razão da necessidade de tanto aparato de segurança) ou em cheque. Essa é a resposta que o munícipe ou quase cidadão receberá no posto de venda de bilhetes para o transporte urbano. E para quem devolver o cartão vermelho, sem crédito?
SEBASTIÃO FERREIRA MACEDO (consultor de Segurança do Trabalho) - Londrina
Joilton agradece
Fiquei muito feliz e ao mesmo tempo muito emocionado ao ler a reportagem ''Joilton, um ídolo alviceleste em Portugal''. Foram inúmeras recordações que se passaram em alguns momentos dentro da minha cabeça, e não resisti as lágrimas, pois quem vive longe e só e mesmo assim, quando se lembram da gente. Que Deus, com sua infinita graça, continue a abençoar a equipe da Folha de Londrina. Um grande abraço aqui de Lisboa, de Joilton e amigos, brasileiros e portugueses como José Forte, Joaquim Félix, Ricardo, José Batista, Victor, entre outros.
JOILTON MENDES (ex-jogador do Londrina) - Lisboa (Portugal)
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





