Cachorros na UEL

É lamentável o estado de saúde de alguns cachorros que circulam pela universidade, em especial nos arredores do CESA. Há animais com a pata quebrada, sarna, pulga e carrapato, sem mencionar a sujeira e o mau cheiro que exalam. Imagino que esses animais não sejam patrimônio da instituição, tampouco propriedade de algum servidor ou aluno da UEL. Cachorros com todos esses problemas circulam pelos corredores dos departamentos e pior, transitam tranquilamente no espaço da lanchonete próximo ao CESA onde muitas pessoas como eu fazem refeição. Entendo que a universidade deveria acionar o setor responsável para que os mesmos fossem recolhidos e levados para um local adequado onde possam ser tratados e colocados à disposição para serem adotados. Agora, se houver a necessidade desses animais permanecerem no campus, sugiro ao departamento de Veterinária que avalie esses cachorros e dê um tratamento adequado para que tenham sua saúde e aspecto melhorado. Se uma das duas colocações for adotada, acredito que o ambiente da universidade e em especial o da lanchonete ficará mais higiênico.

ARTHUR EDUARDO PEREIRA DE SOUZA (pós-graduando em Administração Industrial) - Londrina


SOS classe média

A inadimplência e o cheque sem fundos são os principais parâmetros para mostrar a crescente e vertiginosa desigualdade que está tomando conta do Brasil. A classe média, que sempre foi a locomotiva do país, encontra-se agoniada, deprimida e asfixiada pela prensa que vem sofrendo nas últimas décadas. O número sempre crescente de roubos de baixo para cima transforma a classe insegura e medrosa. Hoje nossas casas são defendidas por diversos tipos de alarme, mesmo assim e um pequeno descuido a limpeza acontece. Estes roubos por si só já seriam previstos seguindo os requisitos da sobrevivência. Porém, os assaltos que sofremos vindo de cima para baixo nos aniquila e deixa a classe média desmotivada e insegura. Os órgãos do governo que teriam a obrigação de nos defender são os que mais nos têm infelicitado. Todos os meses, nossas contas de água, luz, telefone sofrem acréscimo. Mesmo que sejamos malabaristas não conseguiremos entender e muito menos controlar. Na iniciativa privada, quando o administrador é incompetente, a firma vai à falência. No governo não: se o órgão está perigando é só aumentar alguns dígitos das taxas e impostos, pois a classe média está acostumada a pagar a incompetência do administrador. Já estamos com a língua de fora. Até quando vamos aguentar este assalto?

WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (aposentado) - Londrina

Transito caótico

Há alguns anos venho observando o caótico trânsito de Londrina, tanto como condutor como pedestre. Na Avenida Higienópolis, o sinaleiro tem o mesmo tempo para Higienópolis e a rua transversal que dá acesso ao Iate Clube, o que é um absurdo. Na era da computação e da eletrônica, nossos semáforos não estão sintonizados. Uma alternativa para o trânsito é diferenciar os horários do comércio e das indústrias. Pelo menos fazer uma experiência neste sentido, seríamos pioneiros no país a criar uma alternativa para resolver um problema dos grandes centros. Outra alternativa, a mais importante, é um programa pela mídia conscientizando motoristas e pedestres em seu comportamento diante de um semáforo. É comum o motorista desligar o carro (por economia) diante do sinal vermelho ou ficar distraído olhando vitrines, paquerando ou admirando o carro do lado. Tudo isto é tempo que se perde. Quem está atrás tem pressa, está trabalhando. Os recém-habilitados e idosos poderiam obter junto ao IPPUL ou Detran um adesivo específico para que os mais apressados os respeitem. Com estas sugestões, espero contribuir de alguma forma para melhor o nosso caótico sistema viário.

RUBENS VERPA (agricultor) - Londrina



Descontentamento

A grosso modo, entende-se por Estado Democrático a fusão de espaço físico, governo soberano e povo, onde este último escolhe, por voto da maioria, seus representantes no governo, ou seja, elege as pessoas que deverão, de forma clara e honesta, defender seus interesses, entenda-se interesses coletivos, tais como saúde, bem-estar e educação. Neste ponto, sobressai a dúvida se é do interesse do povo a elevada carga tributária, a corrupção, a lentidão do Poder Judiciário, as tão corriqueiras multas de trânsito, a violência, a redução do poder aquisitivo diante da elevação de preços de bens necessários, dentre tantos outros fatores que assolam o cotidiano do brasileiro. É, isto é Brasil, portanto, continuemos a trabalhar, pagar nossos impostos e acreditar, ou melhor, sonhar, que um futuro melhor nos espera, afinal, ''a esperança é a última que morre'', ou, como melhor forma, podemos nos preparar e analisar quem são e o que propõem aqueles que nos procuram em épocas eleitorais.

MAICON SÉRGIO FONSECA (advogado) - Londrina


Desarmamento

Não tenho arma de fogo. O Estado proibir o cidadão de bem possuir arma de fogo para sua defesa é o mesmo que deixar o carneiro à mercê do lobo. Gente responsável não mata ninguém à toa. Bandido mata a sangue frio. O referendo do dia 23/10 sobre o desarmamento é uma bobagem. O Estado deveria garantir a segurança do cidadão. Pessoas responsáveis devem continuar tendo o direito de possuir armas de fogo.

FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão

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