Só os motoristas?

''Não acredito que seja distração. É por acomodação e insistência...'' Cristiane Biazono Dutra, gerente de trânsito do IPUL; ''Creio que exista um desrespeito e má-fé do motorista que não quer enfrentar a fila para seguir reto'', Alvaro Grotti Júnior, diretor de trânsito da CMTU; em matéria publicada ontem na Folha (Caderno Cidades) sobre a sinalização no trânsito de Londrina. Parece que as autoridades de trânsito concordam plenamente com as opiniões que vieram dos tempos do Império e a visão que os estrangeiros têm do brasileiro: motorista é malando e indolente. Eles acham que fazem tudo certo, mas o usuário continua a reclamar. Para quem é feita a sinalização de trânsito? Para as autoridades ou para os motoristas? Faltou as autoridades completarem com outra máxima, esta dos militares: brasileiro não sabe votar.

MARCO ANTONIO GOMES (empresário) - Londrina


Continuo em pé!

Tão bonito como a sensibilidade para com a natureza é o dom de saber exteriorizar esse tão nobre sentimento. Eu também já tive a minha árvore. Aliás, tive várias e sob suas copas conheci momentos felizes. Já morei em lugar que se pode chamar de uma clareira em plena mata virgem onde não se encontra, hoje, nem um pé de Sapuva em que o roceiro poderia obter um cabo para sua enxada. Infelizmente, jamais tive o dom de escrever ou exteriorizar, de alguma maneira, o que se passa no recôndito da minha alma. Se tivesse, talvez estaria escrevendo como Ruth e Daniel Steidle. Obrigado, amigos, pelo belíssimo e oportuno texto escrito por vocês em defesa às queridas árvores e que muito me comoveu. Tenho desejo de conhecer a árvore, inspiração de tão belas palavras. Onde fica?

ANTONIO FIORINI MASSARO (técnico de contabilidade) - Londrina


Corrupção

A corrupção que hoje atinge os mais diversos níveis das mais variadas classes sociais parece gerar na população a apatia que nos deixa indignados. Talvez todos tenhamos em mente que um país que se pretenda rico deveria lutar contra esses diversos níveis de corrupção. Talvez não queiramos um país rico, contanto que enriqueçamos mesmo que de maneira ilícita. Se formos coniventes com esse enriquecimento, assinaremos a permissão para que sejamos também alvos da mesma corrupção que nos fez ricos e que, portanto, nos faz cada vez mais pobres, e desta vez não tão-somente financeira mas também em espírito e moral.

ANDERSON SOARES KONNO (professor) - Cambé


Trânsito

Tenho acompanhado pela Folha os vários comentários que têm sido feitos pelos leitores a respeito do trânsito em nossa cidade. Referem-se quase sempre a problemas como a falta de fiscalização, colocação de obstáculos, má-sinalização, etc. Esses problemas realmente existem e devem ser objeto de constante atenção das autoridades. Porém, o que se nota é que o maior dos problemas é a irresponsabilidade e o desrespeito de motoristas, pedestres e, principalmente, motoqueiros na observação das leis de trânsito. Semáforos e placas de são desrespeitados a todo instante. Colocar obstáculos, sinalizar ou fiscalizar sem a contrapartida de uma punição rigorosa dos ''espertinhos'' não adianda muito. Façam blitze em pontos onde é visível o desrespeito constante, mudem de lugar sem avisar e multem rigorosamente aqueles que nos acham bobos e passíveis de escárnio por respeitarmos as leis. Ah, não usar cinto de segurança, usar celular ao volante, guiar com uma só mão com cigarrinho na outra, etc., é o que se vê em toda parte. Isso já virou rotina!

EDGAR BAER (advogado) - Londrina


Manifesto

O ''Manifesto ao povo brasileiro'', publicado ontem pela Folha, reivindica para a Maçonaria a responsabilidade pelos grandes feitos históricos do país como a heróica independência, a superbem intencionada abolição da escravatura e a Proclamação da República. Ao mesmo tempo rechaça a atual conjuntura política como se esta não fosse resultado direto do processo de transformação histórica que, segundo o manifesto, é em grande parte influenciado pela própria Maçonaria. O texto traz uma série de exigências de caráter conservador, já que se limita à esfera parlamentar como forma de solução dos problemas, contribuindo assim para a blindagem da verdadeira causa dos mesmos: a economia. Dissimulado no meio de tais exigências está, sem dúvida, o motivo primeiro da deliberação interna entre os maçons. Diz o item d): ''Respeito à propriedade legitimamente adquirida e à promoção de uma reforma agrária justa e responsável.'' Poderia se ponderar a respeito da propriedade privada mas não é esse o objeto da minha discussão. Refiro-me aqui à seguinte questão: tratando-se de um país que abriga opulência e miséria, me assusta imaginar o que seria uma propriedade legitimamente adquirida e de qual forma se daria uma reforma agrária justa. Um manifesto ao povo não implica, necessariamente, em um manifesto pelo povo.

LEANDRO DE SIQUEIRA LUCIANO (estudante) - Londrina



Correção

- A reportagem ''Sinalização em pontos críticos causa polêmica'', publicada ontem no Caderno Folha Cidades, informou erroneamente a denominação da rodovia que cruza com a Avenida Madre Leonia Milito, na Zona Sul de Londrina. O correto é PR-445 ou Rodovia Celso Garcia Cid.

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