CARTAS
Desfibrilador
Creio ser de fundamental importância emitir esclarecimento a respeito da declaração à Folha do sr. Gabriel Ribeiro de Campos, presidente da CMTU de Londrina. A declaração que tenta justificar a falta de cumprimento da Lei nº 8.845, de 17 de julho de 2002 na ausência de equipamentos desfibriladores em locais públicos de Londrina ser causada pela dificuldade de treinamento de pessoal para operá-lo. O sr. Gabriel está equivocado e desconhece o assunto pelo qual emitiu esta declaração. O curso de suporte básico de vida é um curso de 4 a 8 horas e Londrina é pioneira no Brasil em treinamento de emergências cardiovasculares, sendo modelo para o Ministério da Saúde e para outras cidades e até mesmo países com a campanha ''Tempo é vida''. O Hospital Universitário através de sua fundação HUTEC e seus profissionais de saúde possui o primeiro centro de treinamento em emergências cardiovasculares do sul do país credenciado pelo Comitê Nacional de Ressuscitação e o único credenciado pela Sociedade Americana do Coração onde já ofereceu e oferece treinamento com sua equipe para diversas cidades do país. Treinamento este com qualificação e certificação internacional. Esta equipe está disponível para treinamento desde 1999 e em nenhum momento foi oficialmente procurada pela CMTU.
MANOEL FERNANDES CANESIN (presidente da Comissão de Ressucitação Cardiopulmonar do HU/UEL) - Londrina
'Venda casada'
Tendo ido à sede da Sercomtel, na rua prof. João Cândido, comprar cartões telefônicos, e sendo informado que a venda dos mesmos passara para um distribuidor exclusivo num supermercado do centro. Dirigi-me ao local indicado. Ao fazer o pedido de cartões com 20 unidades, o vendedor me respondeu que a cada 10 cartões de 40 unidades adquiridos eu poderia levar três cartões de 20 unidades. Disse a ele que não aceitaria este tipo de ''venda casada'', o que é ilegal e contra os direitos do consumidor. Reclamei, insisti e disse que os levaria ao Procon. Ele me respondeu que seria só mais denúncia entre as 10 mil já existentes. A forma desrespeitosa, a falta de educação e a resposta que me foi dada, cerceando meus direitos de consumidor, causaram-me grande indignação. Por isto, trago ao conhecimento do público este desrespeito ao consumidor, que é burlado, vilipendiado e até mesmo ridicularizado por maus comerciantes que nada respeitam. A quem devemos recorrer para a garantia dos nossos direitos de consumidor?
FRANCISCO WOOD CARILHO DE OLIVEIRA (comerciante) - Londrina
Desrespeito
Na quinta-feira, às 18h55, a viatura nº 5797 do 5º Batalhão de Polícia Militar com dois soldados entrou no estacionamento do Colégio Marista com girofléx ligado. Eu e vários pais que estávamos no local pensamos que havia alguma ocorrência policial. Para espanto nosso, os PMs foram prestar socorro mecânico ao veículo Gol de propriedade de uma professora. A PM está prestando assistência mecânica para todos os cidadãos? Quando o contribuinte precisa do serviço da PM através do 190, algumas vezes escuta que a PM está com falta de viatura ou sem combustível. Nós, contribuintes, aguardamos uma resposta do comando do 5º BPM.
RUDIMAR NUNES (representante comercial) - Londrina
Londrix 2005
Depois de 71 anos de história, Londrina foi brindada, nos dias 16, 17 e 18 de setembro, com o 1º Festival Literário de Londrina - Londrix 2005. Trazendo à cidade uma pauta de discussões atuais e tremendamente pertinentes à literatura local, nacional e universal, através de palestras, debates e oficinas, apresentaram um panorama histórico-cultural da área, amplo e rico para a comunidade londrinense. Dentro disso, quero pontuar (sem demérito aos demais convidados) a presença de Gian Calvi (RJ - ilustrador e especialista em Comunicação para o Desenvolvimento Social) e Lucila Martinez (RJ - educadora, pedagoga e mestre em Ciências da Informação) que nos regalaram com sua elegância e conhecimento nos transmitindo com entusiasmo e engajamento novas possibilidades quanto a formação de novos leitores e estratégias de mercado. Com espetáculos de qualidade inquestionável, músicos, poetas e contadores de história colocaram, com excelência, Londrina no calendário literário nacional.
CLAUS GALHARDO (poeta) - Londrina
Direito de viver
O ''direito de matar'' existe sim. Ele toma a forma do direito à legítima defesa. Aliás, consagrado até mesmo na encíclica papal ''Evangelium Vitae''. Quem defende o comércio de armas e munições não compactua com o crime. Tanto que gostaria de ver primeiro os marginais entregarem suas armas. Apesar das estatísticas mentirosas de grupelhos defensores do uso de drogas e do desarmamento (dos honestos), como o ''Viva Rio'' e do senador Renan Calheiros, uma ínfima parte dos crimes é cometida com armas legais. Não são roubadas, como querem nos fazer crer. Simplesmente nunca foram registradas no Sinarm. Quanto aos exemplos dados, de ''brigas no trânsito'' e ''acidentes domésticos'', procuram transformar a exceção em regra. Quantas crianças já morreram, lamentavelmente, atropeladas na garagem de casa pelos próprios pais? E ninguém tenta proibir carros. Quem vai decidir se eu devo ter uma arma em casa e se devo reagir ou não a um assalto? O sr. Renan Calheiros, protegido pelo Estado? Ou nosso honestíssimo presidente? O sr. Raul Jungman? Ou ainda o sr. Ratinho Jr que procura colher votos com toda essa insensastez? Eles decidirão por mim?
HWIDGER LOURENÇO FERREIRA (estudante) - Londrina





