Brasil imobilizado
O País foi acometido de uma total paralisia. Nada mais funciona, o caos tomou conta de todas as instituições e a equipe responsável pela administração pública abandonou por completo esse doente terminal. A única coisa que funciona é nossa vergonhosa e indigna classe política, que concentra todos os esforços e tempo em seu próprio benefício, principalmente os que rendam retorno financeiro. As campanhas e eleições internas dos partidos para presidência da Câmara, troca-troca de partidos, tornaram-se o único objetivo e principal preocupação desses enganadores públicos que ganham fortunas pagas com o nosso dinheiro para brincar de administradores. Enquanto isso, a população assiste incrédula a tamanho absurdo, sem ter a quem recorrer porque depositou seus votos e sua confiança nas mãos desses verdadeiros lesa-pátrias de 5º categoria. Talvez um governo militar fizesse mais pela população.
KÁTIA CHUBACI (médica veterinária) - Londrina

Estado e Igreja
Causou-me espanto a notícia sobre a greve de fome de um bispo sobre a alegação de que estava fazendo isso para proibir a transposição das águas do Rio São Francisco. Li também que ele alegava que estavam fazendo tudo muito depressa. Das duas uma, ou esse bispo não sabe nada sobre o Nordeste ou não está atualizado com as notícias de um país chamado Brasil. Desde a época de D. Pedro II existem projetos para se fazer esta obra. Se ela ainda não foi feita não foi por falta de tecnologia adequada e sim pela não vontade política posto que, ao se acabar esta obra, acaba também a indústria da seca que enche o bolso de uma meia dúzia e deixa 12 milhões de nordestinos na miséria, morrendo de sede e fome. Não posso acreditar que esse bispo esteja olhando pelos pobres, resta saber a quem ele está servindo. Por outro lado, ele deixa de cumprir o seu dever que é catequizar as almas e os fiéis em vez de se intrometer nos problemas do Estado. Será que esse bispo pensou nos 12 milhões de nordestinos?
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina

Requião x armas
Folha do dia 4 de outubro (terça-feira): ''Não se pode deixar um cidadão que mora na periferia de uma cidade completamente abandonado, sem nenhuma possibilidade para ele e sua família''. É um ato de coragem do governador Roberto Requião assumir que falhou no tocante à segurança pública e que a população está abandonada. Só não concordo quando ele sugere sutilmente em seu discurso contra o desarmamento que a população se armar é a solução. O que deveria ser feito era equipar e treinar a polícia para que o cidadão não esteja mais ''completamente abandonado'', segundo suas palavras.
ANDRÉ REINALDO ACORSI (jornalista) - Londrina

Gasto inútil
É impressionante a festa que os parlamentares fazem com o nosso dinheiro. Atualmente estão gastando fortunas com propaganda do referendo sobre o comércio de armas. São tantas as propagandas na TV que enervam qualquer pessoa que as assiste e saiba que é o seu dinheiro que está sendo desperdiçado. Essa eleição é uma verdadeira piada de mau gosto. Logicamente, qualquer que seja o resultado nada mudará o atual quadro de violência, poderá até ser agravado se desarmarem os trabalhadores e os bandidos continuarem com suas armas de última geração compradas ilegalmente ou contrabandeadas. Sem arma para nos defendermos dos bandidos a única opção que nos restará, será entregar nossas vidas sob a responsabilidade e eficiência de nossa polícia. Estará ela preparada, equipada e em número suficiente para nos proteger? A quem deveremos responsabilizar pela morte de nossos familiares e pelo roubo de nossos pertences? À polícia, ao Estado ou ao senador Renan Calheiros, inventor dessa demagógica brincadeira?
LEANDRO FRATIA (designer gráfico) - Londrina

Referendo
Sabemos do referendo do desarmamento e devemos dar nossa opinião pelo voto. Talvez, isso seja uma coisa boa e traga excelentes benefícios para todos nós, e tomara mesmo que isso aconteça. Mas, não sei por que não se faz um referendo para saber se o povo aprova a miséria, a fome, a falta de moradia, de escolas, de hospitais? Nunca tive e não quero ter armas - está certo e é importante - mas por que admito tantas outras armas que são terríveis, violentas e também matam?
PAULO BODNAR (servidor público) - Londrina

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