Incoerência

Um viva à incoerência nossa de cada dia! A Folha informou na edição de terça-feria que 33 dos nossos 54 deputados estaduais já haviam assinado um manifesto se posicionando contra o desarmamento. O que chama a atenção é o posicionamento do parlamentar Sérgio Bradock, que atuava como delegado antes de ser eleito: ''O cidadão tem que ter o direito de proteger sua propriedade e sua família''. Com essa declaração, Bradock decreta a falência dos órgãos públicos de segurança e sutilmente sugere aos cidadãos que não esperem nada da polícia e se defendam a bala. Isso seria a volta da barbárie e eu não quero minhas mãos sujas de sangue. Quem deve cuidar da criminalidade é a polícia, não o cidadão!

ANDRÉ REINALDO ACORSI (jornalista) - Londrina

Referendo

A pouco mais de 30 dias da data do referendo que decidirá o futuro do comércio de armas de fogo e munições no Brasil, algumas perguntas ainda não foram esclarecidas pelos defensores da proibição da venda desses produtos. Por exemplo: será que os R$ 270 milhões gastos com o referendo não poderiam ser utilizados para reequipar nossas polícias, já que esse valor é mais do que o dobro de toda verba anual destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública? Se as armas matam tanto, como se explica o fato de países em que há mais armas na mão da população ordeira possuírem as menores taxas de criminalidade? É justo o Estado impedir um cidadão de promover a sua autodefesa se o governo não tem condições de fazer isso? Assim, é preciso que a população pense muito bem antes de votar, pois isso poderá representar o fim da última possibilidade de defesa dos cidadãos. E outro ponto importante é a pergunta que será feita: ''O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?''. Portanto, quem votar ''sim'' será favorável à proibição; quem votar ''não'' será favorável ao comércio de armas e munições.

PAULO BODNAR (assessor técnico) - Londrina

Agora ou nunca

Chegou a hora do povo mostrar sua revolta aos responsáveis pelo caos total a que levaram o País. Faliram todas as instituições e os três poderes constituídos. Nada funciona. As provas e evidências brotam aos milhares e praticamente ninguém é punido, nem o dinheiro roubado do povo é recuperado. Há muito tempo a moralidade política vem apodrecendo e como uma gangrena alastrou-se por todos os órgão públicos, contaminando todo o organismo de maneira irreversível. Nada mais resta a fazer para recuperar o que já está morto. Não existe milagre nem solução. Só sobrou à população uma pequena chama de esperança que deve ser mantida e avivada pelas pessoas de bem, para que um novo Brasil renasça a partir das próximas eleições. Que o povo extirpe qualquer vestígio dessa podridão na vida pública, não reelegendo nenhum político que já participou do poder e portanto também é responsável ou conivente com a tragédia social a que chegamos. Que nasça um novo Brasil com alicerces dignos baseados em valores reais de moralidade, trabalho e humanidade, onde exista realmente uma Justiça honesta para punir exemplarmente os que tentarem distorcer essa nova mentalidade de cidadania. Lugar de corrupto é na cadeia!

PATRÍCIA CHUBACI (designer) - Londrina

Ponte

Em 1995, um terremoto no Japão praticamente destruiu uma cidade inteira: Kobe. A cidade foi reconstruída em menos de três meses. Aqui, no Brasil, a ponta Capivari-Cachoeira que desmoronou na BR-116, uma das rodovias mais importantes do País, já vai fazer aniversário e nem mesmo começaram a reconstrução. Será que a demora no processo de recuperação se deve à ausência de técnicos habilitados? Esse fato parece impossível, pois temos profissionais de altíssimo nível no País. Acredito que também seja um problema de falta de recursos financeiros. O que se arrecada com tributos são valores astronômicos que facilmente poderiam custear a construção de uma simples ponte. Logo, podemos concluir que a falta de interesse político ou total incapacidade administrativa do Poder Público é a razão da demora na reconstrução da ponte Capivari-Cachoeira.

TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina

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