CARTAS
Coreto
Acompanho pela imprensa o desejo de ''alguns'' para a retirada do coreto edificado no Calçadão. Os comerciantes da região alegam que o coreto é pouco utilizado para eventos e serve apenas de mocó. Fiquei assustado, o coreto corre o risco de ser demolido. Não seria mais fácil (respeitar o dinheiro público que foi gasto com a construção) passar a usá-lo para eventos culturais? Com relação a servir de mocó, a solução é mais que simples: os comerciantes que se sentem prejudicados poderiam se cotizar e pagar um guarda noturno que protegeria suas lojas e o coreto; ou exigir que a Prefeitura cumpra sua obrigação de zelar pelo bem público. Quem conhece bem as cidades antigas, sabe que todas elas ostentam com orgulho seus coretos construídos nos lugares nobres. Pensar em demoli-los seria uma heresia. Revitalizar, preservar é muito bom, mas antes tem que se pensar em conservar e limpar. Um mau exemplo é o trecho entre as Casas Pernambucanas e o bar Ipanema, constantemente sujo. Será que vamos revitalizar, modernizar e ter condição de limpar o Calçadão?
ARY BENEDITO SILVA (advogado) - Londrina
Triste fim
Sabemos que foram muitos os anos de luta do Partido dos Trabalhadores, até a chegada ao poder. Ao alcançá-lo, sem um plano de governo, obedeceu apenas a um princípio: proteger o grande número de pessoas que obteve vantagem por meio de sua ascensão e a perpetuação dessas benesses. Para mantê-lo, não se preocuparam com os meios a empregar. Cegos pelo poder, utilizaram-se dos mesmos métodos que condenaram no passado, nada diferenciando de seus adversários, exceto pelo paroxismo a que elevaram esses métodos. Os petistas sempre foram radicais, conspiraram contra todos os governos antecedentes. Assim, caracterizados pelo extremismo, que inobstante a ideologia a que pertençam, são os germes do corpo político que nada produzem e, quando este corpo está doente, causam seu próprio aniquilamento. O partido será lembrado pela criação do governo mais inepto, corrupto e desprezível que já governou o Brasil.
WALID KAUSS (advogado) - Londrina
Elogio ao papa
Quando da eleição do Papa Bento XVI, me pronunciei aqui mesmo nesta seção contrariado pela sua escolha. Hoje tenho que novamente me pronunciar tecendo um elogio à sua conduta do dia 19/8, segundo dia de sua visita a Colônia na Alemanha. O Papa naquele dia fez uma visita a uma sinagoga e conclamou, lembrando do holocausto, o diálogo entre as religiões. Para muitos pode parecer pouco ou até mesmo nada, mas na minha humilde opinião foi um ato de grandiosa admiração, tendo em vista vários fatores: a nacionalidade do Papa (alemã), o local (na Alemanha), as diferenças entre as duas religiões e, principalmente, pelos assuntos explorados em sua visita: nazismo e anti-semitismo. Nós católicos (como igreja) temos uma dívida muito grande com o povo judeu, pois quando os 6 milhões de judeus estavam sendo mortos a Igreja Católica se calou. E calar é consentir. O Papa João Paulo II começou a pagar a nossa dívida visitando pela primeira vez uma sinagoga e pedindo perdão por nossa omissão, por nosso pecado de silenciar diante de tão grande atrocidade.
PAULO ROGÉRIO SANCHES (advogado) - Londrina
Projeto Brasil
Os nossos governantes deveriam explorar melhor o potencial de nosso país em vez de se meter em mutretas e se preocupar somente com interesses próprios. O Brasil tem um potencial que praticamente nenhum país no mundo tem. Além de não o explorarmos, entregamos de bandeja a países de primeiro mundo. Qual o país que além de possuir um território tão vasto, dispõe de tanta matéria-prima de qualidade? E enorme variedade de clima? E uma população sedenta por emprego? Se fôssemos organizados, saberíamos explorar e utilizar o potencial de cada Estado. O Brasil tem tudo para ser uma potência e já tem um caminho a seguir. Só não pode é se afundar em crises políticas e roubalheira.
CIRO XAVIER MARAGNO HEY (estudante) - Londrina
Le Cirque
Em resposta à carta do estudante José Maurício Bastos da Costa, publicada dia 6/9, a direção do Le Cirque esclarece que está fazendo uma turnê por todas as capitais brasileiras. Sua última estadia foi em Curitiba, armado no estacionamento da Havam. Nossa estrutura é de 1º mundo e só armamos em shoppings ou áreas centrais. Não poderíamos desfazer de Londrina, já que sua população merece nossa apresentação com lazer e terapia num show de 2 horas, já que o dia-a-dia da criança e do adulto é vivido em clima de violência e insegurança. Sobre o alvará de funcionamento, a Prefeitura é de maior competência. Ela fez pesquisa sobre nosso circo e está informada do que traz para a cidade. A Vigilância Sanitária fez vistoria e nada constatou. Os animais têm sua própria moradia e cada um tem carreta própria, são bem cuidados e bem tratados. Milhares de londrinenses constataram o cuidado de nossos animais. Com certeza, com todo o apoio recebido pela Prefeitura, Vigilância Sanitária e todos os outros órgãos que apoiaram a estadia do Le Cirque em Londrina. O Circo nunca morrerá! Sua denúncia é sem coração. Se você nunca teve infância nunca é tarde para ser criança! Resposta de uma circense que viaja pelo mundo.
AMALIA STEVANOVICH (proprietária do Le Cirque) - Londrina





