Fim do privilégio
Ufa, até que enfim, uma decisão sensata de uma Corte Superior da Justiça em relação aos políticos: acabaram com o tal ''foro privilegiado'' para ex-administradores públicos. Esta lei foi iniciativa do ex-presidente FHC (no apagar das luzes do seu segundo mandato) e com o consentimento total dos políticos de todas as siglas partidárias, incluso aí o PT que já naquele momento aguardava com ansiedade para assumir a cadeira do proponente do tal privilégio: ser processado somente nos tribunais, geralmente distante do local dos fatos, por julgadores indicados por critérios também políticos e sem a pressão do calor dos acontecimentos. Com o fim desse privilégio odioso, temos uma pequena esperança de ver ladrões do dinheiro público, assassinos e outros criminosos, sendo processados nos mesmos foros dos pobres mortais.
LOURIVAL BARBOSA (aposentado) - Londrina

Desarmamento
Dia 23 de outubro se avizinha. Está mais que na hora do povo debater o que acha melhor para o seu futuro e de seus filhos! Particularmente defendo a tese de que o voto pela proibição da comercialização de armas, apoiado até pela Igreja Católica, da qual faço parte, combate os efeitos enquanto o Estado até ela se omite em combater a causa! A causa é a falta de educação para a cidadania e a falha das igrejas na evangelização para a paz e Justiça, já que, quanto maior o número de cidadãos educados para a cidadania e evangelizados, naturalmente maior será o número de pessoas que saberão resolver seus conflitos de forma pacífica. Proibir a venda e uso de armas no país de nada adiantará, pois um povo mal-educado e mal-evangelizado, não saberá resolver seus conflitos, senão com violência e não será a falta de arma de fogo que diminuirá o número de agressões e mortes! Se não se tratar quem está atrás de um gatilho de uma arma, este irá valer-se de facas (como uma madrasta que matou sua enteada de 7 anos em Curitiba, com 98 facadas e ainda escondeu o corpo na despensa em Curitiba, semana passada), pau, ferramentas, karatê, Jiu-Jitsu, etc. Que adianta tirar a arma de fogo de um povo, se ele não é preparado para resolver os conflitos pacificamente? Vamos combater a causa, não o efeito! Vamos ao debate?
GERSON MACHADO (servidor público) - Londrina

Não ao desarmamento
Vou votar contra a lei do desarmamento, apesar de não ser parte interessada diretamente no assunto não possuo e nem pretendo possuir armas. Muito provavelmente a lei será referendada apesar dos milhões que irão votar contra ela. O que será feito daqueles que resolverem não entregar suas armas? De um dia para o outro serão considerados como perigosos bandidos e deverão ser presos nas já lotadas penitenciárias ou distritos policiais, ocupando o lugar dos verdadeiros marginais? Novos presídios deverão ser construídos para abrigar esse enorme contingente de neodelinquentes de extrema periculosidade? Como se já não bastassem as atuais dificuldades humanas e materiais que a polícia tem para cumprir as leis, ainda arrumam mais esse ''abacaxi'' para ela. Algo semelhante ocorreu durante a desastrada lei seca americana, quando tentaram privar o cidadão de um direto natural que é o do livre-arbítrio. Todos sabem o que aconteceu. Mas assim como a idiota lei seca e as diversas leis de desarmamento que já ocorreram na história mundial, um dia essa também será discretamente revogada, não por interesses políticos eleitoreiros, mas pela obviedade de sua ineficácia. Aí então milhões de brasileiros, como num passe de mágica deixarão de ser marginais e voltarão a ser cidadãos de bem.
MARCOS MENEZES PROCHET (produtor rural) - Londrina

Desinformação
Frase do advogado do PT nos jornais: ''A imprensa, municiada pelos adversários do PT, faz uma eutanásia que está matando a esquerda brasileira a partir de Londrina.'' Primeiro, ''eutanásia'' significa ''morte sem sofrimento, eliminação dos doentes reconhecidamente incuráveis e vítimas de grandes sofrimentos'' (Minidicionário Ruth Rocha). Então, se estivesse agindo da citada forma a imprensa estaria fazendo um imenso favor ao partido, eliminando seus doentes incuráveis sem sofrimento. Mas quem seriam os doentes incuráveis? Quanto à frase, ''matando a esquerda brasileira a partir de Londrina'', necessário se faz explicar quem realmente é, hoje em dia, a esquerda brasileira, se é que ela ainda existe. Parece-me haver uma certa desinformação a respeito de tempo e espaço. Tempo porque a imprensa está noticiando fatos da crise desde 6 de junho. Espaço porque essa história toda começou lá em Brasília e não em Londrina. Ou será que começou aqui e a gente não sabia? Um pouco mais de cultura e leitura não faz mal a ninguém.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

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