CARTAS
Alienação
A sociedade está diante de várias frentes de batalha contra o tráfico de drogas, corrupção, falta de segurança, falta de cultura, fome, etc. Não se pode afirmar que estamos perdendo qualquer uma delas, porém, também não se pode dizer que estamos vencendo. Os eleitores, há várias anos, vêm escolhendo o candidato ''menos ruim''. Quando se trata da escolha do ''menos pior'' entre dois ruins, ele continua sendo ruim, ou seja, não passa a ser bom. Então, como vamos passar a vencer as batalhas aqui indicadas se nossos ''guerreiros'' não são os melhores e nem ao menos são bons? Vamos ter sempre dificuldade de posicionamento diante das dificuldades, pois dentro do campo de combate a esses problemas aflitivos temos traidores da sociedade. Diante da frase ''com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir'', pode-se subentender que o presidente Lula está arregimentando forças civis manipuláveis para um possível confronto nas ruas, no caso de ser comprovado que ele conhecia todo o comércio de compra de deputados envolvidos nesta crise política. É nisto que todo cidadão consciente acredita. A sociedade brasileira ainda padece de forte instinto de alienação, acomodando-se diante de fatos gravíssimos que afrontam a nação e a democracia. Frente a essa atitude de arregimentação de civis e da forte alienação da sociedade ante os quadros que se vislumbram, está se pavimentando a trilha que levará as Forças Armadas a assumirem o poder.
JOÃO GABRIEL PEREZ CONSALTER (estudante) - Londrina
Empalhados
Somos povo e queremos que apodreçam os que feriram nossos sonhos. Somos povo também podemos fazer renascer novos homens de grande desprendimento e não aqueles ocos, empalhados, amparados uns aos outros como Severino e sua corte. Enquanto os pobres estão padecendo na terra, os ricos já vivem no céu. Se os políticos de Brasília, de Londrina, etc., estivessem do lado dos pobres para os ajudar, os pobres seriam capazes de dar a vida por eles para que eles não caíssem no inferno onde estão.
JUAN FERNANDO BILBAO LA VIEJA (consultor comercial) - Londrina
Continuo em pé!
Nasci dentro da mata fechada faz muito tempo. Convivi com índios e bichos. Já era crescida quando sons estranhos foram ouvidos na floresta. Era o barulho dos machados seguidos pelo som do tombo de uma árvore. O barulho chegou cada vez mais perto. Árvores vizinhas foram derrubadas. Fiquei quase sozinha aguardando minha sorte. Não sei por que esqueceram de mim, fiquei de pé. As árvores tombadas secaram e um dia o fogo tomou conta de tudo. Fiquei chamuscada, mas sobrevivi. Um pasto se formou em volta de mim. Nos dias quentes os bois descansavam na minha sombra. No pasto se via aqui e ali outras sobreviventes da floresta. Certo dia, outro som estranho, motosserras derrubando minhas companheiras. O pasto ia ser transformado num campo de cana. Eu estava na beira do campo. Debaixo de mim a discussão: o homem com a motosserra queria me derrubar, uma mulher insistia que eu devia ficar em pé. A mulher ganhou a discussão. Continuo em pé! Ano após ano fui novamente chamuscada, essa vez pelas queimadas de cana. O tempo da cana passou, agora tenho em volta de mim, lavoura branca - assim são chamadas as plantações de soja, milho e trigo aqui na região de Rolândia. Minha sombra é muito procurada por todos que precisam de descanso nas pausas do trabalho. Estou muito sozinha, mas me acostumei a não ter companheiras adultas. Fico feliz de ver bem mais adiante, lá embaixo, na mata ciliar, minhas filhas, netas, bisnetas e tataranetas crescendo. Espero que ainda por muitos anos o vento e a chuva possam levar minhas sementes e que minha família aumente. Sou conhecida pelo nome de Canafístula. Ficaria contente com sua visita!
RUTH BÁRBARA STEIDLE e DANIEL STEIDLE (educadores ambientais) - Rolândia
Londrix
O Festival Literário de Londrina que aconteceu neste último final de semana além de apresentar expoentes da literatura, demonstrou a necessidade e o interesse para a formação educacional e cultural das famílias, crianças e adolescentes através de programas, para que os atributos da cidadania ativa sejam mantidos e restabelecidos. A leitura é um direito democrático e instrumento para o desenvolvimento permanente. Em razão da leitura desafios são vencidos, incertezas são sanadas, esperanças são criadas. A base da formação do ser humano é a educação e esta é indispensável na construção dos ideais de paz, de liberdade e de justiça social. Audacioso o Londrix 2005, necessário o Londrix 2006. Nossos agradecimentos a todos que direta ou indiretamente desenvolveram, contribuíram e realizaram esse memorável projeto, em especial aos curadores Denise Gentil, Christine Vianna, Rodrigo Garcia Lopes e Marcos Losnak e à Secretaria de Cultura de Londrina.
SOLANGE GAYA DE OLIVEIRA (advogada) - Londrina
Londrina Matsuri
O Grupo Sansey vem, em nome de toda a comunidade japonesa de Londrina e outras instituições beneficentes participantes, agradecer o apoio recebido durante a terceira edição do Londrina Matsuri. A festa não teria sido um sucesso se não fosse a participação e colaboração de nossos parceiros e patrocinadores. Um agradecimento especial a toda imprensa de Londrina e região por acreditar e ajudar na divulgação de nossas tradições e cultura.
MITY SHIROMA (presidente do Grupo Sansey) - Londrina





